sexta-feira, 24 de julho de 2009

0037 [ARTIGO] OBESIDADE (IV) COMPULSÃO ALIMENTAR

OBESIDADE (IV) COMPULSÃO ALIMENTAR

O comer descontroladamente sem perceber e a associação entre o alimento e as emoções (fome emocional) são marcas de a compulsão alimentar em que o comer encobre emoções mal resolvidas. A compulsão de forma geral aparece na drogadicção, onde a emoção associada impulsiona o sujeito a um comportamento indesejado de força superior à sua vontade. Distúrbios alimentares são marcados pela compulsão, seja ela pelo comer ou pela sua evitação (anorexia). Come-se por estar alegre ou por estar triste. São justificativas para a compulsão.
A associação desde a infância que é feita entre o alimento e a emoção pode desenvolver um quadro compulsivo, mas ainda pior é o efeito da mídia cujo ideal de beleza é o magro. Muitos que, preocupados em estarem dentro desse ideal sem mesmo serem obesos, começam a se achar gordos e iniciam dietas que depois de terminadas comem mais e engordam. Outra dieta e a pessoa fica prisioneira de um círculo vicioso. A tendência é sempre subir seu peso e o ciclo dieta-gula pode levá-lo à compulsão alimentar.

O comedor compulsivo:
· Pensa muito em comida;
· Sente-se culpado ao comer;
· Come sem estar com fome;
· Perde o controle diante da comida;
· Sofre com o efeito sanfona (emagrece e engorda)
· Alterna períodos de dieta com os de comilança
· Ocorre distorção da imagem corporal;
· Possui auto-estima baixa.

Fonte: www.pensemagro.com.br/

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

0037 [INTERATIVO] Sou sensível demais, facilmente sinto um nó na garganta

Considero-me uma pessoa extremamente sensível e até mesmo vulnerável em diversas ocasiões, tanto boas quanto ruins. Pode ser uma música, alguma coisa que me falem. Fico até magoada se sinto que não me dão atenção. Não sei nem explicar, são muitas situações que me fazem sentir um nó na garganta, um aperto no coração. Tanto com emoção, mas também com tristeza. É normal isso?
Cíntia, 20, RJ.

Com sua idade todos somos muito vulneráveis em situações que mais tarde na vida sentimos como fáceis de lidar. Mas o que chama a atenção é sua percepção própria, esse incômodo que sente por uma suposta sensibilidade a mais. Se ela lhe causa angústia, paradoxalmente também é fonte de fortes emoções que em pessoas ‘menos sensíveis’ não são muito vividas.
No desabrochar da vida ficamos suscetíveis por sensações e emoções fortes. Está iniciando sua vida adulta, o que lhe dá certa insegurança pelo desconhecido, coisa da fase mesmo. Chama-me a atenção em especial sua mágoa por uma suposta falta de atenção. Talvez sinalize com isso sua auto-estima que precisa ser mais bem trabalhada.
Você pergunta se é normal. Para nós não há uma divisão entre o normal e o patológico. Existe o sujeito que se queixa de algo ou não. Para o primeiro há possibilidades de um trabalho em análise que o retire de lugar de vítimas, saindo da queixa para uma posição de responsabilidade que elimina o surgimento da culpa.
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quarta-feira, 8 de abril de 2009

0036 [ARTIGO] Obesidade (III) – Fome Emocional

OBESIDADE (III) – FOME EMOCIONAL

A obesidade está baseada no conceito de fome emocional. A fome física é a necessária para nosso sustento, enquanto a emocional ultrapassa essa necessidade. Surge a pergunta: como distinguir uma da outra?
A pergunta aparentemente óbvia, mas adequada é: “Estou com fome?” Uma das características do obeso é a compulsão por comer, levando-o a comer pelas mais variadas razões. Come por que:

· ‘a comida está lá’;
· ‘alguém se preocupou em prepará-la’;
· ‘pagou por ela’;
· ‘está ansioso’;

Enfim, acha justificativas para sua necessidade emocional do comer. E a fome emocional é que o leva à obesidade.
Para distinguir uma fome de outra observe se sua mão ou sua mente se movem na direção do alimento quando já está saciado. Se isso ocorrer você é compulsivo por comer, e potencialmente obeso. É necessário que a ligação entre o alimento e a fome física seja refeita, pois no compulsivo essa ligação estabeleceu-se pela via das emoções que estão para além das necessidades físicas. É onde reside o ponto sintomático, à luz da Psicanálise.
De certa forma essa ligação é o que sustenta a idéia de que o obeso tem que se restringir a certos alimentos. Não é verdade. A restrição que cabe ser feita é quanto ao hábito compulsivo, podendo comer de tudo se refeita a ligação alimento e fome física para uma vida saudável. Obviamente que o teor calórico deve ser considerado.

