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quarta-feira, 4 de maio de 2011

0081 [Artigo] Adolescente x Família Moderna (II)


Adolescente X Família Moderna (II)
Pais e educadores: perdidos c/a globalização
Pais e educadores em geral se encontram perdidos na educação na era globalizada. A educação passa inevitavelmente por recortes que os limites dão à criança. Ela precisa de pais presentes, família estruturada, modelos de autoridade cuja fala represente a ação coerentemente para se espelhar e formar sua personalidade.
Os pais estão mergulhados em um universo de complexos infantis e reproduzem-nos na educação dos filhos. Iludem-se na crença de que a melhor educação é evitar frustrações a eles e não medem esforços para agradarem-nos. Assim impedem-nos de descobrirem a realidade, o valor dos afetos e do capital. Sem tais limites eles vão buscá-los fora de casa. Violência juvenil, drogadicção, alcoolismo, formação de grupos delinqüentes, desafio de autoridades instituídas (professores, diretores, autoridades civis, militares, etc.), prostituição infantil. Na mesma linha aparece o fracasso escolar como sintoma da família moderna.
Em certa ocasião escrevi que esportes radicais podem surgir na linha fronteiriça entre possível/impossível para o jovem, assim como as drogas entre vida/morte. Os esportes radicais acabaram de surgir historicamente, mas é, em alguns casos, muito mais que uma nova modalidade esportiva. Constituem-se como elementos norteadores. O jovem descobre até que ponto pode ir sem riscos e apartir de que ponto o risco se faz presente.
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P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

0080 [Perg/Resp] Filha de 12 anos agressiva e desobediente


O quarto dela é sempre bagunçado
Minha filha de 12 anos de repente ficou ‘respondona’, impaciente e nada está bom. Ameaça sumir de casa e se cobramos as tarefas faz com agressividade descontrolada. O quarto sempre desarrumado, (roupas jogadas no chão e na cama). Tenho tido muita paciência, mas estou perdida e muito decepcionada. Tenho chorado muito, preciso de ajuda profissional. Temo que ela possa estar pensando em fazer alguma coisa. Quando a pergunto se está com algum problema diz “sei lá, acho que preciso de um psicólogo”.
Silvia.

Da forma como relata, ela está lhe mobilizando emocionalmente. Uma pré-adolescente de 12 anos ameaça a mãe de sumir e a mãe teme isso? A coisa mais comum nessa idade é rebelar-se contra as gerações precedentes. Por mais estranho que pareça isso é necessário quando se inicia um processo de transição, mas as coisas parecem ter tomado outro rumo. Ela não apenas quer encontrar seu lugar no mundo, mas está com domínio da situação.
O que lhe faz crer que ela tenha essa autonomia com 12 anos? É tão comum em adolescentes esses repentes, mas voltam sempre bem mais humildes. O fato é que ela lhe assalta pelas emoções e você não raciocina. Sem dúvida precisa resgatar o domínio da situação, mas se não o consegue por si, terá que procurar ajuda profissional. Ou você é a mãe que dá a ela os limites necessários, ou ela vai impor o ritmo das coisas.
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quarta-feira, 27 de abril de 2011

0076 [Perg/Resp] Estou grávida e apaixonada, mas ele não


Ele me trata mal, mesmo grávida!
Engravidei e fomos morar na minha sogra, mas de repente ele começou a me tratar mal, sem vontade de me beijar. Após discussão insisti que ficasse comigo, mas quase sempre estamos mal. Apesar de ele ter aceitado minha proposta para mudarmos, quando achei uma casa disse que não sairia dali. Pedi desculpas, mas ficou vendo TV. Irritada catei meu filho e minhas coisas quando tentou me impedir de sair, mas minha mãe chegou para me pegar e ele me insultou. Minha sogra disse que ele chorou a noite toda, mas quando chegou me perguntou das minhas coisas e como ficaria nosso filho. Nas brigas dizia que não me amava mais, mas depois se arrependia e dizia que eu era tudo pra ele. Não sei o que fazer se eu o vir com outra pessoa.
Íris, 17. 

