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terça-feira, 8 de janeiro de 2013

0125 [Artigo] Palmadas Pedagógicas (V) Como se tipifica a violência?


Palmadas Pedagógicas (V)
Como se tipica a violência?



O PL que proíbe castigos físicos às crianças e adolescentes estabelece que o Estado deva “estimular ações educativas continuadas destinadas a conscientizar o público sobre a ilicitude do uso da violência contra criança e adolescente, ainda que sob a alegação de propósitos pedagógicos” e “divulgar instrumentos nacionais e internacionais de proteção dos direitos da criança e do adolescente”. Prevê a introdução de um tema transversal sobre os direitos das crianças na grade curricular de ensino.

A partir de que ponto houve agressão?
Apesar das sanções previstas aos pais infratores, não há qualquer menção a perda da guarda dos filhos. A deputada autora do PL explica que “não se trata da criminalização da violência moderada, mas da explicitação de que essa conduta não condiz com o direito”.

Segundo os defensores do PL, ele vai direto ao Senado dispensando a apreciação da Câmara dos Deputados, pois ele se encontra respaldado na legislação brasileira pelo Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Como o Brasil participa do acordo internacional da Convenção sobre os Direitos da Criança, está submetido às leis que o regem. O Artigo 19 recomenda que os países-membros das Nações Unidas protejam os menores de qualquer tipo de agressão.

Fica a pergunta: O que seria “qualquer tipo de agressão”? Está claro que inclui agressão psicológica, moral, etc., não se restringindo às palmadas. 
Qual o critério para que um pai cometa agressão? 
Perguntas sem respostas, desafios lançados!


P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sábado, 5 de janeiro de 2013

0123 [Perg/Resp] Tenho azar nos relacionamentos


Tive relacionamentos ruins

Meu namorado, 37 anos, é uma paixão da adolescência. Ele é dependente químico, depressivo, vive em função do passado e com medo, além de ser muito mentiroso. Sempre tive problemas nos relacionamentos. Com 21 anos engravidei de um homem casado de 56 anos. Depois fui casada por cinco anos, mas ele só me batia e me usava. Agora esse solteiro, sem filhos, (sonho em ter outro filho), mas talvez minha vida piore. As pessoas me acham uma rocha, mas sou muito frágil, com dificuldade em expor sentimentos. Mês que vem irei a um psiquiatra, quero mudar. Talvez seja melhor ficar só e curar minhas feridas.
Cecília, 35.

Focarei minhas considerações no seu relacionamento atual. O dependente químico tem um perfil de uma pessoa manipuladora, insegura, instável, auto-estima baixa. Isso talvez explique seus medos. Como você bem sinalizou, desde muito cedo teve envolvimentos sem muito pensar nas conseqüências deles. E da forma colocada esse atual não trará mesmo momentos dos mais promissores, digamos, e você já percebeu por que.
Tantos desencontros amorosos fragilizam qualquer pessoa, e uma retração e dificuldade em se expor acaba acontecendo de forma meio natural, como que pra evitar mais sofrimento.
Fiquei com a impressão que está depositando uma esperança na consulta psiquiátrica. Ledo engano. Médicos vão lhe prescrever medicamentos, mas curar esse tipo de feridas só num processo de análise.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

0049 [PERG/RESP] Perdi o sono com a violência e temo adoecer


A violência tirou meu sono
Tenho meu negócio no bairro que moro, e por aqui costumava ser seguro. Tomo medidas de prevenção como chegar em casa com a rua iluminada. Mas no ano passado um rapaz foi assaltado e morto, e minha empresa sofreu uma tentativa de arrombamento. Meus pais viajaram e com muito medo cuidei da casa e da empresa. Tive problema para dormir por dois dias. Temo adoecer por conta disso, pois não sei como controlar.
Beto, 33.

É interessante como assistimos cenas de violência cotidianamente nos noticiários de TV, mas nada como o real para dar vida aos fatos. A suposta ameaça imediatamente se torna fato e reagimos como tal. Não há o que se discutir quanto à segurança social nos dias atuais. A questão é que situações semelhantes ou até mais graves não afetam outras pessoas como a você.
Podem tais situações gerar um trauma, mas há a possibilidade de já haver certa predisposição para que isso ocorra. É muito comum que circunstâncias como as descritas sirvam como justificativa racional para algo que já se encontrava de forma latente, esperando uma oportunidade, se manifestar.
Há mesmo as chances de adoecer. Se você acredita, mesmo que sem notar tomará posturas com tais situações para que estas sejam justificáveis, inclusive justificando o adoecimento para o qual já se prepara para enfrentar. Por mais paradoxal que pareça assim é o ser humano. 99% dos nossos problemas imaginários não vão acontecer.

Para enviar peguntas: gobett@tribunatp.com.br

terça-feira, 15 de julho de 2008

0015 [ARTIGO] Qual o Futuro do Brasil?

QUAL O FUTURO DO BRASIL?

Até agosto de 2004 havia 190 abrigos para crianças e adolescentes na cidade de São Paulo. A Fundação Orsa coordenou uma pesquisa que avaliou 185 deles, num total de 4.847 crianças e adolescentes.
67% dos abrigados tinham família sendo a situação socioeconômica, violência doméstica, problemas de saúde mental ou dependência de drogas com os responsáveis os principais motivos para a institucionalização. Desse total, 55,6% estavam juntos de seus irmãos, na maioria com dois (57%) ou três (26%) irmãos.
A coisa é mais preocupante do que se imagina. Dentre os pesquisados apenas 10% podiam ser adotados, sendo 84% entre 8 e 19 anos. A faixa etária visada para adoção é de 0 a 11 meses (2,2%).
Elizabete Rosa, coordenadora da área de promoção social da Fundação Orsa, explica que os dados serviram para o desenvolvimento de políticas voltadas a esses abrigos, e reflete: “Mas a gente pode pensar que o que falta fazer aqui falta no Brasil como um todo”.
Esses números não são nem de longe representativos do número de crianças e adolescentes carentes de cuidados e atenção, uma realidade social gravíssima. São excluídos e muito dificilmente escaparão de viver à margem da cultura, tendo sido privados de seus direitos mais sagrados como cidadãos.
Entender esse processo de exclusão é entender o início das raízes da violência social.
 

Fonte: Revista Viver Psicologia, agosto de 2004.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br
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