segunda-feira, 20 de setembro de 2010

0050 [ARTIGO] MEDULA ÓSSEA (II) - COMPATIBILIDADE


Medula Óssea (II) 
Compatibilidade entre Doador e Receptor

A doação de medula óssea deve ser feita por pessoas entre 18 e 55 anos com saúde em bom estado. Podem doar pessoas diabéticas, grávidas, em amamentação, com pressão alta, com tatuagem. Não há peso mínimo e também não restrições quanto a histórico de meningite, anemia ou hepatite ‘a’.
A compatibilidade entre doador e receptor talvez seja um dos maiores problemas que se enfrenta, cujas chances de se encontrar um doador pode chegar a uma em 1.000.000 (um milhão). Entre irmãos há 25% de chances de se encontrar um doador. Como a maior parte não encontra um doador na família, recorre-se ao registro nacional de doadores. Por essa razão o REDOME (Registro de Doadores de Medula Óssea) mantém um banco de dados de doadores inscritos com seu HLA (teste de compatibilidade). A importância de todos serem doadores é encontrar um doador compatível. Seu gesto pode representar a única possibilidade de cura ao paciente que aguarda um doador.
No ato do registro você não doa nada além de 10 ml de sangue para o teste HLA, e só quando houver a necessidade de um transplante que você é chamado para confirmar se ainda tem intenção de doar sua medula. Ela se regenera em 15 dias e você salva uma vida.
Tome uma atitude e procure o hemocentro mais próximo. Sua inscrição inicialmente doa esperança. Só depois doará vida!

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0050 [PERG/RESP] Minha filha de 15 anos pega dinheiro. O que faço?

Dou de tudo para minha filha de 15 anos, mas ultimamente ela parece ter ódio de mim e de seu pai, além de mentir muito. O pai é mais rígido e as crises são mais recentes com ele. Agora está pegando dinheiro sem falar, e aparecem objetos novos (brincos, lingerie, etc.). Num teste o pai deixou dinheiro em cima do móvel e ela pegou R$ 2,00. É pouco, mas não está certo. Não sei o que faço, ela nega tudo! 
Cristiane, 37.

É sabido que há o conflito entre pais e filhos. Isso sempre houve, mas parece que na era globalizada ele tem se tornado mais freqüente e corriqueiro e com elementos novos. Havia episódios assim também há 30 anos ou mais, mas a função paterna era muito clara e definida tanto aos pais quanto aos filhos e bastava uma vez para o problema ser resolvido. Hoje há uma inversão dentro de casa, muitas vezes ajudada pelos pais que não falam a mesma linguagem entre si.
Você diz que “dá de tudo”. Você dá o não, o limite necessário para a vida? Essa é a tarefa de educar no sentido da cidadania, que implica num pacto onde o seu não cumprimento tenha consequências.
O trabalho com usuário de drogas mostra bem o seu problema. Nesse grupo o sumiço de dinheiro é causado por problemas decorrentes do abuso de drogas. Não posso lhe afirmar que seja o caso, mas a hipótese é muito plausível e deve ser checada.
A dificuldade em lidarmos com a paternidade nos remete aos problemas vividos enquanto filhos.

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sexta-feira, 10 de setembro de 2010

0049 [ART.] Medula Óssea (I) – O que é, quem precisa?

Medula Óssea (I) – O que é, quem precisa?

