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segunda-feira, 23 de fevereiro de 2015

Uma mulher me falou no site "Sai Pra lá horroroso"




Uma mulher falou-me no site: "sai pra lá horroroso!"
Edição 187 de A Tribuna Piracicabana - 30/11/11
 Tenho tentado um relacionamento em um site, mas recebo poucos e desanimadores e-mails. “Sai pra lá, seu horroroso" dizia um. Vejo que muita mulher quer alguém romântico, divertido, inteligente, mas valoriza mais o corpo malhado. As exigências do perfil são enormes, algo como um príncipe encantado. Penso que duas pessoas devam se complementar e não um ser a solução para a outra. Estou incomodado, não tenho uma boa auto-estima. Pela Programação Neurolingüística estava conseguindo mudar, mas não estar nunca com uma mulher decente me fez sentir a causa do problema. Estou me sentindo o horroroso do e-mail.
Renan, 22. 
A questão é que o insulto lhe atingiu a auto-estima que como disse não anda boa. Pois você consegue detectar os problemas que enfrenta, tem uma percepção a respeito do gênero feminino que norteia suas ações para atingir seu objetivo.
As pessoas são diferentes, e assim como você concebe um relacionamento de forma autônoma, complementar, outras pessoas só sabem se relacionar na base da interdependência. Sem estar fazendo qualquer defesa, isso é muito pessoal para se pensar universalmente. 
É certo que a colocação recebida foi infeliz, mas olhando por outro lado não foi melhor isso acontecer já, antes de se iludir? O que uma pessoa que nada conhece a seu respeito e lhe diz isso pode lhe complementar, como espera em um relacionamento? Esteja certo que uma mulher “decente” não lhe ensinaria tanto quanto essa. Capitalize a experiência, tire dessa ferida uma lição de vida.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : pedrogobett@yahoo.com.br

domingo, 4 de novembro de 2012

[Perg/Resp] Elas Querem um Príncipe Encantado

Até "Sai pra lá seu horroroso" já me disseram


Tenho tentado um relacionamento em um site, mas recebo poucos e desanimadores e-mails. “Sai pra lá, seu horroroso" dizia um. Vejo que muita mulher quer alguém romântico, divertido, inteligente, mas valoriza mais o corpo malhado. As exigências do perfil são enormes, algo como um príncipe encantado. Penso que duas pessoas devam se complementar e não um ser a solução para a outra. Estou incomodado, não tenho uma boa auto-estima. Pela Programação Neurolingüística estava conseguindo mudar, mas não estar nunca com uma mulher decente me fez sentir a causa do problema. Estou me sentindo o horroroso do e-mail.
Renan, 22.

A questão é que o insulto lhe atingiu a auto-estima que como disse não anda boa. Pois você consegue detectar os problemas que enfrenta, tem uma percepção a respeito do gênero feminino que norteia suas ações para atingir seu objetivo.
As pessoas são diferentes, e assim como você concebe um relacionamento de forma autônoma, complementar, outras pessoas só sabem se relacionar na base da interdependência. Sem estar fazendo qualquer defesa, isso é muito pessoal para se pensar universalmente.
É certo que a colocação recebida foi infeliz, mas olhando por outro lado não foi melhor isso acontecer já, antes de se iludir? O que uma pessoa que nada conhece a seu respeito e lhe diz isso pode lhe complementar, como espera em um relacionamento? Esteja certo que uma mulher “decente” não lhe ensinaria tanto quanto essa. Capitalize a experiência, tire dessa ferida uma lição de vida. 

Publicado no jornal A Tribuna Piracicabana, edição 187 - coluna Psicopontocom - em 30/11/11

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

quarta-feira, 20 de abril de 2011

0072 [Perg/Resp] Meu relacionamento terminou ou não?

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Estou passando sérias dificuldades e pensei até em suicídio. Desabafei com meu namorado num telefonema há uma semana. Ele disse que tanta negatividade e baixa auto-estima atrapalham a vida dele e não poderia continuar, mas não me respondeu se estava terminando, nem mudou o Orkut para solteiro. Não sei se quero um homem que foge quando mais preciso.
Há meses ele foge para não transarmos e faz isso parecer minha culpa. Mas anda distante e acho que está sem coragem para terminar. Temo me arrepender. Depois de dois anos sei que a paixão acabou para ambos.

A paixão acabou!
Se há meses que falta desejo sexual da parte dele, isso não se iniciou no telefonema. Você não sabe se quer alguém assim, mas teme se arrepender. Vive o conflito entre a razão – dizendo-lhe pra cair fora – e seus sentimentos por ele – ainda muito fortes.
Você sabe que a paixão acabou. Era ela a razão desse relacionamento para você? Será que ele viveu essa paixão ao menos num nível próximo ao seu? Evidente que não. Ao mesmo tempo seu momento de vida é delicado, com idéias suicidas. Ele realmente pode ter usado a situação como pretexto, como também fatores pessoais seus podem estar fazendo-a enxergar a realidade de forma distorcida. Nem todos têm condições de dar apoio a alguém com tantos problemas e os recursos pessoais nos levam a diferentes decisões.
O mais expressivo parece ser a falta de desejo sexual, reflexo do cotidiano.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

0055 [Perg/Resp] A baixa auto-estima de minha amiga é um problemão!

