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domingo, 4 de novembro de 2012

[Perg/Resp] Elas Querem um Príncipe Encantado

Até "Sai pra lá seu horroroso" já me disseram


Tenho tentado um relacionamento em um site, mas recebo poucos e desanimadores e-mails. “Sai pra lá, seu horroroso" dizia um. Vejo que muita mulher quer alguém romântico, divertido, inteligente, mas valoriza mais o corpo malhado. As exigências do perfil são enormes, algo como um príncipe encantado. Penso que duas pessoas devam se complementar e não um ser a solução para a outra. Estou incomodado, não tenho uma boa auto-estima. Pela Programação Neurolingüística estava conseguindo mudar, mas não estar nunca com uma mulher decente me fez sentir a causa do problema. Estou me sentindo o horroroso do e-mail.
Renan, 22.

A questão é que o insulto lhe atingiu a auto-estima que como disse não anda boa. Pois você consegue detectar os problemas que enfrenta, tem uma percepção a respeito do gênero feminino que norteia suas ações para atingir seu objetivo.
As pessoas são diferentes, e assim como você concebe um relacionamento de forma autônoma, complementar, outras pessoas só sabem se relacionar na base da interdependência. Sem estar fazendo qualquer defesa, isso é muito pessoal para se pensar universalmente.
É certo que a colocação recebida foi infeliz, mas olhando por outro lado não foi melhor isso acontecer já, antes de se iludir? O que uma pessoa que nada conhece a seu respeito e lhe diz isso pode lhe complementar, como espera em um relacionamento? Esteja certo que uma mulher “decente” não lhe ensinaria tanto quanto essa. Capitalize a experiência, tire dessa ferida uma lição de vida. 

Publicado no jornal A Tribuna Piracicabana, edição 187 - coluna Psicopontocom - em 30/11/11

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

0109 [Artigo] Sexualidade e Consumo na TV (V)



SEXUALIDADE E CONSUMO NA TV (V)
Reality Shows
Por Paulo Roberto Ceccarelli*

A idéia de consumo vai além do mundo físico: novelas, reality shows, programas de rádio, revistas e jornais exibindo extrema felicidade ou desgraça intoxicam as pessoas. Produzem não só o prazer imediato, mas também criam um alto grau de independência do mundo externo:
Com esse ‘amortecedor de preocupações' [propósito da mídia] refugia-se da pressão da realidade para um mundo próprio.
O consumo ultrapassa os Reality Shows
O fantasiar, necessário ao equilíbrio psíquico pela compensação às "exigências da sociedade", transforma-se na única forma de satisfação pulsional ao alcance do sujeito. Quanto menos acesso às satisfações substitutivas reais, mais o mundo fantasmático se apresenta como alívio de tensões pulsionais. A pulsão não submetida à realidade (efeito tóxico que a ilusão produz) tem satisfação muito mais intensa que a submetida a ela. A intensidade da frustração acompanha a distância entre o que o sujeito é e o que a mídia decreta como única possibilidade de reconhecimento narcísico. Os comportamentos anti-sociais e suas vertentes são componentes agressivos gerados pela frustração. Para alguns é a única forma de se manter certo grau de "saúde" psíquica. 


* Paulo Roberto Ceccarelli é Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII, entre outros títulos de peso.

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quarta-feira, 22 de junho de 2011

0086 [Artigo] Admirável Sociedade Virtual (I)

Admirável Sociedade Virtual (I)