De caráter explicitamente médico, esse tema carece ser divulgado para sua conscientização e desmistificação.
A medula óssea é a matriz do sangue localizada na parte interna dos ossos onde se encontram as células-mãe, glóbulos vermelhos e brancos e plaquetas.
O Transplante de Medula Óssea (TMO) é indicado a pessoas com doenças hematológicas, onco-hematológicas, imunodeficiências, doenças genéticas hereditárias, alguns tumores sólidos e doenças auto-imunes.
Doenças Onco- hematológicas
• Leucemias Agudas e Crônicas
• Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin
• Mieloma Múltiplo
• Síndrome Mielodisplásica (SMD)
Doenças Hematológicas
• Aplasia Medular ou Anemia Aplástica Severa
• Anemia de Fanconi
• Hemoglobinapatias: Anemia Falciforme e Talassemia
• Hemoglobinúria Paroxística Noturna
Imunodeficiências
• A indicação do transplante depende, em geral, da doença e fase em que os pacientes se encontram. Para muitos casos, não há como controlá-la somente com a quimioterapia e radioterapia convencional, sendo o transplante o melhor recurso terapêutico para alcançar a cura.
O maior problema, entretanto é encontrar um doador compatível com o receptor. Por essa razão os hemocentros cadastram doadores para no caso de ser necessário o TMO poderem encontrar aquele que salvará uma vida, inicialmente com 10 ml de sangue.
Fica o apelo ao cidadão.

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0049 [PERG/RESP] Perdi o sono com a violência e temo adoecer


A violência tirou meu sono
Tenho meu negócio no bairro que moro, e por aqui costumava ser seguro. Tomo medidas de prevenção como chegar em casa com a rua iluminada. Mas no ano passado um rapaz foi assaltado e morto, e minha empresa sofreu uma tentativa de arrombamento. Meus pais viajaram e com muito medo cuidei da casa e da empresa. Tive problema para dormir por dois dias. Temo adoecer por conta disso, pois não sei como controlar.
Beto, 33.

É interessante como assistimos cenas de violência cotidianamente nos noticiários de TV, mas nada como o real para dar vida aos fatos. A suposta ameaça imediatamente se torna fato e reagimos como tal. Não há o que se discutir quanto à segurança social nos dias atuais. A questão é que situações semelhantes ou até mais graves não afetam outras pessoas como a você.
Podem tais situações gerar um trauma, mas há a possibilidade de já haver certa predisposição para que isso ocorra. É muito comum que circunstâncias como as descritas sirvam como justificativa racional para algo que já se encontrava de forma latente, esperando uma oportunidade, se manifestar.
Há mesmo as chances de adoecer. Se você acredita, mesmo que sem notar tomará posturas com tais situações para que estas sejam justificáveis, inclusive justificando o adoecimento para o qual já se prepara para enfrentar. Por mais paradoxal que pareça assim é o ser humano. 99% dos nossos problemas imaginários não vão acontecer.

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0048 [ART.] O que há no Insulto e no Elogio?


O Que há no Insulto e no Elogio?

Sempre questionamos um elogio – ‘são seus olhos’, ‘tive sorte’ – mas não duvidamos do insulto, ao qual sempre revidamos. Se se suspeita do elogio, não paira qualquer dúvida quanto ao insulto, sempre certeiro. Mas por quê?
Ao se por a serviço de alguém, o que elogia é alvo de críticas – ‘o que você viu nele?’ – Mas o que insulta toca a verdade do ser e é visto tendo razão: ‘Ele merecia ouvir umas mesmo!’
O insulto necessita da cumplicidade do insultado, de seu revide, sem o que ele perde seu efeito de verdade. Lembremos dos apelidos, insultos com roupa de brincadeira. Sabemos que ele só emplaca se o seu alvo for cúmplice se irritando.
Interessante notar que o insultante é tido como honesto o que falou a verdade que ninguém tinha coragem de dizer. Mas o que elogia ganha a pecha de demagogo ou bajulador.
‘Falem mal, mas falem de mim’ está na base de pessoas que preferem ser lembradas negativamente a não ser lembradas de forma alguma. Freud dizia que o obsessivo tem certo prazer em ser insultado, que isso o defende da paranóia de ser algo pior. Ao receber o insulto ele pode pensar que está protegido de seu superego que o persegue.
Entre membros de comunidades com identificação pouco clara é fácil haver insultos. Cem anos de psicanálise, cem anos de insultos. Talvez, o psicanalista seja aquele que tenha outra maneira de responder a tal nomeação. 
Fonte: www.jorgeforbes.com.br