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Tenho uma amiga com sérios problemas de auto-estima. Por mais que se levante seu astral, insiste em se por para baixo. A família se endividou e se sente culpada por não trabalhar. Nosso curso é integral, impossibilitando trabalhar e agora quer desistir da faculdade. Os pais parecem não perceber nada! Ela sai com amigas de 25 com comportamento de 15. Não sei mais como ajudá-la, parece que ela não quer ser ajudada. O que posso fazer? Você sabe se é possível conseguir terapia nas faculdades?
Rute.

É interessante notar como a angústia que descreve é sua e não dela. Não que ela não tenha que resolver os problemas que relata, mas que sua questão tem o foco central em sua angústia mais que outra coisa. A certa altura você se dá conta que não se pode ajudar quem não quer ser ajudada, e na sequencia pergunta “o que pode fazer”, compreende? Pela lógica, nada! Mas o foco é sua angústia, a que me encaminhou sua questão.
E para ‘amparar’ (no sentido de dar sustentação) a essa angústia sua, você recorre à vida familiar, companhias das amigas inadequadas. Inadequadas pra quem? Ela se queixa que precisa mudar esse quadro? Eu não percebi em sua pergunta nenhuma queixa dela. Ou percebi mal?
Ela lhe pediu informação sobre terapia em faculdade? As faculdades com curso de Psicologia devem oferecer atendimento clínico ao público, assim como na rede do SUS. Mas fica-me a pergunta: pra quem?

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br 

quinta-feira, 23 de julho de 2009

0037 [INTERATIVO] Sou sensível demais, facilmente sinto um nó na garganta

Considero-me uma pessoa extremamente sensível e até mesmo vulnerável em diversas ocasiões, tanto boas quanto ruins. Pode ser uma música, alguma coisa que me falem. Fico até magoada se sinto que não me dão atenção. Não sei nem explicar, são muitas situações que me fazem sentir um nó na garganta, um aperto no coração. Tanto com emoção, mas também com tristeza. É normal isso?
Cíntia, 20, RJ.

Com sua idade todos somos muito vulneráveis em situações que mais tarde na vida sentimos como fáceis de lidar. Mas o que chama a atenção é sua percepção própria, esse incômodo que sente por uma suposta sensibilidade a mais. Se ela lhe causa angústia, paradoxalmente também é fonte de fortes emoções que em pessoas ‘menos sensíveis’ não são muito vividas.
No desabrochar da vida ficamos suscetíveis por sensações e emoções fortes. Está iniciando sua vida adulta, o que lhe dá certa insegurança pelo desconhecido, coisa da fase mesmo. Chama-me a atenção em especial sua mágoa por uma suposta falta de atenção. Talvez sinalize com isso sua auto-estima que precisa ser mais bem trabalhada.
Você pergunta se é normal. Para nós não há uma divisão entre o normal e o patológico. Existe o sujeito que se queixa de algo ou não. Para o primeiro há possibilidades de um trabalho em análise que o retire de lugar de vítimas, saindo da queixa para uma posição de responsabilidade que elimina o surgimento da culpa.
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Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

terça-feira, 10 de junho de 2008

0010 [ARTIGO] Fobia Social

FOBIA SOCIAL

Para a Associação Psiquiátrica Americana (APA) a fobia social é um medo que gera enorme tensão, medo e desprazer, reconhecidamente como despropositados pela pessoa e acarretam prejuízos à sua vida normal. O indivíduo evita situações sociais com medo da exposição, mesmo com poucas pessoas. As fobias podem ser restritas a: 
Fobia Social
# Comer;
# Falar em público;
# Encontros com o sexo oposto;
# Situações fora do seio familiar;
# Vomitar em público;
# Morte iminente;
# Confrontação olho no olho;
Pessoas com fobia social têm auto-estima baixa, medo de críticas, insegurança e são muito ansiosas. Facilmente apresentam rubor, tremor nas mãos, enjôos, urgência para urinar. Atribuem aos sintomas o valor de causa e não conseqüência do problema.
Há uma confusão entre fobia social e agorafobia. A primeira foi bem caracterizada (medo mais sintomas físicos, restritos a pequenos grupos sociais) cuja dificuldade principal é a exposição frente a outras pessoas. Na agorafobia (medo de espaços abertos, de multidões) a queixa é uma suposta dificuldade de se evadir de onde está para um local seguro. Entrar em lojas, ambientes públicos, viajar sozinho (ônibus, trem ou avião) são evitados.
Nos dois casos surge ansiedade e a busca de isolamento é freqüente, mas as causas do medo têm origens diferentes. Fobias sociais atingem entre 5 a 10% da população.
Fonte: Revista Viver Psicologia, ano 6, nº 68.
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P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

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