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sábado, 5 de janeiro de 2013

0123 [Perg/Resp] Tenho azar nos relacionamentos


Tive relacionamentos ruins

Meu namorado, 37 anos, é uma paixão da adolescência. Ele é dependente químico, depressivo, vive em função do passado e com medo, além de ser muito mentiroso. Sempre tive problemas nos relacionamentos. Com 21 anos engravidei de um homem casado de 56 anos. Depois fui casada por cinco anos, mas ele só me batia e me usava. Agora esse solteiro, sem filhos, (sonho em ter outro filho), mas talvez minha vida piore. As pessoas me acham uma rocha, mas sou muito frágil, com dificuldade em expor sentimentos. Mês que vem irei a um psiquiatra, quero mudar. Talvez seja melhor ficar só e curar minhas feridas.
Cecília, 35.

Focarei minhas considerações no seu relacionamento atual. O dependente químico tem um perfil de uma pessoa manipuladora, insegura, instável, auto-estima baixa. Isso talvez explique seus medos. Como você bem sinalizou, desde muito cedo teve envolvimentos sem muito pensar nas conseqüências deles. E da forma colocada esse atual não trará mesmo momentos dos mais promissores, digamos, e você já percebeu por que.
Tantos desencontros amorosos fragilizam qualquer pessoa, e uma retração e dificuldade em se expor acaba acontecendo de forma meio natural, como que pra evitar mais sofrimento.
Fiquei com a impressão que está depositando uma esperança na consulta psiquiátrica. Ledo engano. Médicos vão lhe prescrever medicamentos, mas curar esse tipo de feridas só num processo de análise.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

terça-feira, 10 de junho de 2008

0010 [ARTIGO] Fobia Social

FOBIA SOCIAL

Para a Associação Psiquiátrica Americana (APA) a fobia social é um medo que gera enorme tensão, medo e desprazer, reconhecidamente como despropositados pela pessoa e acarretam prejuízos à sua vida normal. O indivíduo evita situações sociais com medo da exposição, mesmo com poucas pessoas. As fobias podem ser restritas a: 
Fobia Social
# Comer;
# Falar em público;
# Encontros com o sexo oposto;
# Situações fora do seio familiar;
# Vomitar em público;
# Morte iminente;
# Confrontação olho no olho;
Pessoas com fobia social têm auto-estima baixa, medo de críticas, insegurança e são muito ansiosas. Facilmente apresentam rubor, tremor nas mãos, enjôos, urgência para urinar. Atribuem aos sintomas o valor de causa e não conseqüência do problema.
Há uma confusão entre fobia social e agorafobia. A primeira foi bem caracterizada (medo mais sintomas físicos, restritos a pequenos grupos sociais) cuja dificuldade principal é a exposição frente a outras pessoas. Na agorafobia (medo de espaços abertos, de multidões) a queixa é uma suposta dificuldade de se evadir de onde está para um local seguro. Entrar em lojas, ambientes públicos, viajar sozinho (ônibus, trem ou avião) são evitados.
Nos dois casos surge ansiedade e a busca de isolamento é freqüente, mas as causas do medo têm origens diferentes. Fobias sociais atingem entre 5 a 10% da população.
Fonte: Revista Viver Psicologia, ano 6, nº 68.
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P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sexta-feira, 25 de abril de 2008

0004 [INTERATIVO] Como sei se tenho distimia ou depressão?

Quais são os sintomas da depressão e da Distimia? Como sei se tenho ou não? 
Como sei se é distimia ou depressão?

A distimia é um estado crônico depressivo e geralmente aparece na infância ou adolescência. A pessoa distímica apresenta melancolia, depressão, baixo astral, pessimista, ‘encanada’, sempre reclamando da vida. Podem se apresentar perfeccionistas e são pouco tolerantes às imperfeições dos outros, tem baixa auto-estima e elevada autocrítica. Evitam vida social (festas e encontros familiares), pois não encontram prazer na confraternização. A vida profissional também fica prejudicada por todos esses motivos.
Algumas comorbidades são comuns. Essas pessoas apresentam quadros depressivos mais intensos e profundos que os da distimia em si, e o tratamento da depressão melhora o humor se comparado ao humor distímico crônico. Também podem aparecer síndrome do pânico, TPM, cefaleias e enxaquecas, prisão de ventre, etc.
A mudança no tempo para mais chuvoso, cinzento, sem sol, tende a realçar o mau-humor distímico. O fato desse tipo de clima ter o peso de ‘tempo ruim’ na nossa cultura dá sentido aos sintomas distímicos já existentes.
O Tratamento medicamentoso pode ser indispensável, já que uma das causas é a genética, mas o ambiente familiar é decisivo. Pais austeros, pessoas depressivas, com síndrome do pânico, distímicos na família são potenciais causadores do problema.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br
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