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segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

0127 [Artigo] Palmadas Pedagógicas (VII) Palmada não é Palmatória



Palmadas Pedagógicas (VII)
Palmada não é Palmatória

O jovem quer o máximo de liberdade e o mínimo de responsabilidade. É um engodo. Só há liberdade se a responsabilidade antecedê-la. Todo o processo educativo numa pessoa visa formá-la cidadã de direitos e obrigações. 
Para Renato Janine Ribeiro (Professor titular de Ética e Filosofia Política da FFLCH/USP, SP) “o eixo da responsabilidade jurídico-penal está na ligação liberdade/responsabilidade. (...) Toda a questão da cidadania está nesse eixo. Só o sujeito livre e responsável será cidadão. Quem é livre, mas não responde por seus atos é déspota. Quem responde por seus atos sem liberdade é escravo ou súdito.”
Não existe liberdade sem responsabilidade
Paulo Mendonça, pai de duas adolescentes, tem dificuldade em dar umas palmadas. Quando criança costumava apanhar, por isso deixa que sua esposa Eliete aplique o corretivo que julgar adequado. Eliete acha que a autora do projeto foi infeliz ao comparar palmadas eventuais com a palmatória. Explica que na palmatória havia uma humilhação implícita e a criança apanhava na frente de todos e as palmadas só ocorrem em casa.
O que parece ficar cada vez mais evidenciado é que na medida em que a moral da cultura se relativiza, um corretivo verbal se enfraquece diante do novo espectro moral que ganha cada vez mais espaço. O uso das palmadas pode com isso ter mudado seu sentido, já que a moral se relativizou.
Fonte: Jornal Opção

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sábado, 15 de dezembro de 2012

0119 [Artigo] A Audiência de Bruno



A AUDIÊNCIA DE BRUNO

A mídia faz tudo em nome de audiência
Quando o cantor Belo foi acusado de envolvimento com o tráfico de drogas, uma emissora de TV manteve a notícia no ar por 2 horas sem intervalos. Baseados numa fita gravada que era tocada a todo instante, nomes iam sendo citados e ligações telefônicas surgiam em defesa. O noticiário superou os maiores índices de audiência.
Estamos vendo, de uma forma um pouco diferente, o mesmo acontecer com o caso Bruno. Em nome da audiência, a mídia exerce um papel que não é o seu: o mérito do julgamento que cabe ao judiciário, a portas fechadas, com as partes representadas, um juiz presidindo a audiência, etc.
A figura do pai (representante da Lei) em nossa sociedade se encontra em declínio vertiginoso. Era o pai quem dava o norte, organizava a casa. Isso acabou. Não vivemos mais aquela sociedade do certo/errado, nossa organização atual não é mais hierarquizada, a globalização horizontalizou as relações Esses fenômenos são sintomas da ausência paterna.
No momento em que a mídia noticia os fatos apontando culpados de certa forma está exercendo um papel que não é legitimamente seu. É bom deixar claro que isso não é um posicionamento favorável ou contra a acusação de Bruno (forma como a mídia veiculou a matéria).
Esse poder da mídia é muito perigoso. Uma investigação policial é criteriosa e não se preocupa com índices de audiência, mas emissoras de rádio e TV sobrevivem deles.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

0117 [Perg/Resp] Como agir após o 1º encontro?


Nos encontramos, agora não sei se telefono!
Depois de um primeiro encontro maravilhoso (iniciado no virtual) devo esperar o homem ligar? Devo falar que não quero algo casual ou o deixo pensar que tanto faz? Quando deixamos as coisas claras parece que fica mais difícil! Quando saio do carro nunca pergunto o que ele achou de mim ou se nos encontraremos outra vez! Receio parecer fria ou desinteressada!
Célia. 

Houve um tempo que se era ou amigo ou namorado. Isso mudou. Ao contrário do que possa parecer, iniciar um relacionamento casual não denota vulgaridade, necessariamente. Hoje as pessoas estão tendo que se responsabilizar por suas escolhas sem qualquer outra garantia de dever cumprido, exceto o preço por nosso desejo. Havia uma régua moral que media o certo e o errado; Se nossa singularidade está tendo mais espaço, uma nova postura é necessária.
Os receios que relata referem-se à moral anterior à globalização, onde o dever era indicado por uma instância externa. A sociedade mudou e não nos cabe mais recorrer aos paradigmas que suas colocações evidenciam. As funções não são mais exclusivas de homens ou mulheres. Se de um lado a mulher está conquistando o homem, por outro ele não se vê mais na obrigação de responder a isso.
Parecer fria ou desinteressada é uma impressão que surge por uma atitude que não desejaria a você. Parece estar mais dissimulando um sentimento que a frieza propriamente dita, não?

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sexta-feira, 24 de junho de 2011

0088 [Artigo] Novos Paradigmas Sociais


Admirável Sociedade Virtual (III)

O virtual favorece a quebra da moral e ética
Como dito na edição (I), em Admirável Mundo Novo a educação sexual se iniciaria na infância, o conceito de família inexistira e as pessoas viveriam sem ética religiosa e valores morais atuais. Não tão nitidamente isso ocorre no Orkut, organizado horizontalmente, em tribos (comunidades), e sem a estrutura típica da família nuclear. Essa é uma das marcas da sociedade globalizada, onde a organização vertical dá lugar a novos paradigmas.
A primeira sociedade que conhecemos é a família, que hoje se encontra organizada de múltiplas formas, em oposição à família nuclear em cuja organização hierárquica o pai representava da lei.
Mesmo contra os Termos de Serviços da Google há a participação de menores no site, consentida pelos pais, e o conseqüente acesso a conteúdos sexuais explícitos, seja por meio das comunidades, seja pelo acesso a perfis com imagens de nudez ou outros, sem a menor possibilidade de controle. Temos fortes elementos da obra de Huxley escamoteados: sexualidade estimulada desde tenra idade, conceito modificado de família, ética e moral pluralizada. Se na era anterior à globalização tínhamos a ética do dever (isso deve, aquilo não) com a horizontalização da nova estrutura social temos que responder a nossa singularidade. A aplicação da estrutura vertical no orkut faz emergir a figura dos tiranos, incapazes de responder aos novos paradigmas.
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P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : pedrogobett@yahoo.com.br
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