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quinta-feira, 5 de março de 2009

0036 [INTERATIVO] Ela quer o divórcio, mas eu a amo!

Vi um torpedo comprometedor no celular de minha esposa a um líder da igreja dela, mas jurou de pé junto que não aconteceu nada fisicamente. Com esforço reconsiderei. Pedi que desse um tempo com a igreja, mas ela continuou. Muito estimulado por ela fiz uma viagem de 30 dias para visitar uma filha distante. Mas ao retornar sequer um beijo recebi. Disse que não sentia mais nada e quer o divórcio. Estou chocado, triste, sem apetite. Ela é a única mulher que amei na vida e está irredutível.

Jonas, MS.

Pelo teor do email que recebi, com mais detalhes que aqui colocados, você desenhou uma situação que há tempos está na descendente. A escolha religiosa diferente da sua talvez já indicasse a busca de algo fora de sua vida mais que uma escolha pela ideologia religiosa em si. o torpedo introduz um terceiro na relação do casal, já se configurando a escolha dela.

Ela deu vários sinais, talvez na esperança que você tomasse uma atitude por ela, na direção do desejo dela, assim se livrando do ônus da decisão desejada. Mas ao relutar para salvar o casamento forçou, sem saber, que ela expressasse aquilo que já vem ocorrendo há tempos dentro dela. Como ela já estava fora do casamento há mais tempo que você, o choque que recebe é natural, pois negou olhar as evidências como fatos, sempre as considerando como irrelevantes. Quando um não quer...

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quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

0035 [ARTIGO] OBESIDADE (II) - O QUE É IMC?

OBESIDADE (II) - O QUE É IMC?

Para se definir a obesidade é calculado do índice de massa corpórea (IMC) dividindo-se o peso pela altura elevada ao quadrado (IMC = peso/alt²). Através do valor de IMC encontrado verifica-se em que categoria da tabela da OMS o sujeito se encontra. Uma mulher de 1,65m e 70Kg de peso tem o IMC = 25,71 (obesidade leve).
Há uma diferença para a categorização através do IMC entre homens e mulheres. Dada a estrutura corpórea de o homem ser relativamente maior que a da mulher, se mantida a altura o homem necessita ter peso um pouco superior à mulher para atingir a mesma categoria.
Em outras palavras, o IMC ideal para o homem sempre será um pouco superior ao da mulher. Isso pode ser observado na tabela.

Cálculos e tabelas nos ajudam a definir estratégias, mas temos de considerar os aspectos emocionais. Do ponto de vista psicológico, é obesa toda pessoa insatisfeita com seu corpo, acima de seu peso ideal, isto é, com excesso de massa corpórea.

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0035 [INTERATIVO] Ele me deixou, mas não consigo esquecê-lo

Ele terminou nossa relação há dois meses. Ainda o sinto muito vivo dentro de mim, acho que todo mundo é sem graça e que nunca mais encontrarei um homem que me complete 100%. É comum isso depois de uma grande perda? Falando assim parece até que sou uma adolescente, mas fui casada há 10 anos e me senti aliviada com a separação e um namoro de nove meses me deixou sem rumo. Quando penso nele fico mal.
Liz, 30.

Não se deve comparar um relacionamento de nove meses com um casamento de 10 anos. O namoro é cheio de idealizações, pois não há convivência, o cotidiano, contas, etc. É no cotidiano que a realidade vai tomando lugar e a relação sofre seus efeitos.
Todo mundo fica parecendo adolescente quando está apaixonado. Digo isso, pois você se refere ao seu namorado como aquele que a “completa 100%”! Já pensou quanta responsabilidade você está imputando a ele?
É mais do que natural esse estado. Tem que se dar um tempo para se refazer. Para enterrar tanta idealização dois meses é muito pouco!
O mais importante para que possa atravessar esse período é não negar absolutamente sentimento algum, mas também se dar o devido valor. As coisas boas ficam na lembrança, mas... 100%? É demais, não?
Como elaborou as perdas dentro do casamento o alívio é mais do que natural! Já havia caminhado o que está por caminhar. Casamento é uma coisa, namoro é outra. A comparação vai lhe alimentar um lugar de vítima.
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terça-feira, 2 de dezembro de 2008

