sábado, 4 de setembro de 2010

0047 [INTERATIVO] Amigo de infância ou ficante, mas me traiu!

Ele disse que ficou com outra
Um amigo de infância virou “amizade colorida” e sempre saíamos juntos. No dia seguinte que saímos num final de semana ele me disse que tinha ficado com outra. Sem brigar falei que não queria mais ficar com ele, então disse que sentia por minha decisão. Ele jamais agiu assim! Estou perplexa, chateada, me sentindo usada e ferida com tudo, confusa e não sei como encarar a situação.
Cris, 19.

É muito comum situações de amizade intensa entre home e mulher ser confundida com amor. Tanto é fato que você assume a relação como “amizade colorida”. Veja que há o termo ‘amizade’. Não chegou a ser um “namoro preto e branco”, certo? Mas parece que isso estava claro a ele, e não a você. Ele sim estava curtindo ‘ficar’, e mesmo que queira se enganar, o envolvimento para você já tinha tomado outras proporções.

Em sua idade é mais fácil pensar que por ser amigo de infância o relacionamento tenha maiores chances de se consolidar. Também somos mais irresponsáveis com nossa vida afetiva, e apesar de tudo ser muito gostoso, as consequências chegam.

Mas você fala em perplexidade. Seria mesmo com o fato de ser incomum esse comportamento nele? Ou você não se deu conta do quanto alimentou mais expectativas que ele? Ou por você ter sido deixada? Será que estaria perplexa se estivesse desejando se desvencilhar dele, por exemplo? Parece-me ser esse um início para suas reflexões.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br 

segunda-feira, 30 de agosto de 2010

0046 [ARTIGO] DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (V) - Uma Questão Moral


Depressão na Adolescência (V)
Uma Questão Moral

Garotos cuja expressão da depressão aparece de forma agressiva (drogas, confrontos com autoridades, etc.) dissimulam melhor o problema. Por isso podem ser mais bem sucedidos na tentativa de suicídio.
Sinais de risco de suicídio:
· A pessoa fala sobre morte, suicídio ou provoca ferimentos em si própria;
· Tem pânico ou ansiedade crônica;
· Insônia constante;
· Alterações na personalidade ou aparência;
· Apresenta mudanças nos hábitos de sono ou alimentares;
· Há baixo rendimento escolar;
· Distribuir objetos pessoais.

Por se tratar de um problema de ordem moral, a depressão denota uma covardia de enfrentamento da vida tal como ela se apresenta. Isso trás alguma luz ao fato de certas personalidades serem mais suscetíveis que outras ao problema. É certo que fracassos, tensões cotidianas, discriminação, entre outros, são fatores que contribuem para o seu surgimento.
No entanto de alguma forma todos estamos sujeitos a problemas dessa ordem. a relação entre a carga de cobranças x recursos pessoais do indivíduo acaba sendo mais determinante para a manifestação da depressão. E obviamente nesse jogo está a forma como o sujeito lida com suas frustrações, sua maturidade.
Dentro desse panorama podemos ter alguns relances de porque a depressão tem atingido mais recentemente os adolescentes.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0046 [INTERATIVO] Estou grávida do namorado e com medo de minha mãe


Estou grávida do meu namorado, não sei como falar pra minha família e nem ele está sabendo ainda. Descobri ontem porque o teste deu positivo. Estou com muito medo do que possa acontecer. Minha mãe não vai aceitar isso de jeito nenhum.
Drica, 18.

Estou com medo de minha mãe!
Muitas jovens como você viveram, vivem e ainda viverão a mesma situação. A diferença está no posicionamento e como cada um lida com isso.
Suponho que seu desespero esteja deslocado. Assumir que seus sonhos devem tão cedo ser abandonados é assumir uma posição de responsabilidade. Mas depositar sua angústia nas supostas reações de sua mãe é uma forma de se vitimizar, ou dizer: ‘estou angustiada com as reações de minha mãe’. 

Obviamente que isso pesa e muito! O apoio da família nessas horas pode ser decisivo para o resto de sua vida.

Os pais educam os filhos e esperam uma correspondência às suas expectativas. Sabendo que a decepcionará projeta nela a angústia da gravidez. Você pode se surpreender! A maioria de nossos problemas imaginários não acontece.

