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terça-feira, 19 de abril de 2011

0071 [Artigo] TOC (III) Obsessões e compulsões mais comuns - 1


TOC (III) – Obsessões e Compulsões mais comuns – 1

As obsessões e compulsões mais comuns referem-se à sujeira, contaminação, lavagens excessivas. Objetos e lugares considerados sujos são evitados. Expressam-se em:
A pessoa com TOC fica aflita
a) lavar as mãos inúmeras vezes, ou imediatamente ao chegar da rua;
b) lavar imediatamente as roupas usadas fora de casa;
c) trocar excessivamente de roupa;
d) banhos demorados esfregando muito o sabonete;
e) uso de álcool para limpar as mãos ou o corpo;
f) lavagem de caixas, garrafas, potes, etc., antes de guardá-los na geladeira;
g) limpeza de talheres de restaurantes com guardanapo;
h) uso de xampu, sabão, desinfetante, etc. de forma excessiva.
Os pacientes com tais obsessões e compulsões adotam um comportamento de evitação que apesar do alívio que promovem tornam a rotina da pessoa cheia de restrições que se estendem aos membros da família e os conflitos são inevitáveis. Evitações mais freqüentes:
a) Não tocar em trincos, portas, corrimãos de escada, tampas de vasos, descargas, torneiras de banheiro, etc. Ou usar lenço ou papel para tocá-los;
b) Isolar ou impedir o acesso de familiares a compartimentos quando estes chegam da rua, obrigá-los a tirar os sapatos, trocar roupas, e coisas do gênero;
c) Restringir o uso do sofá (cobrindo-o com lençol ou impedindo sentar com a roupa da rua ou pijama);
A evitação é voltada à obsessão pela limpeza, limitando sua vida e a dos familiares.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

segunda-feira, 18 de abril de 2011

0069 [Artigo] TOC 1 - Sintomas e Obsessões

TOC (I) – Sintomas e Obsessões

O Transtorno Obsessivo Compulsivo (TOC) está incluído pelo DSM IV (manual psiquiátrico americano) como um transtorno de ansiedade. As alterações mais freqüentes no comportamento são rituais ou compulsões, repetições, evitações. No pensamento aparecem dúvidas e preocupações excessivas, e nas emoções o medo, desconforto, aflição, culpa, depressão. A principal característica são idéias obsessivas, imagens ou impulsos que, acompanhados de ansiedade ou desconforto dominam a mente. Os comportamentos ou rituais repetitivos buscam reduzir a aflição decorrente.
Dentre as mais comuns está a preocupação excessiva com limpeza. Porém lavar repetida e seguidamente as mãos é da compulsão. Da mesma forma, após a dúvida (obsessão) seguem-se verificações (compulsão).
As obsessões caracterizam-se por invadir a mente de forma repetitiva e persistente, causando desconfortos.
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As idéias mais comuns são:
● Sujeira, germes ou contaminação;
● Simetria, exatidão, ordem, seqüência ou alinhamento;
● Doenças ou com o corpo;
● Ferir, insultar ou agredir outras pessoas;
● Armazenar, poupar, guardar coisas inúteis;
● Religião (pecado, culpa, etc.);
● Números especiais, cores de roupa, data/hora (causam desgraças)
● Palavras, nomes, cenas ou músicas.
● Idéias indesejáveis e impróprias, relacionados a sexo;

O filme “Melhor É Impossível” (com Jack Nicholson) aborda o tema com propriedade.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

terça-feira, 8 de abril de 2008

0001 [ARTIGO] O QUE É TDAH?

O QUE É TDAH?

Transtorno de Déficit de
Atenção e Hiperatividade
O TDAH é um transtorno neurobiológico, de causas genéticas, que permanece por toda a vida do indivíduo. Desatenção, inquietude e impulsividade são os sintomas mais comuns.
Segundo o Dr. Paulo Mattos, psiquiatra e presidente da Associação Brasileira do Déficit de Atenção (ABDA), o Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH) não se constitui como traço de personalidade, mas sim como uma doença genética e ambiental com efeitos altamente prejudiciais ao seu portador.
Pais biológicos apresentam 3 vezes mais TDAH que pais adotivos, reforçando a tese genética; a incidência de divórcios em portadores TDAH é de 3 a 5 vezes maior que pessoas não TDAH.
Enquanto os meninos apresentam-se mais inquietos e agitados, conturbando o ambiente escolar as meninas mostram-se mais desatentas e dispersas, sem incomodar a aula, mas ambos apresentam mal desempenho escolar.
Há maiores índices de abuso e dependência de drogas, desistência escolar, desemprego e acidentes mais graves (até 50% a mais em internações emergenciais). Isso se evidencia nos portadores que atingem a fase adulta, podendo dobrar essa incidência no adulto se comparado ao adolescente. Quando tratado, o portador TDAH reduz o risco de abuso de drogas em até 30%, entre outros índices.

Todos têm alguma desatenção, mas no TDAH ela é constante. O TDAH deve ser encarado como um problema que carece de cuidados específicos, mas que dispensa qualquer tipo de preconceito.
 
Fonte:
http://www.tdah.org.br/


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