quinta-feira, 8 de julho de 2010

0043 [ARTIGO] DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (II) - Estatísticas

DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (II) –ESTATÍSTICAS

A depressão não atingia adolescentes até recentemente. No entanto o índice de suicídio triplicou nos últimos 30 anos para essa faixa etária. Esse dado é um forte indício dos novos paradigmas sociais.
Programas de tratamento têm obtido êxito para adolescentes. Pais e Professores ainda estão aprendendo a reconhecer o problema, já que na maioria das vezes o jovem não reconhece sua depressão.
Discernir outros sentimentos (tristeza, melancolia, desesperança, etc.) de depressão é de suma importância. Tais sentimentos não trazem grandes consequências ao nosso cotidiano e tendem a desaparecer naturalmente. Dificilmente o jovem deprimido sai da depressão sem ajuda. Não raro ela leva ao sentimento de se ‘estar louco’, gerando vergonha. Isso é um equívoco e preconceito.
Pesquisadores estimam que 5% da população sofre de depressão. De 10% a 25% das pessoas podem apresentar um episódio depressivo na vida.
Para eles o surgimento do problema se dá entre 15 e 19 anos. De fato, observou-se nas três últimas décadas um aumento muito grande do número de casos de depressão com início na adolescência, porém uma afirmação dessa natureza deve ser vista com cuidados. O fato de a depressão ter atingido mais adolescentes nas últimas décadas trás em seu bojo as mudanças sociais, não devendo as causas de seu surgimento a fatores meramente etários.
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0043 [INTERATIVO] Estou sendo assediada e não posso perder o serviço!

Estou adorando o meu trabalho em um aeroporto, mas, o meu supervisor está me assediando. Convida-me para sair, essas coisas. Ontem ele me disse que se não aceitar sair ele vai queimar meu filme com a gerência. Sou a única em casa que trabalha, faço faculdade e não posso perder o emprego.

Ana, 23, RJ

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Relações de trabalho estão no âmbito das relações humanas, e os interesses se manifestam. Obviamente que nesse caso de forma desrespeitosa. A primeira pergunta que surge é: quem está acima de seu supervisor? Pois a lei precisa ser invocada para que o respeito fique assegurado, e nesse caso entra no âmbito sexual.

O filme ‘Assédio Sexual’ com Demi Moore e Michael Douglas trás essa questão de forma muito interessante, mas há uma frase marcante de uma advogada: “Assédio não é uma questão de sexo. Assédio é uma questão de poder.” Nessa colocação feita no filme há um esclarecimento do que seja o assédio em si. Pois o poder está sujeito às leis que o regem.

Então me pergunto por que até agora você não chamou pela lei à qual seu supervisor está submetido, à hierarquia que lá existe. Empresas organizadas têm um organograma bem estruturado e primam por fazê-lo valer. Além do mais, sua tenra idade pode lhe favorecer no crédito que pode ser conferido ao seu depoimento. Fora isso não sei como poderia estar lhe ajudando.

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domingo, 9 de maio de 2010

0042 [ARTIGO] Depressão na Adolescência (I)

DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (I)

As mudanças sociais que sofremos nos últimos 30 anos trouxeram benefícios e preços a pagarmos. Na era industrial estávamos organizados verticalmente, sendo o Pai a referência e norteador de atitudes certas ou erradas. Essa organização social está em extinção e surgem novos sintomas. Não se ouvia falar em criança obesa ou depressiva. A criança e o adolescente de 30 anos atrás brincavam, corriam, pulavam o muro pra roubar manga e outras coisas.
Com o advento do computador e a globalização o ser humano passou a se isolar cada vez mais reduzindo sua vida social real. O jovem já nascido nesse mundo pós-industrial aprende rapidamente as novas formas de relações humanas, as relações virtuais. Pais ausentes, mundo digital x mundo real, jogos de internet x brincadeiras de rua são componentes de um panorama que se desenha, criando um terreno fértil para a solidão, falta de norte (Pai, Lei), isolamento. A criança e o adolescente buscam preencher o vazio antes quase exclusivo de adultos, que era expresso em distúrbios alimentares, drogadicção, e mais atualmente pela depressão.
São sintomas que já atingem fortemente uma nova faixa etária: o adolescente. Para o psicanalista paulista Carlos Genaro Gauto Fernandez, ‘a depressão é um desejo de adoecer que cedeu a ideais ilusórios’.
Numa sociedade sem ideais, sem norte, a depressão começa a atingir jovens e crianças.
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segunda-feira, 8 de março de 2010