0034 [ARTIGO] OBESIDADE (I) - MITOS

OBESIDADE (I) - MITOS

Começaremos a discorrer sobre obesidade a partir dos mitos que pacientes cirúrgicos expressam. Como em todos nós, o obeso forma uma estrutura corporal em sua mente e suas experiências emocionais determinam e são determinadas pela imagem corporal decorrente. Tanto isso é verdade que, mesmo após um tempo relativo à redução do estômago ele continua a se perceber assim, como se seu corpo ainda fosse o mesmo.
A psicóloga Maria Salete Arenales-Loli aponta alguns mitos desses pacientes: o de que seu corpo ficará perfeito (nos padrões da mídia), que ele será emagrecido exclusivamente pela cirurgia, que o paciente não tem implicações pessoais na obesidade, que depois de eliminado o peso estará livre de novo ganho de peso. Para Arenales-Loli o mais pernicioso dos mitos está na crença que o paciente tem de que seus problemas pessoais, sociais e profissionais estarão magicamente sendo resolvidos tão logo emagreça.
Quando eles são levados a refletirem sobre esses mitos passam a ter uma visão mais realista dos ganhos com a cirurgia bariátrica. O não diagnóstico e eliminação dos mitos de cada paciente os levarão a futuros muito frustrantes com a cirurgia.

Fonte: Psi Jornal de Psicologia CRP/SP – nº 157 – set/out, 2008.

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0034 [INTERATIVO] Estou apaixonada pelo meu psicanalista

Estou loucamente apaixonada pelo meu psicanalista. Declarei-me, ele esboçou um sorriso e disse que amor é bom, que a recíproca é verdadeira, mas nunca aceitou um convite meu! E que se fosse fora do consultório teria rolado, ainda me perguntou por que eu não tentava conquistá-lo. Dei-lhe um perfume e conversávamos semanalmente do exterior por telefone. Falei que estou sofrendo e vou me entregar a outro homem para esquecê-lo, e disse que poderia indicar outro profissional se eu não puder continuar, mas diz que quem entra ali não sai mais. Estou prestes a lascá-lo um beijo na boca dentro do consultório!
Ana, 30.

Muito contundentes algumas afirmações: o desafio da conquista, os telefonemas internacionais, toda a descrição já caracteriza o romance. O que não está claro a mim é o que sua pergunta pretende. Parece que só falta chegar os finalmentes. Seria o motivo de sua angústia? Outra possibilidade é a de poder se posicionar como objeto de desejo daquele que muitas desejam (?). No final da questão você já diz que vai ‘lascá-lo’ um beijo na boca! É interessante que o beijo surge no momento em que você perde o lugar de objeto de desejo dele, indicando-lhe outro profissional.

Causa estranheza ele dizer que ‘fora do consultório teria rolado’. O risco de ele perder o lugar de psicanalista na relação é muito maior que a possibilidade de resultados eficazes.
Porém, ambos são os responsáveis pelas suas ações.
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

0033 [ARTIGO] DESAFIO AOS POLÍTICOS (VI)

DESAFIO AOS POLÍTICOS (VI)

Finalizando, os últimos. Será que algum político aceita o desafio?

COMPROMISSO 16 – Assegurar a participação de crianças e adolescentes nas decisões políticas do município.
Ação – Incentivar meninos e meninas a estarem presentes nos Conselhos de Direitos criando um espaço específico de escuta e participação. Promover atividades que facilitem sua participação na elaboração do Orçamento Municipal. Criar Ouvidoria na cidade, coordenada por adolescentes, cuja missão será receber as sugestões de meninos e meninas.

COMPROMISSO 17 – Assegurar a municipalização da execução das medidas sócio-educativas em meio aberto (liberdade assistida, semi-liberdade e prestação de serviços à comunidade), de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Sinase (Sistema Nacional de Atendimento Sócio-educativo).
Ação – Criar programa municipal, pela administração direta ou em parceria, com ações intersetoriais. Construir retaguarda de atendimento dos adolescentes em conflito com a lei e egressos da internação, visando envolver a comunidade e oferecendo-lhes alternativas concretas para a construção de um novo projeto de vida, baseado em valores como a cidadania, a ética, o respeito, a honestidade e a solidariedade.

COMPROMISSO 18 – Promover a igualdade social com ações que valorizem a diversidade de raça, etnia, gênero, orientação sexual e manifestação religiosa e estratégias de inclusão das pessoas com deficiência.
Ação – Promover atividades educacionais e culturais que valorizem a diversidade. Garantir a acessibilidade arquitetônica e preparar a rede de ensino para a inclusão das pessoas com deficiência.