Mesmo a gravidez não sendo desejada, é grande a chance de sua mãe lhe acolher bem. Você é a filha dela!
Racionalmente, chamar seu namorado para a responsabilidade de pai é mais importante que preocupar-se com sua mãe. Mas como perdeu o equilíbrio emocional, suas atenções ficam mal dirigidas. E o foco principal acaba esquecido: sua saúde física e emocional.
.
Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com br

quinta-feira, 26 de agosto de 2010

0045 [ARTIGO] DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA ( IV)


DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (IV)
O Risco de Suicídio

Jovens entre 15 e 19 anos tem o suicídio como a segunda principal causa de morte, perdendo apenas para acidentes, na maioria com automóveis. O índice de suicídio nessa faixa triplicou nos últimos 30 anos, e as estatísticas mostram que 40% de estudantes de 2º grau, em algum momento da vida já pensaram no assunto.

Se qualquer pessoa, jovem ou não, fizer menção à idéia do suicídio não se deve desconsiderar. Há evidências de que possam estar realmente considerando a possibilidade. Para os especialistas o jovem costuma dar alguns “avisos”, e ajuda profissional deve ser buscada. Os sinais mais comuns são mudanças abruptas de personalidade, aparência, alterações no sono e hábitos alimentares.

Como o rendimento cai, a vida escolar e/ou profissional é afetada.
Observou-se que por decorrência de situações traumáticas (fim de relacionamento, perda de emprego, fracasso escolar, brigas com os pais, etc.) o jovem fica mais suscetível ao suicídio. Especialistas dividem em três os grupos de jovens potencialmente suicidas:

1) os que expressam os sintomas clássicos da depressão;
2) os perfeccionistas que estabelecem metas acima das que são capazes de atingir;
3) garotos cuja depressão aparece em forma agressiva, expondo-se a situações de risco (drogas, confronto com pais, autoridades, etc.).
Meninos alcançam mais êxito que meninas nessa prática.


Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0045 [INTERATIVO] Estou apaixonada pelo meu meio-irmão

Aos 16 anos eu e meu meio-irmão de nove tínhamos brincadeiras sexuais. Passaram-se 15 anos, me casei e ele também. Numa visita ao meu pai com meu marido não percebi nada. Mas nas conversas de MSN relembramos muita coisa. Ele confessou que me evitou por estar sentindo algo por mim e não me vê como irmã. O clima está intenso! Não quero me casar com ele, mas estou louca pra deixar rolar uma relação. Estou muito errada?

Cláudia, 31.


É uma situação bem delicada. Na hipótese de estar se abrindo para viver essa paixão do passado, de cara estariam brincando com o sentimento de outras duas pessoas. Um casamento é um compromisso sério quando existe cumplicidade. Do jeito que você está descrevendo a situação está encarando isso como uma aventura, quer sentir o que todos querem, jorrar a vida de dentro de você, ser feliz. Mas e depois? Sua vida continua seu marido, a esposa dele, e os cacos todos pra vocês juntarem.


Sem considerar que ambos acabarão numa situação muito difícil. Na remota hipótese de vocês decidirem por algo sério (coisa que já expressou que não quer), como fariam para desfazerem-se de seus compromissos? Joga tudo pra trás?


Essa é a parte moral, que aliás já aconteceu na intenção. Mas sua decisão implicará muito mais do que você está enxergando agora. O imperativo de seu desejo só pode ser conhecido após sua decisão ser tomada. E é uma decisão desconhecida até para você, talvez seu maior medo.



Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

quinta-feira, 8 de julho de 2010

0044 [ARTIGO] DEPRESSÃO NA ADOELSCÊNCIA (III) - SINTOMAS

DEPRESSÃO NA ADOELSCÊNCIA (III) - SINTOMAS

Os sintomas da depressão são os mesmos em adolescentes e adultos, podendo ser mascarados por contingências da vida aparentemente sem relação com o problema, o que dificulta o diagnóstico médico.
A medicina trata a depressão como doença, porém a psicanálise a vê como um sintoma, e a remete a uma covardia moral promovida pelo inconsciente, tocando em nossa honra tão abalada atualmente, explicando tanta depressão. Quando a honra e dignidade se relativizam seu valor absoluto se perde e deixam de nortear nossas ações.
O indivíduo prefere a homogeneização dos antidepressivos que retiram dele toda responsabilidade a arcar com seu ônus. Todos querem ser o ‘dono do próprio nariz’, mas tudo tem um preço que sempre procuramos transferir. Isso não representa que o diagnóstico médico esteja sem valor. Seria muita prepotência.
Uma retração da libido ocorre no sujeito deprimido, o narcisismo cresce e o desinteresse ocupa todos os espaços. Isso não ocorre na tristeza, melancolia ou qualquer outro sentimento. A libido circula, embora cause mal estar no indivíduo.