0042 [INTERATIVO] Preciso de ajuda psicológica. Como faço?

Por favor, como faço para ter ajuda psicológica gratuita? Preciso muito de ajuda!
Anônimo.

Procure se informar nas universidades que tenham o curso de Psicologia. É obrigatório por lei que se ofereça esse serviço gratuitamente, sendo que o atendimento será feito por alunos de último ano de curso. Esse serviço é geralmente supervisionado por profissionais da área clínica da referida universidade, e geralmente ele têm um valor simbólico, até mesmo para a implicação do paciente no seu problema.
Também está garantido por lei o atendimento psicológico pelo SUS e embora não com a mesma frequência que um atendimento particular, é possível o acesso a quem não tem recursos financeiros para um tratamento com o mesmo rigor.
Fora isso acho que será difícil conseguir alguma coisa, ao menos profissional, uma vez que o Código de Ética da profissão proíbe atendimentos gratuitos e/ou com valor simbólico (muito inferior à realidade do mercado profissional da região).
Em todo caso, se não conseguir atendimento poderá obter maiores informações nesses dois pontos: universidade com o curso e/ou Posto de Saúde. Eles certamente indicarão onde
encontrar ajuda profissional séria. Boa sorte!

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terça-feira, 26 de janeiro de 2010

0041 [ARTIGO] OBESIDADE (VII) BULIMIA NERVOSA

OBESIDADE (VII) BULIMIA NERVOSA

A bulimia se diferencia dos outros distúrbios alimentares pela ingestão exagerada de alimentos seguida de sua eliminação por vômitos auto-induzidos, laxantes, jejuns longos ou prática exagerada de exercícios físicos. Comer compulsivamente seguido dessas ‘desintoxicações’ freqüentes pode causar graves prejuízos ao organismo da pessoa.
Pessoas com bulimia conseguem esconder o problema por anos devido à pequena variação de peso e pela eliminação do alimento ser uma prática secreta. Mas a culpa e a depressão estão
quase sempre associadas. Os mais suscetíveis são os que valorizam o corpo ‘atlético’ (modelo, bailarinas, atletas, etc.)
Geralmente o problema começa na adolescência, pela mesma razão do anoréxico: manter o corpo nos padrões ideais da cultura, explicando a grande incidência em mulheres, porém os
homens não escapam.

Alguns sintomas mais freqüentes:
• Interrupção da menstruação sem nítido ganho de peso;
• Exagero alimentar (compulsão);
• Vômitos ou uso de drogas para induzir o vômito (ficar longos
períodos no banheiro);
• Estranhos rituais alimentares;

• Comer secretamente;

• Obsessão por exercício físico;
• Depressão;
• Abuso de drogas e álcool
Para um tratamento eficaz é necessário o apoio familiar, uma equipe multidisciplinar com um clínico, um nutricionista, um psiquiatra e um terapeuta (individual, de grupo ou familiar).
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0041 [INTERATIVO] Sou bissexual, mas não sei qual é a dele!

Sou bissexual e conheci um cara faz pouco tempo. Ele foi o primeiro homem que saí e me apaixonei por ele, mas só fala para deixar rolar, deixar acontecer, mas o que eu vejo é que ele não quer, mas não diz isso! Será que ele está me usando, brincando com meus sentimentos? Preciso parar de correr atrás.