Fonte:
www.cedca.rj.gov.br

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0033 [INTERATIVO] Atraio homens como o meu pai

Tomei consciência que atraio homens mulherengos e com tendência ao alcoolismo e que de certa forma lembram atitudes que eu criticava em meu pai. São homens que não querem compromisso e não me dão valor. O que faço para superar esse ciclo vicioso que se instaurou?
Mary.

Foi Freud que apontou a tendência da mulher procurar um companheiro com características de seu pai, contrariamente ao homem, por questões da constituição do masculino e do feminino.
A superação do ‘ciclo vicioso’ (como o nomeou) vincula-se ao seu desejo, sempre da ordem do inconsciente, só revelado em análise, e não pode ser confundido com o querer, da consciência. No entanto está evidente sua identificação com a figura paterna que se repete nos seus envolvimentos.
Toda a criança tem nos pais as imagos do primeiro caso amoroso, de onde surge o desejo incestuoso e sua proibição, sendo essa a que nos possibilitará o encontro com o outro sexo numa fase madura da vida.
A grande maioria das pessoas (para não dizer todos) encontra-se alienada das forças que regem tal desejo. Não é possível se desalienar totalmente, porém um pouco que revelado muda muito a vida da pessoa.
Uma coisa é certa: essa identificação paterna precisa ser rompida. Sem isso não haverá encantamento por um homem fora de seu pai.
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sábado, 15 de novembro de 2008

0032 [ARTIGO] DESAFIO AOS POLÍTICOS (V)

DESAFIO AOS POLÍTICOS (V)

A Carta Aberta lançada pelo Grupo dos 18 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) totaliza 18 compromissos:

COMPROMISSO 13 – Desenvolver políticas específicas para ampliar as oportunidades de participação e reduzir a vulnerabilidade dos adolescentes.
Ação – Implementar políticas públicas de qualificação e geração de emprego e renda, oferecendo cursos profissionalizantes articulados com a conclusão do ensino fundamental e o acesso ao ensino médio, sintonizados com o mundo de trabalho da região, preparando os adolescentes para o primeiro emprego, o empreendedorismo e a sua realização profissional.

COMPROMISSO 14 – Promover a saúde de crianças e adolescentes.
Ação – Criar ou fortalecer ações de assistência integral à saúde de meninos e meninas, garantindo a implementação efetiva de estratégias como o Programa Nacional de Vacinação Infantil e prevenindo problemas como gravidez não planejada, dependência química, depressão, doenças sexualmente transmissíveis, entre outros.

COMPROMISSO 15 – Destinar recursos e criar espaços para atividades culturais, esportivas e de lazer, voltadas para crianças e adolescentes.
Ação – Organizar atividades, programas e políticas de incentivo à valorização da cultura local, da prática de esportes e de iniciativas comunitárias de lazer e recreação, melhorando os espaços e equipamentos existentes ou criando novos.

Fonte:
www.cedca.rj.gov.br

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0032 [INTERATIVO] A Pior Crise que já Vivi!!

Com contas vencidas, dívidas e problemas de saúde penso em desistir da faculdade. Tudo isso prejudicou meus estudos. É um sonho, mas estou sem forças e tudo dá errado, estamos no "fundo do poço". Somos uma família humilde, mas essa é a pior crise de todas. Estamos vivemos com a ajuda de outros, tenho vontade de chorar, não agüento mais! Tudo que tento dá errado, ninguém consegue emprego, e a revolta vai aumentando. Às vezes fico andando sem ruma até a hora da aula, devaneando, sem ver uma saída!
José, 18.

É nítido em sua queixa que problemas financeiros e físicos colocaram um sonho seu em xeque. Embora coloque como primeiro plano as dificuldades decorrentes do capital, sua vida emocional aparece como pano de fundo. Vale lembrar que outras pessoas enfrentam problemas semelhantes senão piores, e suportam as dificuldades sem se afetarem tanto.
Não estou dizendo para se conformar! Em hipótese alguma seria isso, mas que nossa vida é um complexo de coisas acontecendo e temos de desenvolver a habilidade para sabermos levar todas essas questões de uma maneira menos ‘atordoante’, digamos assim.
Talvez o que esteja agora sendo visto como um sonho naufragando seja apenas uma pausa para ser retomado posteriormente. Que metas estão definidas do momento? Como planeja atingi-las? Estão ao alcance de seus recursos? Há tantos sonhos que deixamos de realizar por estarmos aquém dos recursos necessários!
Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

terça-feira, 4 de novembro de 2008

0031 [ARTIGO] DESAFIO AOS POLÍTICOS (IV)

DESAFIO AOS POLÍTICOS (IV)

Em continuidade aos 18 compromissos propostos na Carta Aberta:

COMPROMISSO 10 – Combater a violência doméstica caracterizada pelos maus tratos físicos e psicológicos, negligência e abuso sexual.
Ação – Realizar campanhas públicas de esclarecimento sobre a necessidade de denunciar tais situações, qualificar os profissionais das redes de saúde, educação, assistência social e os conselheiros tutelares para identificar esses casos e prestar o atendimento adequado às crianças, adolescentes e suas famílias.