Sintomas mais comuns:
• Falta de apetite;
• Insônia ou sonolência o tempo todo;
• Dores crônicas (cabeça);
• Distúrbios gastrintestinais
• Falta de entusiasmo / motivação;
• Busca de isolamento social;
• Dificuldades em tomadas de decisão;
• Irritabilidade;
• Auto-estima baixa ou culpa;
• Ansiedade e medos;
.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0044 [INTERATIVO] Fobia x Inaptidão para o Trabalho

Um rapaz de 29 anos, portador de fobia social, em tratamento com depaxam 20mg, concursado e aprovado para a função de técnico de arquivo em um banco pode ser considerado inapto em saúde "mental" e "contra indicada sua admissão para exercer atividades laborativas no momento"?

Cláudia.


Por trás de sua questão está uma clara indignação perante o laudo emitido. Você me pede para validá-lo, coisa que não me cabe, nem validá-lo nem refutá-lo. A referência ao medicamento diz de um diagnóstico médico, e não podemos entrar em seara alheia. Ainda mais sem acesso direto ao caso.

Mas há outras questões. Um empregador busca maximizar seu lucro, e os entendimentos para essa direção, ao divergirem dos seus, geram essa revolta, mesmo que sua razão os compreenda como clínicos. Da mesma forma, uma decisão clínica pode ser entendida como mercadológica.

Os sentimentos despertados são naturais, mas a decisão de quem está no comando é sempre racional e de acordo com critérios que sejam entendidos por eles como os corretos.

No entanto, se de alguma forma você entendeu que houve preconceito ou algo parecido, já se trata de uma questão de Direito e não de Psicologia. Fora isso qualquer coisa que eu diga seguirá a mesma lógica.


Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0043 [ARTIGO] DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (II) - Estatísticas

DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (II) –ESTATÍSTICAS

A depressão não atingia adolescentes até recentemente. No entanto o índice de suicídio triplicou nos últimos 30 anos para essa faixa etária. Esse dado é um forte indício dos novos paradigmas sociais.
Programas de tratamento têm obtido êxito para adolescentes. Pais e Professores ainda estão aprendendo a reconhecer o problema, já que na maioria das vezes o jovem não reconhece sua depressão.
Discernir outros sentimentos (tristeza, melancolia, desesperança, etc.) de depressão é de suma importância. Tais sentimentos não trazem grandes consequências ao nosso cotidiano e tendem a desaparecer naturalmente. Dificilmente o jovem deprimido sai da depressão sem ajuda. Não raro ela leva ao sentimento de se ‘estar louco’, gerando vergonha. Isso é um equívoco e preconceito.
Pesquisadores estimam que 5% da população sofre de depressão. De 10% a 25% das pessoas podem apresentar um episódio depressivo na vida.
Para eles o surgimento do problema se dá entre 15 e 19 anos. De fato, observou-se nas três últimas décadas um aumento muito grande do número de casos de depressão com início na adolescência, porém uma afirmação dessa natureza deve ser vista com cuidados. O fato de a depressão ter atingido mais adolescentes nas últimas décadas trás em seu bojo as mudanças sociais, não devendo as causas de seu surgimento a fatores meramente etários.
#
P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

0043 [INTERATIVO] Estou sendo assediada e não posso perder o serviço!

Estou adorando o meu trabalho em um aeroporto, mas, o meu supervisor está me assediando. Convida-me para sair, essas coisas. Ontem ele me disse que se não aceitar sair ele vai queimar meu filme com a gerência. Sou a única em casa que trabalha, faço faculdade e não posso perder o emprego.

Ana, 23, RJ

.

Relações de trabalho estão no âmbito das relações humanas, e os interesses se manifestam. Obviamente que nesse caso de forma desrespeitosa. A primeira pergunta que surge é: quem está acima de seu supervisor? Pois a lei precisa ser invocada para que o respeito fique assegurado, e nesse caso entra no âmbito sexual.

O filme ‘Assédio Sexual’ com Demi Moore e Michael Douglas trás essa questão de forma muito interessante, mas há uma frase marcante de uma advogada: “Assédio não é uma questão de sexo. Assédio é uma questão de poder.” Nessa colocação feita no filme há um esclarecimento do que seja o assédio em si. Pois o poder está sujeito às leis que o regem.

Então me pergunto por que até agora você não chamou pela lei à qual seu supervisor está submetido, à hierarquia que lá existe. Empresas organizadas têm um organograma bem estruturado e primam por fazê-lo valer. Além do mais, sua tenra idade pode lhe favorecer no crédito que pode ser conferido ao seu depoimento. Fora isso não sei como poderia estar lhe ajudando.