Adão, 21, SP.


Meu amigo, as dúvidas que levanta em sua questão não são exclusivas de relacionamentos como o seu. Ocorre com quem está amando, apaixonado, se envolvendo. Nossas expectativas quase nuca são correspondidas no mesmo grau e intensidade que investimos no ser amado. Essa defasagem tanto qualitativa quanto quantitativa pode nos levar à idéia de não correspondência, mas isso é uma hipótese.

Com sua idade e na sociedade atual a sexualidade humana está sem norte, sem fixação num objetivo claro e definido. Então talvez o fato de se apresentar como bissexual não seja definitivo em sua vida. Pode sim ser uma opção, mas a homossexualidade ou heterossexualidade explícita na questão não está clara a você, é o que me parece.

Mas voltando, da mesma forma que sua sexualidade pode estar em pleno processo de delineamento, os sentimentos dessa pessoa citada também podem estar confusos a ela e não saber o que realmente quer da vida, e consigo mesmo.

O fato é um só: ter claro o que deseja em sua vida é primordial. Sem isso pode sempre ficar à mercê de situações como essa.


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0040 [ARTIGO] OBESIDADE (VI) ANOREXIA NERVOSA

OBESIDADE (VI) ANOREXIA NERVOSA

Dentre os distúrbios alimentares mais comuns já falamos do comer compulsivo. Mas a pessoa que sofre de anorexia nervosa desenvolve uma rejeição à comida. Mesmo nunca tendo sido obesa tem uma distorção em sua imagem corporal a tal ponto que criam hábitos obsessivamente voltados ao emagrecimento, como se estivessem sofrendo de uma obesidade enorme, com total perda de controle da situação. A anorexia pode aparecer isolada, ou associada a bulimia, da qual ainda falaremos.

As vítimas da anorexia são em 95% dos casos mulheres na faixa de 15 a 20 anos, onde a busca pelo corpo idealizado e mitificado pela mídia é o que desencadeia e sustenta o distúrbio. Mulheres dos 30 aos 40 anos também são vítimas.

Para a medicina, é preciso ter influências genéticas com traços de depressão ou obsessão. Ao mesmo tempo admite-se maior incidência do problema em profissões em que o físico é um fator determinante (modelos, aeromoças, bailarinas e ginastas). A pessoa se convence que precisa emagrecer e o melhor jeito é cada vez comer menos. Convencer a pessoa do contrário é a coisa mais difícil do tratamento. O apoio familiar é muito importante.

Os principais sintomas:
• Excesso de preocupação com a alimentação, temendo a engorda;
• Culpa e ansiedade desproporcional por sair da dieta;
• Mesmo os outros dizendo que a pessoa está magra, com roupas largas, ela se acha com excesso de peso;

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0040 [INTERATIVO] Depressiva e Humilhada

Há sete anos recebi o diagnóstico de depressão e há um ano tomo medicamentos. Ao relatar meus sintomas à psiquiatra fui chamada de mimada e outras coisas. Disse que não havia remédios no mundo para me curar e que só um psicólogo resolveria meus problemas. Senti humilhação e preconceito.
Ester, 29, professora.

Atrás de um profissional há um ser humano e talvez ela seja uma exceção. O mais importante é o que sentiu.
Na cura da depressão o tratamento deve ser multidisciplinar. O depressivo vê o mundo de forma distorcida, esperando dos ‘responsáveis’ mais do que podem dar e esforçam-se menos do que deveria.
A depressão não é apenas uma questão de neurotransmissores. Esta é uma das diferenças entre os tratamentos médico e psicanalítico.
O diagnóstico recebido parece-me o mais perigoso de sua queixa. Ele se cola em você de tal forma que assume ser a própria doença. "Eu sou a depressão", poder-se-ia arriscar. Enfrentará mais dificuldades na cura. Medicamentos lhe retiram a responsabilidade por seu sintoma, passando a idéia de cura sem implicação de seu desejo.
Sou da opinião que a médica a provocou em sua honra, pois depressão está intimamente ligada a ela. Alienado de si o depressivo percebe um mundo irreal. Posiciona-se como vítima e um profissional dificilmente será seu cúmplice. Se não estivesse medicada talvez vivesse outra situação.