Suas tentativas de salvar esse casamento (?) não tem grandes chances de sucesso com uma auto-estima baixa. Não sei se medo, carência, insegurança em ser mãe tão jovem, se sujeita às mazelas dele sem se preservar. A própria gravidez inesperada indica, em certo aspecto, uma imaturidade.
A seqüência dos fatos que descreve assim como os desdobramentos ocorridos aponta para a não aceitação de que seu marido talvez nunca tenha desejado um envolvimento nesse nível. A ausência de desejo dele está patente, mas seus sentimentos a cegam. A gravidez coloca os dois diante de um compromisso com a criança, não de um com o outro. No meio dos sentimentos se confundem.

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sexta-feira, 22 de abril de 2011

0074 [Perg/Resp] Minha filha de 11 anos é interesseira


Minha filha de 11 anos é muito vaidosa, arrogante, sempre me critica. Já não quer me abraçar nem beijar, só chega perto de mim para pedir coisas que são de interesse dela. Penso em negar, mas sou mole e acabo cedendo. Será que ela vai voltar a ser o que ela era antes, quando crescer? Só tem olhos para amigas, computador e espelho.
Hélia, Uberada/MG.

Sua filha é pré-adolescente, nada mais natural. Essa fase inicia uma transição relativamente longa, a adolescência. Não conheço adolescente que não seja egoísta, possessivo, interesseiro. Afinal, ele perdeu o direito de ser criança, mas não adquiriu o de ser adulto. Esse momento é confuso pela identidade que ainda terá que se firmar no término da adolescência, e isso quer dizer que ela não voltará a ser o que era antes. Não sei exatamente o que quis ao me perguntar isso, mas ninguém pode voltar no tempo. Mas não é possível saber se os comportamentos descritos vão deixar de fazer parte dela. Espera-se que sim, com a maturidade.
Ela só quer amigas e computador
É comum as mães sofrerem emocionalmente ao ver seus filhos crescendo e ganhando autonomia. É um paradoxo, pois sua razão quer a maturidade do filho/a, mas a emoção entra em conflito.
Para que seja possível à sua filha tal amadurecimento, é imprescindível que você saiba suportar os ‘caprichos’ dela sem tanta angústia. Sua filha está buscando uma forma de se tornar pessoa. Aceitar parece ser sua dificuldade.

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segunda-feira, 20 de setembro de 2010

0050 [PERG/RESP] Minha filha de 15 anos pega dinheiro. O que faço?

Dou de tudo para minha filha de 15 anos, mas ultimamente ela parece ter ódio de mim e de seu pai, além de mentir muito. O pai é mais rígido e as crises são mais recentes com ele. Agora está pegando dinheiro sem falar, e aparecem objetos novos (brincos, lingerie, etc.). Num teste o pai deixou dinheiro em cima do móvel e ela pegou R$ 2,00. É pouco, mas não está certo. Não sei o que faço, ela nega tudo! 
Cristiane, 37.

É sabido que há o conflito entre pais e filhos. Isso sempre houve, mas parece que na era globalizada ele tem se tornado mais freqüente e corriqueiro e com elementos novos. Havia episódios assim também há 30 anos ou mais, mas a função paterna era muito clara e definida tanto aos pais quanto aos filhos e bastava uma vez para o problema ser resolvido. Hoje há uma inversão dentro de casa, muitas vezes ajudada pelos pais que não falam a mesma linguagem entre si.
Você diz que “dá de tudo”. Você dá o não, o limite necessário para a vida? Essa é a tarefa de educar no sentido da cidadania, que implica num pacto onde o seu não cumprimento tenha consequências.
O trabalho com usuário de drogas mostra bem o seu problema. Nesse grupo o sumiço de dinheiro é causado por problemas decorrentes do abuso de drogas. Não posso lhe afirmar que seja o caso, mas a hipótese é muito plausível e deve ser checada.
A dificuldade em lidarmos com a paternidade nos remete aos problemas vividos enquanto filhos.

 Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

terça-feira, 24 de junho de 2008

0012 [INTERATIVO] Estou perdida no labirinto que criei

Estou cansada de ser boazinha com meus filhos e com os limites do meu marido. Meu filho com problemas mentais é o que me dá menos trabalho; tenho outro filho com transtorno de humor, uma com 38 que pensa ter 15, e outra que resolveu se casar sem pensar que também tenho sonhos. Enfim preciso me encontrar nesse labirinto que eu criei!
Vera, 58, RJ.
 