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quinta-feira, 9 de setembro de 2010

0048 [PERG/RESP] Estou inseguro com emprego fora da cidade

Estou passando privações (desemprego, parei os estudos, família com necessidades). Por não poder fazer força nem todo emprego posso pegar. Surgiu uma oportunidade para comerciais de TV, coisa que sempre desejei. O cara gostou de meu perfil e me pediu $ 500,00 para o ensaio fotográfico em São Paulo. Sem grana pensei até fazer um empréstimo, pois sei o valor do cachê. Apesar de tudo (meu desejo de aparecer na TV, desempregado, situação difícil, etc.) o medo povoa minha mente. Não sei o que faço!
Henrique, 19, Piracicaba.

Não entendi uma coisa: você confia no profissional que lhe pediu os R$ 500,00? Ou acha que seja uma ‘arapuca’? Porque exceto essa possibilidade onde se localizam seus medos? Tudo que desejamos muito na vida, quando acontece nos apavora. Nossos maiores desejos são os que nos provocam mais medo na eminência de ocorrerem.
Você narra tantos tropeços na sua vida e na de sua família que uma oportunidade dessas só poderia ser bem-vinda à luz da lógica racional. Mas o ser humano é singular. Desconhecemo-nos e situações como essa nos mostram que as coisas não são tão simples, que a vida não é uma conta matemática que em qualquer lugar do planeta obtêm-se o mesmo resultado sempre.
Comece se perguntando medo de quê? De se realizar? Do afastamento familiar? De não ter mais do que se queixar? O medo é um inimigo fatal das oportunidades da vida. Ou você as agarra, ou as perde. Só não vale chorar depois.

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sábado, 4 de setembro de 2010

0047 [ARTIGO] DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (VI) - Medicamentos

Depressão Na Adolescência (VI) 
Medicamentos

Para a medicina depressão é doença
A medicina vê a depressão como uma doença. Mas à luz da psicanálise a depressão tem raízes mais profundas que investigadas e atingidas, o sujeito se liberta dela.
No entanto, a neurociência tem desenvolvido um papel que apesar de muito bom em alguns casos, causa profundos danos em outros. Na França chegou-se a cogitar colocar uma leve dose de antidepressivo na água que abastece a população, tal como se faz com o flúor. Toda população francesa estaria sendo tratada uniformemente. (?)
O que se percebe com clareza são os diferentes graus de depressão nos indivíduos. Logo a ação também deve ser diferente, sob o risco de excluirmos a singularidade de cada paciente.
Esse é um dos males da prescrição em massa. O outro, pior ainda, é que o medicamento retira do sujeito sua responsabilidade. A psicanálise faz o trabalho contrário. Entendemos ser possível uma melhora no momento em que o sujeito se implica em sua queixa, sem se vitimizar, se colocar como ingênuo ou inocente. E isso é um dos maiores problemas no trabalho de análise, pois o sujeito se nega a enxergar isso.
Muitos, nessa hora de dor e sofrimento a se enfrentar, optam pelo tratamento medicamentoso, e tem sua irresponsabilidade avalizada por um médico que lhe prescreve sua “solução”. Uma “solução que se removida tudo retorna como antes. A proposta da psicanálise é ir às causas, não às consequências.
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0047 [INTERATIVO] Amigo de infância ou ficante, mas me traiu!

Ele disse que ficou com outra
Um amigo de infância virou “amizade colorida” e sempre saíamos juntos. No dia seguinte que saímos num final de semana ele me disse que tinha ficado com outra. Sem brigar falei que não queria mais ficar com ele, então disse que sentia por minha decisão. Ele jamais agiu assim! Estou perplexa, chateada, me sentindo usada e ferida com tudo, confusa e não sei como encarar a situação.
Cris, 19.