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quarta-feira, 23 de setembro de 2009

0039 [ARTIGO] OBESIDADE (VI) MITOS E VERDADES

OBESIDADE (VI) MITOS E VERDADES

O tema obesidade carrega muitos mitos. Os mais comuns:

Sauna Emagrece -> Mito.
O que se perde na sauna são sais minerais e água no suor, que logo será recuperado

Musculação Engorda -> Mito.
A atividade física da musculação pode levar a um ganho de peso de massa magra que dá uma falsa impressão de engorda, sendo que esse ganho favorece manter do peso ideal.

Remédio para emagrecer causa dependência -> Mito.
Inibidores de apetite retiram da pessoa a responsabilidade por suas emoções. Dependência é quando na remoção há síndrome de abstinência. Porém altas dosagens de anorexígenos conduzem à dependência.

O que é diet não engorda -> Mito.
Produto diet é produto sem adição de açúcar. Mesmo estes podem apresentar alto teor calórico (chocolates, sorvetes) e devem ser evitados mesmo os diet. Não se deve confundir com produtos light (teor reduzido de calorias).

Exercício abdominal tira barriga -> Mito.
Exercícios localizados para a musculatura da parede abdominal não representam perda localizada de gordura.

• Carboidratos engordam -> Apesar de verdade,
as gorduras engordam muito mais. Toda dieta cortava pães, arroz, feijão batata, massas. Se ingerirmos pouco carboidrato, há redução na atividade da serotonina, controladora do apetite.

• Refrigerante dietético engorda -> Mito.
O sabor adocicado leva-nos a crer que sim, mas não engorda mesmo. Um copo de refrigerante não dietético contém 90 Kcal, contra menos de 1 Kcal dos dietéticos.
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0039 [INTERATIVO] Metade de mim se foi com ele

Meu amigo de infância foi assassinado num assalto. Parece que metade de mim se foi com ele, que parte da minha história foi apagada. Momentos juntos, risadas, bebedeiras, entre tantas lembranças! Mesmo não o vendo todo dia conversávamos diariamente pelo MSN. O assassino continua tirando vidas e a Polícia não faz nada!
Bruna, 25.


A morte talvez seja a perda mais significativa que experimentamos na vida. Não há o que se fazer a não ser enfrentá-la e não se deixar estancar, se congelar nesse ponto. Se isso acontece pode surgir um trauma. No entanto você tem muitas lembranças de bons momentos que tendem a se tornar o mais importante de agora em diante.

Todos nós somos insubstituíveis, mas nem por isso o vazio deixado pela ‘metade que se foi’ fica impedido de ser preenchido de alguma forma. As pessoas de seu meio ganham significados diferentes, novas coisas surgem na vida e vai-se superando. É um reaprender a viver, agora sem esse amigo no mundo real. Aliás, ele era cotidiano em seu mundo simbólico pelo MSN, embora talvez o visse constantemente.

Nós seres humanos somos assim mesmo: às vezes quase nunca vemos alguém, mas o simples fato desse alguém existir, estar à nossa mão é o suficiente. E só na sua ausência podemos ter a exata medida da importância dessas pessoas.
A responsabilidade está mais para os políticos que para a Polícia que nada fazem para mudarem leis que os favorecem.