Perdida num labirinto
 Admitir ser a criadora dos seus labirintos é o primeiro passo para solucioná-los. É claro que essa carga de problemas familiares dificulta achar a solução, mas não a isenta da responsabilidade diante de tudo.
Fiquei me perguntando em que se baseou para supor que sua filha devesse não casar-se agora em prol de seus sonhos. O ônus e o bônus da decisão dela cabem somente a ela, assim como a realização de seus sonhos cabe apenas a você. Mas falta-me informação para se avaliar a situação.
Não é curioso que seu filho com problemas mentais seja o que lhe cause menos trabalho? Em geral é o contrário, mas também não ficou claro que tipo de problema ele tem.
Mas a coisa não para por aí, e você se queixa de cada um de uma forma diferente. Ser boazinha talvez tenha sido seu engano. Não se pode ser bonzinho o tempo todo, precisamos delimitar nosso território para que o outro entenda até que ponto pode ir. Sem isso fará as pessoas pensarem que podem tudo, e o mundo não funciona assim.
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terça-feira, 27 de maio de 2008

0008 [PERG/RESP] Descobri um filho dele de 12 anos com outra

Ele me trai e me humilha
Sou casada há 24 anos, tenho 3 filhas. Desde solteiro ele me traía. Teve casos com várias alunas e com a babá das meninas. Mudei-me para o Rio (há 16 anos). Prometendo mudar viemos todos, mas em fev/06 descobri que ele é pai de um menino de 12 anos. Ele parou de pagar pensão ao menino e a intimação veio parar em minhas mãos. Ele não conversa e só me humilha, pois paga as contas. Vivo um sentimento de invalidez e não consigo mais sonhar ou sorrir. Sinto-me destruída e usada por um homem que só queria sexo e nunca me amou. Estou sem vontade de viver.
Miriam, 44, RJ.

Pelas contas casou-se aos 20 anos e logo teve a primeira filha, acreditando numa mudança por ele já tê-la traído ainda no namoro. Perdoar é algo de foro estritamente pessoal. Mas ele não parou mesmo com as filhas ainda pequenas.
Que ganhos está tendo, afinal, pois certamente está tendo. Não é surpreendente que tenha engolido tanto? Medo de ficar sozinha com as filhas?
Numa relação de dependência não soube ponderar o custo/benefício da relação.
O filho de 12 anos foi o que você testemunhou. Dá pra fazer idéia do que não sabe? A julgar pelo que coloca, ele fez muito mais do que pensa. Fica-me a pergunta: qual seria o motivo? Pois até o amor uma hora dá um grito. Mas você passivamente aceitou tudo. As conseqüências chegam, às vezes, quando nada mais se pode fazer.
Somos responsáveis pelo que nos acontece. Podemos mudar o rumo de nossas vidas. O que não dá é tomar uma decisão e nos queixarmos de suas conseqüências.
Desculpe-me a dureza das palavras, mas “a cada ação corresponde uma reação”. Olhe para frente, recomece a cada dia. O sol não cansa de raiar toda manhã!
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terça-feira, 20 de maio de 2008

0007 [INTERATIVO] Não sei se quero esse relacionamento pra mim

Meu namorado tem 13 anos a mais, é separado e tem uma filha. No início da relação ele não nos reservava tempo por causa dela, mas ‘parece’ que tem se esforçado. Não sei se quero esse relacionamento. Seria porque nunca namorei alguém separado e com filha, ou estou boicotando a relação? Sabe quando você parece ter certeza que vai acabar? Mas gosto muito dele. Quero namorar, viajar, casar, ter filhos.
Lia, 30.

A filha dele está pagando o preço de você não assumir seu desejo. Está bem claro que está em busca de um relacionamento que possa realizar alguns sonhos básicos como mulher de um homem. No começo da relação você sabia das limitações e mesmo assim resolveu enfrentar a parada. No entanto, as coisas não estão saindo como esperava. Ele não é esse homem totalmente livre, tem compromissos de pai e os assume, o que é raro atualmente. Visto por esse ângulo é até uma virtude dele se comparado a muitos pais.
Será que estou boicotando meu relacionamento?
Mas nada disso importa a você agora. Fico com uma pergunta: você “gosta” dele como amigo, homem, ou está carente e ele está suprindo-a de afetos? Até uma certeza de que é uma questão de tempo pra acabar você coloca! E a coitada da filha que paga o pato?
Você tem de assumir uma posição: Ou aceita com o kit completo, ou revê seus sentimentos, ou cai fora. Se a menina continuar nesse lugar, mais uma vez as madrastas terão motivos para serem odiadas. E entre as duas a adulta é você. Ou não?
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P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br
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