COMPROMISSO 11 – Prevenir e enfrentar a violência e a exploração sexual de crianças e adolescentes em todas as suas manifestações.
Ação – Mapear a situação no município. Fortalecer os mecanismos de repressão desses crimes e responsabilização dos culpados, aprimorando também a rede de proteção social das crianças e adolescentes. Adotar políticas públicas de prevenção do problema e atendimento das vítimas e de suas famílias.

COMPROMISSO 12 – Prevenir, combater e erradicar do município o trabalho infantil em todas as suas formas.
Ação – Mapear a situação no município, identificando crianças e adolescentes explorados. Investir na criação de uma rede de Educação Integral Inclusiva, implementando, no turno complementar ao das aulas formais, atividades educacionais, esportivas e culturais. Oferecer programas de geração de emprego e renda para os adultos das famílias.

Fonte: www.cedca.rj.gov.br

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0031 [INTERATIVO] Desanimado desde criança

Tenho desânimo desde criança. Já procurei vários Psicólogos e Psiquiatras e nem antidepressivos resolvem. Sempre saio do serviço desanimado sem vontade para nada. Saio com amigos para não ficar em casa, mas não me animo. Ouvi falar de estimulantes. Aguardo ser chamado há dois anos para terapia numa clínica-universidade.
César, 25, Segurança - ES.
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É claro que sair com amigos é sempre algo positivo, mas não o suficiente. A solução para seu desânimo só se encontra em você mesmo. Mas a pergunta: se nem profissionais diversos, nem medicamentos surtiram o efeito esperado, que parceria estabelece com esse sintoma? Que ganhos secundários estão suportando-lhe nesse lugar de ‘vítima’ da vida? Há muitas coisas para serem pensadas no campo psicológico, que me fogem das possibilidades.
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Com 25, anos e desde criança se sentindo desanimado, se estruturou de forma a se relacionar com o mundo de uma maneira sempre desanimada. É talvez seu modus operandi, talvez nem saiba como viver sem sentir-se desanimado. Já pensou? Passar tantos anos vivendo desanimado o que não representaria lhe arrancar seu desânimo, a despeito de uma suposta queixa dele? Acho que enfrentaria um enorme problema!É importante lembrar que certos distúrbios apresentam comorbidades (depressão com distimia, p. ex.). As causas muitas vezes não necessitam serem conhecidas para se alcançar melhoras. Quanto ao estimulante só se prescrito por médico!
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Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

terça-feira, 28 de outubro de 2008

0030 [ARTIGO] DESAFIO AOS POLÍTICOS (III)

DESAFIO AOS POLÍTICOS (III)

“A criança e o adolescente são prioridade absoluta para a família, a sociedade e o Estado.” (art. 227 da CF). A Carta Aberta propõe 18 compromissos:

COMPROMISSO 7 – Assegurar a ampliação da Licença-Maternidade de quatro para seis meses.
Ação – Apresentar projetos de lei à Câmara de Vereadores propondo a licença maternidade de seis meses.

COMPROMISSO 8 – Propiciar condições para que a família ofereça ambientes pacíficos, seguros e adequados ao desenvolvimento integral de seus filhos e se fortaleça como Família que Protege.
Ação – Implementar políticas públicas integradas de apoio às famílias e fortalecimento do ambiente familiar, oferecendo atividades, apoio no que for necessário e formação para que os pais e/ou responsáveis pelas crianças e adolescentes estejam melhor preparados para administrar os diferentes conflitos dentro de casa.

COMPROMISSO 9 – Assegurar a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes apoiando suas famílias e suas comunidades com políticas, programas e serviços.
Ação – Viabilizar políticas públicas de planejamento familiar e assistência psicossocial aos grupos vulneráveis, como, por exemplo, pessoas com dependência química e alcoolismo. Promover a geração de emprego e renda para os adultos, oferecendo condições necessárias para evitar o afastamento de crianças e adolescentes de suas famílias.

Fonte:
www.cedca.rj.gov.br

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br
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