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quarta-feira, 2 de setembro de 2009

0038 [ARTIGO] OBESIDADE (V) - SÍNDROME DO COMER NOTURNO (SCN)

OBESIDADE (V) SÍNDROME DO COMER NOTURNO (SCN)

A Síndrome do Comer Noturno (SCN) combina desordens de humor e sono, associadas a certo grau de transtorno bipolar. Só o transtorno bipolar em si já se configura em grande problema. Mas na SCN o sujeito fica com total falta de apetite pela manhã, hiperfagia noturna (ingestão excessiva de alimento) e insônia associadas à bipolaridade.

Por não ser um consenso diagnóstico médico, o sofrimento não é apenas do paciente, mas também do médico que não se encontra sustentado por paradigmas tal como o CID-10 (Código Internacional de Doenças), e assim propor uma medida acertada de prognóstico à doença.
O Dr. Stunkard e outros autores, ao longo de vários estudos recrutaram voluntários e chegaram aos seguintes dados:

· Enquanto a frequência de SCN era de 1,5% na população, ela subia para 9,0% em pacientes de clínicas para emagrecimento;
· Pacientes SCN ingerem mais da metade das calorias do dia entre as 20h e 6h;
· Mais da metade das várias vezes que acordam durante a noite é exclusivamente para comer;
· Apresentam piora no humor no período noturno.
A Filadélfia declarou guerra contra a obesidade depois de ser eleita “a cidade mais obesa dos EUA”. 30% da população é obesa e apenas 14% pratica alguma atividade física.


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0038 [INTERATIVO] Será que ela é mesmo amiga?

Estou vivendo um momento mágico, um amor de ainda 12 dias, e sinto muita coisa boa pela frente. Mas surgiu uma mulher fatal e não sei se vou conseguir ficar com ele. Durante um conflito que tivemos essa pessoa foi mediadora, mas agora que estamos bem percebo que ela tenta tirar proveito próprio. Sempre se apresenta insinuante, diz ser amiga, mas sinto que esteja “dando de cima” desse grande e doce amor. O que fazer?
Lúcia, 30, Paraná.

Um romance tão novo pode mesmo gerar muitas dúvidas, afinal estão se conhecendo e nossas fantasias ganham asas. Mas quando se refere a essa mulher como ‘fatal’, o faz sob qual aspecto? Sua colocação faz parecer que o seja de um suposto poder sexual. É interessante levantarmos essa hipótese, pois a avaliação que você faz dela pode não ser a mesma dele. Você já colocou isso a ele? Como ele se posiciona no triângulo formado? Ele dá indícios de interesse nela?

Pode ser que o pouco tempo de namoro não tenha sido suficiente para desenvolver confiança mútua. Ou não o sente confiável? Veja que se num primeiro momento ela mediou um momento de tensão, mostrou-se disposta a ajudá-los, o que soa contrasenso com sua queixa, mas perfeitamente cabível, pois os interesses mudam.

A mim fica a impressão de estar insegura pela força do sentimento que sustenta a magia desse momento que vive. Mas a situação que vive só você mesma que pode avaliar.
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sexta-feira, 24 de julho de 2009

0037 [ARTIGO] OBESIDADE (IV) COMPULSÃO ALIMENTAR

OBESIDADE (IV) COMPULSÃO ALIMENTAR

O comer descontroladamente sem perceber e a associação entre o alimento e as emoções (fome emocional) são marcas de a compulsão alimentar em que o comer encobre emoções mal resolvidas. A compulsão de forma geral aparece na drogadicção, onde a emoção associada impulsiona o sujeito a um comportamento indesejado de força superior à sua vontade. Distúrbios alimentares são marcados pela compulsão, seja ela pelo comer ou pela sua evitação (anorexia). Come-se por estar alegre ou por estar triste. São justificativas para a compulsão.
A associação desde a infância que é feita entre o alimento e a emoção pode desenvolver um quadro compulsivo, mas ainda pior é o efeito da mídia cujo ideal de beleza é o magro. Muitos que, preocupados em estarem dentro desse ideal sem mesmo serem obesos, começam a se achar gordos e iniciam dietas que depois de terminadas comem mais e engordam. Outra dieta e a pessoa fica prisioneira de um círculo vicioso. A tendência é sempre subir seu peso e o ciclo dieta-gula pode levá-lo à compulsão alimentar.