.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com..br

domingo, 9 de maio de 2010

0042 [ARTIGO] Depressão na Adolescência (I)

DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (I)

As mudanças sociais que sofremos nos últimos 30 anos trouxeram benefícios e preços a pagarmos. Na era industrial estávamos organizados verticalmente, sendo o Pai a referência e norteador de atitudes certas ou erradas. Essa organização social está em extinção e surgem novos sintomas. Não se ouvia falar em criança obesa ou depressiva. A criança e o adolescente de 30 anos atrás brincavam, corriam, pulavam o muro pra roubar manga e outras coisas.
Com o advento do computador e a globalização o ser humano passou a se isolar cada vez mais reduzindo sua vida social real. O jovem já nascido nesse mundo pós-industrial aprende rapidamente as novas formas de relações humanas, as relações virtuais. Pais ausentes, mundo digital x mundo real, jogos de internet x brincadeiras de rua são componentes de um panorama que se desenha, criando um terreno fértil para a solidão, falta de norte (Pai, Lei), isolamento. A criança e o adolescente buscam preencher o vazio antes quase exclusivo de adultos, que era expresso em distúrbios alimentares, drogadicção, e mais atualmente pela depressão.
São sintomas que já atingem fortemente uma nova faixa etária: o adolescente. Para o psicanalista paulista Carlos Genaro Gauto Fernandez, ‘a depressão é um desejo de adoecer que cedeu a ideais ilusórios’.
Numa sociedade sem ideais, sem norte, a depressão começa a atingir jovens e crianças.
.
Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

segunda-feira, 8 de março de 2010

0042 [INTERATIVO] Preciso de ajuda psicológica. Como faço?

Por favor, como faço para ter ajuda psicológica gratuita? Preciso muito de ajuda!
Anônimo.

Procure se informar nas universidades que tenham o curso de Psicologia. É obrigatório por lei que se ofereça esse serviço gratuitamente, sendo que o atendimento será feito por alunos de último ano de curso. Esse serviço é geralmente supervisionado por profissionais da área clínica da referida universidade, e geralmente ele têm um valor simbólico, até mesmo para a implicação do paciente no seu problema.
Também está garantido por lei o atendimento psicológico pelo SUS e embora não com a mesma frequência que um atendimento particular, é possível o acesso a quem não tem recursos financeiros para um tratamento com o mesmo rigor.
Fora isso acho que será difícil conseguir alguma coisa, ao menos profissional, uma vez que o Código de Ética da profissão proíbe atendimentos gratuitos e/ou com valor simbólico (muito inferior à realidade do mercado profissional da região).
Em todo caso, se não conseguir atendimento poderá obter maiores informações nesses dois pontos: universidade com o curso e/ou Posto de Saúde. Eles certamente indicarão onde
encontrar ajuda profissional séria. Boa sorte!

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

terça-feira, 26 de janeiro de 2010

0041 [ARTIGO] OBESIDADE (VII) BULIMIA NERVOSA

OBESIDADE (VII) BULIMIA NERVOSA

A bulimia se diferencia dos outros distúrbios alimentares pela ingestão exagerada de alimentos seguida de sua eliminação por vômitos auto-induzidos, laxantes, jejuns longos ou prática exagerada de exercícios físicos. Comer compulsivamente seguido dessas ‘desintoxicações’ freqüentes pode causar graves prejuízos ao organismo da pessoa.
Pessoas com bulimia conseguem esconder o problema por anos devido à pequena variação de peso e pela eliminação do alimento ser uma prática secreta. Mas a culpa e a depressão estão
quase sempre associadas. Os mais suscetíveis são os que valorizam o corpo ‘atlético’ (modelo, bailarinas, atletas, etc.)
Geralmente o problema começa na adolescência, pela mesma razão do anoréxico: manter o corpo nos padrões ideais da cultura, explicando a grande incidência em mulheres, porém os
homens não escapam.

Alguns sintomas mais freqüentes:
• Interrupção da menstruação sem nítido ganho de peso;
• Exagero alimentar (compulsão);
• Vômitos ou uso de drogas para induzir o vômito (ficar longos
períodos no banheiro);
• Estranhos rituais alimentares;

• Comer secretamente;

• Obsessão por exercício físico;
• Depressão;
• Abuso de drogas e álcool
Para um tratamento eficaz é necessário o apoio familiar, uma equipe multidisciplinar com um clínico, um nutricionista, um psiquiatra e um terapeuta (individual, de grupo ou familiar).
.
Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0041 [INTERATIVO] Sou bissexual, mas não sei qual é a dele!