O mundo virtual possibilita a experiência da fantasia
A obra ‘Admirável Mundo Novo’ (1932) de Aldous Huxley narra uma hipotética sociedade; pessoas são pré-condicionadas a viverem em castas, sem a ética religiosa e valores morais da sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança do cidadão seriam resolvidas consumindo-se drogas sem efeitos colaterais, crianças teriam educação sexual desde cedo, e o conceito de família inexistiria; é uma obra ficcional.
O site Orkut, criado por Orkut Buyukkokten reproduz elementos presentes na obra de Huxley. As pessoas se presentificam por um perfil que pode ser representativo (informações autênticas) ou falso (‘fake’). Essa possibilidade abre o precedente para se viver um personagem. Fãs colocam fotos de seus ídolos, homenageiam personagens míticos, lendários ou reais da história. Utiliza-se fake para diversos fins, em muitos casos para se preservar o sigilo. Cria-se com isso uma sociedade ficcional em que, valendo-se dessa prerrogativa, a pessoa passa a viver uma vida irreal no maior grau possível, podendo se manifestar da forma que melhor lhe convier nas diversas situações. Há diferença entre fake e bogus. O segundo teria o exclusivo intuito de causar danos morais, profissionais ou até financeiros àqueles que se utilizam do site para quaisquer fins dentro dos Termos do site.
Falaremos sobre essa admirável sociedade virtual nas edições posteriores.

Fonte: http://pt.wikipedia.org/wiki/Admir%C3%A1vel_Mundo_Novo
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terça-feira, 8 de julho de 2008

0014 [INTERATIVO] Com 40 anos quero um homem ideal

Com 40 anos sonho com um casamento ideal
Porque apesar de mulher madura estou sempre na busca do 'casamento perfeito' e não consigo viver sem um 'companheiro'? Faz mais de um ano que namoro, mas somos muito diferentes. Sou financeira e espiritualmente independente, mas afetivamente ele é tudo para mim. O namoro está desgastado, já terminamos e voltamos algumas vezes (após 7, 15, 20 dias) e até me deixou à vontade para romper. Mas se não faz contato após uns 20 dias eu o procuro.
Lia, 40.

Ser uma mulher de 40 anos não a isenta de sonhar na vida. Afinal, nossos sonhos são o que nos ajudam a enfrentar o real do dia-a-dia. Você mesma sabe que busca algo impossível, ao sinalizar com aspas ‘casamento perfeito’, e a essa altura realmente soa como algo paradisíaco. Onde está a maturidade?
As prerrogativas que descreve como geradoras de sua independência e autonomia me levam a pensar que talvez tenha julgado ser possível gozar sua liberdade a partir delas, pois tem seus recursos. E, no entanto você mesma verifica que não atinge isso, pois é prisioneira de seus sentimentos.
Há outra coisa a ser considerada: sua busca, mesmo sabendo-a utópica pela perfeição, não cessa. E porque seu ‘companheiro’ merece as aspas? Na seqüência deixa clara uma frustração com ele da qual tem dificuldades de se libertar. Sua posição na vida é a de enfrentamento ou de fuga? A mais adotada e que mais angustia as pessoas é a fuga, porém lhe rende muita queixa e lamúria.

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terça-feira, 1 de julho de 2008

0013 [INTERATIVO] Estou traindo e não me sinto culpada

Sei que me meti numa roubada enorme. Tenho um relacionamento sério de longa data, mas sou geminiana e preciso sempre de novas emoções. Envolvi-me com um cara há um ano, mas acho que ele só está comigo por interesse. Tento provar pra mim mesma que sou capaz de conquistá-lo, uma obsessão, algo doentio e incontrolável. Sofro muito quando não me liga e mesmo sem terminar o outro relacionamento não me sinto culpada. Estou doente?
Carla, BA.
O que está tentando provar? E para quem? Pois me parece que conquistar essa pessoa se tornou uma questão de honra. Estaria tentando demonstrar seu poder de sedução a si mesma, ou está mais envolvida do que esperava? E essa primeira pessoa, o que é pra você?

O desejo humano sempre busca o que falta. Se ele está abastecido de seus afetos, se quando ele não liga você sofre, se ele percebe a profundidade de seu envolvimento, muito provavelmente não lhe corresponderá no mesmo nível. E isso fica fácil de entender, mesmo porque ele sabe que se encontra num lugar secundário, e talvez até pressinta que uma vez conquistado seu desejo se extingue e ele perde o lugar que ocupa em sua vida afetiva, o que torna mais interessante mantê-la com um gostinho de quero mais.
Mas me fica a pergunta: o que sente pela pessoa do relacionamento sério? Pois até se referiu como ‘outro relacionamento’! Essa ausência de culpa pode estar denunciando que apenas deseja ser desejada, nada mais!

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br
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