O comedor compulsivo:
· Pensa muito em comida;
· Sente-se culpado ao comer;
· Come sem estar com fome;
· Perde o controle diante da comida;
· Sofre com o efeito sanfona (emagrece e engorda)
· Alterna períodos de dieta com os de comilança
· Ocorre distorção da imagem corporal;
· Possui auto-estima baixa.

Fonte: www.pensemagro.com.br/

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quinta-feira, 23 de julho de 2009

0037 [INTERATIVO] Sou sensível demais, facilmente sinto um nó na garganta

Considero-me uma pessoa extremamente sensível e até mesmo vulnerável em diversas ocasiões, tanto boas quanto ruins. Pode ser uma música, alguma coisa que me falem. Fico até magoada se sinto que não me dão atenção. Não sei nem explicar, são muitas situações que me fazem sentir um nó na garganta, um aperto no coração. Tanto com emoção, mas também com tristeza. É normal isso?
Cíntia, 20, RJ.

Com sua idade todos somos muito vulneráveis em situações que mais tarde na vida sentimos como fáceis de lidar. Mas o que chama a atenção é sua percepção própria, esse incômodo que sente por uma suposta sensibilidade a mais. Se ela lhe causa angústia, paradoxalmente também é fonte de fortes emoções que em pessoas ‘menos sensíveis’ não são muito vividas.
No desabrochar da vida ficamos suscetíveis por sensações e emoções fortes. Está iniciando sua vida adulta, o que lhe dá certa insegurança pelo desconhecido, coisa da fase mesmo. Chama-me a atenção em especial sua mágoa por uma suposta falta de atenção. Talvez sinalize com isso sua auto-estima que precisa ser mais bem trabalhada.
Você pergunta se é normal. Para nós não há uma divisão entre o normal e o patológico. Existe o sujeito que se queixa de algo ou não. Para o primeiro há possibilidades de um trabalho em análise que o retire de lugar de vítimas, saindo da queixa para uma posição de responsabilidade que elimina o surgimento da culpa.
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quarta-feira, 8 de abril de 2009

0036 [ARTIGO] Obesidade (III) – Fome Emocional

OBESIDADE (III) – FOME EMOCIONAL

A obesidade está baseada no conceito de fome emocional. A fome física é a necessária para nosso sustento, enquanto a emocional ultrapassa essa necessidade. Surge a pergunta: como distinguir uma da outra?
A pergunta aparentemente óbvia, mas adequada é: “Estou com fome?” Uma das características do obeso é a compulsão por comer, levando-o a comer pelas mais variadas razões. Come por que:

· ‘a comida está lá’;
· ‘alguém se preocupou em prepará-la’;
· ‘pagou por ela’;
· ‘está ansioso’;

Enfim, acha justificativas para sua necessidade emocional do comer. E a fome emocional é que o leva à obesidade.
Para distinguir uma fome de outra observe se sua mão ou sua mente se movem na direção do alimento quando já está saciado. Se isso ocorrer você é compulsivo por comer, e potencialmente obeso. É necessário que a ligação entre o alimento e a fome física seja refeita, pois no compulsivo essa ligação estabeleceu-se pela via das emoções que estão para além das necessidades físicas. É onde reside o ponto sintomático, à luz da Psicanálise.
De certa forma essa ligação é o que sustenta a idéia de que o obeso tem que se restringir a certos alimentos. Não é verdade. A restrição que cabe ser feita é quanto ao hábito compulsivo, podendo comer de tudo se refeita a ligação alimento e fome física para uma vida saudável. Obviamente que o teor calórico deve ser considerado.

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