É muito comum situações de amizade intensa entre home e mulher ser confundida com amor. Tanto é fato que você assume a relação como “amizade colorida”. Veja que há o termo ‘amizade’. Não chegou a ser um “namoro preto e branco”, certo? Mas parece que isso estava claro a ele, e não a você. Ele sim estava curtindo ‘ficar’, e mesmo que queira se enganar, o envolvimento para você já tinha tomado outras proporções.

Em sua idade é mais fácil pensar que por ser amigo de infância o relacionamento tenha maiores chances de se consolidar. Também somos mais irresponsáveis com nossa vida afetiva, e apesar de tudo ser muito gostoso, as consequências chegam.

Mas você fala em perplexidade. Seria mesmo com o fato de ser incomum esse comportamento nele? Ou você não se deu conta do quanto alimentou mais expectativas que ele? Ou por você ter sido deixada? Será que estaria perplexa se estivesse desejando se desvencilhar dele, por exemplo? Parece-me ser esse um início para suas reflexões.

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segunda-feira, 30 de agosto de 2010

0046 [ARTIGO] DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (V) - Uma Questão Moral


Depressão na Adolescência (V)
Uma Questão Moral

Garotos cuja expressão da depressão aparece de forma agressiva (drogas, confrontos com autoridades, etc.) dissimulam melhor o problema. Por isso podem ser mais bem sucedidos na tentativa de suicídio.
Sinais de risco de suicídio:
· A pessoa fala sobre morte, suicídio ou provoca ferimentos em si própria;
· Tem pânico ou ansiedade crônica;
· Insônia constante;
· Alterações na personalidade ou aparência;
· Apresenta mudanças nos hábitos de sono ou alimentares;
· Há baixo rendimento escolar;
· Distribuir objetos pessoais.

Por se tratar de um problema de ordem moral, a depressão denota uma covardia de enfrentamento da vida tal como ela se apresenta. Isso trás alguma luz ao fato de certas personalidades serem mais suscetíveis que outras ao problema. É certo que fracassos, tensões cotidianas, discriminação, entre outros, são fatores que contribuem para o seu surgimento.
No entanto de alguma forma todos estamos sujeitos a problemas dessa ordem. a relação entre a carga de cobranças x recursos pessoais do indivíduo acaba sendo mais determinante para a manifestação da depressão. E obviamente nesse jogo está a forma como o sujeito lida com suas frustrações, sua maturidade.
Dentro desse panorama podemos ter alguns relances de porque a depressão tem atingido mais recentemente os adolescentes.

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0046 [INTERATIVO] Estou grávida do namorado e com medo de minha mãe


Estou grávida do meu namorado, não sei como falar pra minha família e nem ele está sabendo ainda. Descobri ontem porque o teste deu positivo. Estou com muito medo do que possa acontecer. Minha mãe não vai aceitar isso de jeito nenhum.
Drica, 18.

Estou com medo de minha mãe!
Muitas jovens como você viveram, vivem e ainda viverão a mesma situação. A diferença está no posicionamento e como cada um lida com isso.
Suponho que seu desespero esteja deslocado. Assumir que seus sonhos devem tão cedo ser abandonados é assumir uma posição de responsabilidade. Mas depositar sua angústia nas supostas reações de sua mãe é uma forma de se vitimizar, ou dizer: ‘estou angustiada com as reações de minha mãe’. 

Obviamente que isso pesa e muito! O apoio da família nessas horas pode ser decisivo para o resto de sua vida.

Os pais educam os filhos e esperam uma correspondência às suas expectativas. Sabendo que a decepcionará projeta nela a angústia da gravidez. Você pode se surpreender! A maioria de nossos problemas imaginários não acontece.

