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sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

0129 [Artigo] Tiririca - Pior que tá não fica


ELEIÇÕES - Tiririca: “Pior que tá não fica”
Tiririca: "Pior que tá não fica!"

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O resultado das urnas em 2010 deixou claro que o povo brasileiro está cansado da política praticada nacionalmente. Até então, por 16 anos, foram dois partidos ocupando a presidência, cada qual deixando a desejar em suas propostas.
Considero a vida política de uma nação algo que deveríamos levar muito a sério. Não sei se feliz ou infelizmente fazemos piada de tudo, inclusive das desgraças, chegando a graus extremos.
Questiono-me o que significou na época o candidato Tiririca ter conseguido mais de 1,3 milhões de votos, superando os votos de legendas dos dois maiores partidos do país: PT (909 mil) e PSDB (847 mil). Nada contra o cidadão Francisco Everardo Oliveira Silva, mas quem se elegeu foi o personagem Tiririca. A confusão entre fantasia e realidade, a força do mito parecem ter convencido até ele mesmo que, com tanta decepção política, se recusou a conceder entrevista à revista IstoÉ com o nome de registro, lançando assim o personagem a candidato.
Por outro lado surgiu um fenômeno, uma candidata sem coligação, isolada em seu partido e já demonstrando força. Mas creio que nela também haja muito protesto, o que me fez lembrar o Enéas e seus 15 milagrosos segundos.
O protesto faz parte, mas não se pode brincar, ser inconseqüente. São quatro anos de mandato. Quem foi eleito a deputado federal, o personagem Tiririca ou o cidadão Francisco Everardo? E quem tomou posse?
O pior é que muito candidato apresenta-se como o cidadão, mas representa uma idéia, é um personagem e assim nos engana.
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P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

0125 [Artigo] Palmadas Pedagógicas (V) Como se tipifica a violência?


Palmadas Pedagógicas (V)
Como se tipica a violência?



O PL que proíbe castigos físicos às crianças e adolescentes estabelece que o Estado deva “estimular ações educativas continuadas destinadas a conscientizar o público sobre a ilicitude do uso da violência contra criança e adolescente, ainda que sob a alegação de propósitos pedagógicos” e “divulgar instrumentos nacionais e internacionais de proteção dos direitos da criança e do adolescente”. Prevê a introdução de um tema transversal sobre os direitos das crianças na grade curricular de ensino.

A partir de que ponto houve agressão?
Apesar das sanções previstas aos pais infratores, não há qualquer menção a perda da guarda dos filhos. A deputada autora do PL explica que “não se trata da criminalização da violência moderada, mas da explicitação de que essa conduta não condiz com o direito”.

Segundo os defensores do PL, ele vai direto ao Senado dispensando a apreciação da Câmara dos Deputados, pois ele se encontra respaldado na legislação brasileira pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Como o Brasil participa do acordo internacional da Convenção sobre os Direitos da Criança, está submetido às leis que o regem. O Artigo 19 recomenda que os países-membros das Nações Unidas protejam os menores de qualquer tipo de agressão.

Fica a pergunta: O que seria “qualquer tipo de agressão”? Está claro que inclui agressão psicológica, moral, etc., não se restringindo às palmadas. 
Qual o critério para que um pai cometa agressão? 
Perguntas sem respostas, desafios lançados!


P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br
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