Sou bissexual e conheci um cara faz pouco tempo. Ele foi o primeiro homem que saí e me apaixonei por ele, mas só fala para deixar rolar, deixar acontecer, mas o que eu vejo é que ele não quer, mas não diz isso! Será que ele está me usando, brincando com meus sentimentos? Preciso parar de correr atrás.

Adão, 21, SP.


Meu amigo, as dúvidas que levanta em sua questão não são exclusivas de relacionamentos como o seu. Ocorre com quem está amando, apaixonado, se envolvendo. Nossas expectativas quase nuca são correspondidas no mesmo grau e intensidade que investimos no ser amado. Essa defasagem tanto qualitativa quanto quantitativa pode nos levar à idéia de não correspondência, mas isso é uma hipótese.

Com sua idade e na sociedade atual a sexualidade humana está sem norte, sem fixação num objetivo claro e definido. Então talvez o fato de se apresentar como bissexual não seja definitivo em sua vida. Pode sim ser uma opção, mas a homossexualidade ou heterossexualidade explícita na questão não está clara a você, é o que me parece.

Mas voltando, da mesma forma que sua sexualidade pode estar em pleno processo de delineamento, os sentimentos dessa pessoa citada também podem estar confusos a ela e não saber o que realmente quer da vida, e consigo mesmo.

O fato é um só: ter claro o que deseja em sua vida é primordial. Sem isso pode sempre ficar à mercê de situações como essa.


Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0040 [ARTIGO] OBESIDADE (VI) ANOREXIA NERVOSA

OBESIDADE (VI) ANOREXIA NERVOSA

Dentre os distúrbios alimentares mais comuns já falamos do comer compulsivo. Mas a pessoa que sofre de anorexia nervosa desenvolve uma rejeição à comida. Mesmo nunca tendo sido obesa tem uma distorção em sua imagem corporal a tal ponto que criam hábitos obsessivamente voltados ao emagrecimento, como se estivessem sofrendo de uma obesidade enorme, com total perda de controle da situação. A anorexia pode aparecer isolada, ou associada a bulimia, da qual ainda falaremos.

As vítimas da anorexia são em 95% dos casos mulheres na faixa de 15 a 20 anos, onde a busca pelo corpo idealizado e mitificado pela mídia é o que desencadeia e sustenta o distúrbio. Mulheres dos 30 aos 40 anos também são vítimas.

Para a medicina, é preciso ter influências genéticas com traços de depressão ou obsessão. Ao mesmo tempo admite-se maior incidência do problema em profissões em que o físico é um fator determinante (modelos, aeromoças, bailarinas e ginastas). A pessoa se convence que precisa emagrecer e o melhor jeito é cada vez comer menos. Convencer a pessoa do contrário é a coisa mais difícil do tratamento. O apoio familiar é muito importante.

Os principais sintomas:
• Excesso de preocupação com a alimentação, temendo a engorda;
• Culpa e ansiedade desproporcional por sair da dieta;
• Mesmo os outros dizendo que a pessoa está magra, com roupas largas, ela se acha com excesso de peso;

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0040 [INTERATIVO] Depressiva e Humilhada

Há sete anos recebi o diagnóstico de depressão e há um ano tomo medicamentos. Ao relatar meus sintomas à psiquiatra fui chamada de mimada e outras coisas. Disse que não havia remédios no mundo para me curar e que só um psicólogo resolveria meus problemas. Senti humilhação e preconceito.
Ester, 29, professora.

Atrás de um profissional há um ser humano e talvez ela seja uma exceção. O mais importante é o que sentiu.
Na cura da depressão o tratamento deve ser multidisciplinar. O depressivo vê o mundo de forma distorcida, esperando dos ‘responsáveis’ mais do que podem dar e esforçam-se menos do que deveria.
A depressão não é apenas uma questão de neurotransmissores. Esta é uma das diferenças entre os tratamentos médico e psicanalítico.
O diagnóstico recebido parece-me o mais perigoso de sua queixa. Ele se cola em você de tal forma que assume ser a própria doença. "Eu sou a depressão", poder-se-ia arriscar. Enfrentará mais dificuldades na cura. Medicamentos lhe retiram a responsabilidade por seu sintoma, passando a idéia de cura sem implicação de seu desejo.
Sou da opinião que a médica a provocou em sua honra, pois depressão está intimamente ligada a ela. Alienado de si o depressivo percebe um mundo irreal. Posiciona-se como vítima e um profissional dificilmente será seu cúmplice. Se não estivesse medicada talvez vivesse outra situação.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...