Mesmo a gravidez não sendo desejada, é grande a chance de sua mãe lhe acolher bem. Você é a filha dela!
Racionalmente, chamar seu namorado para a responsabilidade de pai é mais importante que preocupar-se com sua mãe. Mas como perdeu o equilíbrio emocional, suas atenções ficam mal dirigidas. E o foco principal acaba esquecido: sua saúde física e emocional.
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quinta-feira, 26 de agosto de 2010

0045 [ARTIGO] DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA ( IV)


DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (IV)
O Risco de Suicídio

Jovens entre 15 e 19 anos tem o suicídio como a segunda principal causa de morte, perdendo apenas para acidentes, na maioria com automóveis. O índice de suicídio nessa faixa triplicou nos últimos 30 anos, e as estatísticas mostram que 40% de estudantes de 2º grau, em algum momento da vida já pensaram no assunto.

Se qualquer pessoa, jovem ou não, fizer menção à idéia do suicídio não se deve desconsiderar. Há evidências de que possam estar realmente considerando a possibilidade. Para os especialistas o jovem costuma dar alguns “avisos”, e ajuda profissional deve ser buscada. Os sinais mais comuns são mudanças abruptas de personalidade, aparência, alterações no sono e hábitos alimentares.

Como o rendimento cai, a vida escolar e/ou profissional é afetada.
Observou-se que por decorrência de situações traumáticas (fim de relacionamento, perda de emprego, fracasso escolar, brigas com os pais, etc.) o jovem fica mais suscetível ao suicídio. Especialistas dividem em três os grupos de jovens potencialmente suicidas:

1) os que expressam os sintomas clássicos da depressão;
2) os perfeccionistas que estabelecem metas acima das que são capazes de atingir;
3) garotos cuja depressão aparece em forma agressiva, expondo-se a situações de risco (drogas, confronto com pais, autoridades, etc.).
Meninos alcançam mais êxito que meninas nessa prática.


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0045 [INTERATIVO] Estou apaixonada pelo meu meio-irmão

Aos 16 anos eu e meu meio-irmão de nove tínhamos brincadeiras sexuais. Passaram-se 15 anos, me casei e ele também. Numa visita ao meu pai com meu marido não percebi nada. Mas nas conversas de MSN relembramos muita coisa. Ele confessou que me evitou por estar sentindo algo por mim e não me vê como irmã. O clima está intenso! Não quero me casar com ele, mas estou louca pra deixar rolar uma relação. Estou muito errada?

Cláudia, 31.


É uma situação bem delicada. Na hipótese de estar se abrindo para viver essa paixão do passado, de cara estariam brincando com o sentimento de outras duas pessoas. Um casamento é um compromisso sério quando existe cumplicidade. Do jeito que você está descrevendo a situação está encarando isso como uma aventura, quer sentir o que todos querem, jorrar a vida de dentro de você, ser feliz. Mas e depois? Sua vida continua seu marido, a esposa dele, e os cacos todos pra vocês juntarem.


Sem considerar que ambos acabarão numa situação muito difícil. Na remota hipótese de vocês decidirem por algo sério (coisa que já expressou que não quer), como fariam para desfazerem-se de seus compromissos? Joga tudo pra trás?


Essa é a parte moral, que aliás já aconteceu na intenção. Mas sua decisão implicará muito mais do que você está enxergando agora. O imperativo de seu desejo só pode ser conhecido após sua decisão ser tomada. E é uma decisão desconhecida até para você, talvez seu maior medo.



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quinta-feira, 8 de julho de 2010

0044 [ARTIGO] DEPRESSÃO NA ADOELSCÊNCIA (III) - SINTOMAS

DEPRESSÃO NA ADOELSCÊNCIA (III) - SINTOMAS

Os sintomas da depressão são os mesmos em adolescentes e adultos, podendo ser mascarados por contingências da vida aparentemente sem relação com o problema, o que dificulta o diagnóstico médico.
A medicina trata a depressão como doença, porém a psicanálise a vê como um sintoma, e a remete a uma covardia moral promovida pelo inconsciente, tocando em nossa honra tão abalada atualmente, explicando tanta depressão. Quando a honra e dignidade se relativizam seu valor absoluto se perde e deixam de nortear nossas ações.
O indivíduo prefere a homogeneização dos antidepressivos que retiram dele toda responsabilidade a arcar com seu ônus. Todos querem ser o ‘dono do próprio nariz’, mas tudo tem um preço que sempre procuramos transferir. Isso não representa que o diagnóstico médico esteja sem valor. Seria muita prepotência.
Uma retração da libido ocorre no sujeito deprimido, o narcisismo cresce e o desinteresse ocupa todos os espaços. Isso não ocorre na tristeza, melancolia ou qualquer outro sentimento. A libido circula, embora cause mal estar no indivíduo.

Sintomas mais comuns:
• Falta de apetite;
• Insônia ou sonolência o tempo todo;
• Dores crônicas (cabeça);
• Distúrbios gastrintestinais
• Falta de entusiasmo / motivação;
• Busca de isolamento social;
• Dificuldades em tomadas de decisão;
• Irritabilidade;
• Auto-estima baixa ou culpa;
• Ansiedade e medos;
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0044 [INTERATIVO] Fobia x Inaptidão para o Trabalho

Um rapaz de 29 anos, portador de fobia social, em tratamento com depaxam 20mg, concursado e aprovado para a função de técnico de arquivo em um banco pode ser considerado inapto em saúde "mental" e "contra indicada sua admissão para exercer atividades laborativas no momento"?

Cláudia.


Por trás de sua questão está uma clara indignação perante o laudo emitido. Você me pede para validá-lo, coisa que não me cabe, nem validá-lo nem refutá-lo. A referência ao medicamento diz de um diagnóstico médico, e não podemos entrar em seara alheia. Ainda mais sem acesso direto ao caso.

Mas há outras questões. Um empregador busca maximizar seu lucro, e os entendimentos para essa direção, ao divergirem dos seus, geram essa revolta, mesmo que sua razão os compreenda como clínicos. Da mesma forma, uma decisão clínica pode ser entendida como mercadológica.

Os sentimentos despertados são naturais, mas a decisão de quem está no comando é sempre racional e de acordo com critérios que sejam entendidos por eles como os corretos.

No entanto, se de alguma forma você entendeu que houve preconceito ou algo parecido, já se trata de uma questão de Direito e não de Psicologia. Fora isso qualquer coisa que eu diga seguirá a mesma lógica.


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0043 [ARTIGO] DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (II) - Estatísticas

DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (II) –ESTATÍSTICAS

A depressão não atingia adolescentes até recentemente. No entanto o índice de suicídio triplicou nos últimos 30 anos para essa faixa etária. Esse dado é um forte indício dos novos paradigmas sociais.
Programas de tratamento têm obtido êxito para adolescentes. Pais e Professores ainda estão aprendendo a reconhecer o problema, já que na maioria das vezes o jovem não reconhece sua depressão.
Discernir outros sentimentos (tristeza, melancolia, desesperança, etc.) de depressão é de suma importância. Tais sentimentos não trazem grandes consequências ao nosso cotidiano e tendem a desaparecer naturalmente. Dificilmente o jovem deprimido sai da depressão sem ajuda. Não raro ela leva ao sentimento de se ‘estar louco’, gerando vergonha. Isso é um equívoco e preconceito.
Pesquisadores estimam que 5% da população sofre de depressão. De 10% a 25% das pessoas podem apresentar um episódio depressivo na vida.
Para eles o surgimento do problema se dá entre 15 e 19 anos. De fato, observou-se nas três últimas décadas um aumento muito grande do número de casos de depressão com início na adolescência, porém uma afirmação dessa natureza deve ser vista com cuidados. O fato de a depressão ter atingido mais adolescentes nas últimas décadas trás em seu bojo as mudanças sociais, não devendo as causas de seu surgimento a fatores meramente etários.
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