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quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

0122 [Artigo] Palmadas Pedagógicas (II) A Favor ou Contra?



Palmadas Pedagógicas (II)
A Favor ou Contra?

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A FAVOR ou CONTRA as palmadas?
Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha revelou que 54% dos entrevistados são contra a lei que proíbe os pais de qualquer castigo físico aos filhos menores e somente 36% são a favor. Das mães entrevistadas, 69% já bateram nos filhos contra 44% dos pais.
O promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná Murillo José Digiácomo é totalmente contrário:
“As pessoas geralmente ficam indignadas e chocadas quando vêem um filho batendo em um pai idoso. Por isso, acredito que elas devem ter a mesma reação ao verem um pai batendo em uma criança indefesa”, afirma.

Na seqüência ele defende que os pais não devem ser punidos, mas sim orientados na melhor forma de educar os filhos. Fiquei me perguntando qual seria “a melhor forma”. Cada pai e mãe dão o que acreditam ser o melhor. Não há como universalizar, portanto. Estamos em uma sociedade que sofre transformações profundas e rápidas. A pluralidade de visões é imensa, gerando inúmeras posturas diferentes diante das situações.
Questões que atingem toda a sociedade são polêmicas. O problema é que uma punição física pode deixar marcas psicológicas.

Depoimento: “Fui uma criança impossível, que sempre levava a culpa e muitas vezes eu não tinha a culpa. Levei uma bela sessão de cinta por algo que não fiz. Cresci com uma marca no meu dedo. Quando suspeito de meus filhos olho a cicatriz e cuido pra JAMAIS repetir tal erro”.

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sábado, 15 de dezembro de 2012

0119 [Artigo] A Audiência de Bruno



A AUDIÊNCIA DE BRUNO

A mídia faz tudo em nome de audiência
Quando o cantor Belo foi acusado de envolvimento com o tráfico de drogas, uma emissora de TV manteve a notícia no ar por 2 horas sem intervalos. Baseados numa fita gravada que era tocada a todo instante, nomes iam sendo citados e ligações telefônicas surgiam em defesa. O noticiário superou os maiores índices de audiência.
Estamos vendo, de uma forma um pouco diferente, o mesmo acontecer com o caso Bruno. Em nome da audiência, a mídia exerce um papel que não é o seu: o mérito do julgamento que cabe ao judiciário, a portas fechadas, com as partes representadas, um juiz presidindo a audiência, etc.
A figura do pai (representante da Lei) em nossa sociedade se encontra em declínio vertiginoso. Era o pai quem dava o norte, organizava a casa. Isso acabou. Não vivemos mais aquela sociedade do certo/errado, nossa organização atual não é mais hierarquizada, a globalização horizontalizou as relações Esses fenômenos são sintomas da ausência paterna.
No momento em que a mídia noticia os fatos apontando culpados de certa forma está exercendo um papel que não é legitimamente seu. É bom deixar claro que isso não é um posicionamento favorável ou contra a acusação de Bruno (forma como a mídia veiculou a matéria).
Esse poder da mídia é muito perigoso. Uma investigação policial é criteriosa e não se preocupa com índices de audiência, mas emissoras de rádio e TV sobrevivem deles.

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segunda-feira, 26 de novembro de 2012

0117 [Perg/Resp] Como agir após o 1º encontro?


Nos encontramos, agora não sei se telefono!
Depois de um primeiro encontro maravilhoso (iniciado no virtual) devo esperar o homem ligar? Devo falar que não quero algo casual ou o deixo pensar que tanto faz? Quando deixamos as coisas claras parece que fica mais difícil! Quando saio do carro nunca pergunto o que ele achou de mim ou se nos encontraremos outra vez! Receio parecer fria ou desinteressada!
Célia. 

Houve um tempo que se era ou amigo ou namorado. Isso mudou. Ao contrário do que possa parecer, iniciar um relacionamento casual não denota vulgaridade, necessariamente. Hoje as pessoas estão tendo que se responsabilizar por suas escolhas sem qualquer outra garantia de dever cumprido, exceto o preço por nosso desejo. Havia uma régua moral que media o certo e o errado; Se nossa singularidade está tendo mais espaço, uma nova postura é necessária.
Os receios que relata referem-se à moral anterior à globalização, onde o dever era indicado por uma instância externa. A sociedade mudou e não nos cabe mais recorrer aos paradigmas que suas colocações evidenciam. As funções não são mais exclusivas de homens ou mulheres. Se de um lado a mulher está conquistando o homem, por outro ele não se vê mais na obrigação de responder a isso.
Parecer fria ou desinteressada é uma impressão que surge por uma atitude que não desejaria a você. Parece estar mais dissimulando um sentimento que a frieza propriamente dita, não?

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terça-feira, 4 de outubro de 2011

0099 [Artigo] O Significado do Corpo (II)


O SIGNIFICADO DO CORPO (II)

O corpo do homem é seu pensamento
O corpo masculino se constitui diferentemente do feminino. Não me refiro à sua anatomia, mas especialmente em seu significado. O corpo do obsessivo abstrai-se em seu pensamento, intelecto; a histérica tem no corpo físico o representante fálico. Seu falo é o corpo como um todo. Essa dicotomia é indicativa de muitas divergências entre os gêneros. 
Uma de suas evidências é o caráter exclusivo no feminino. Não se compara uma mulher à outra. “Você é linda como a Ana Paula Arósio” seria imperdoável. No entanto, os homens até se agradam com elogios comparativos: “Esse rapaz é um Einstein” é um elogio e tanto.
O pensamento do obsessivo é o que sustenta seu narcisismo. As crises conjugais refletem bem isso. Ele calcula, reflete, pensa no que deu errado, já que tudo fora milimetricamente planejado. Por quê? Onde está o erro? A auto-reflexão é, muitas vezes, a base do narcisismo. 
Nos primórdios da infância o obsessivo teme a castração por entender, de alguma forma, o caráter incestuoso de seu desejo edípico. Esse temor o conduz a sucessivos cálculos para reduzir a angústia emergente. Isso se perpetua por toda sua vida. De forma oposta, sendo castrada em sua natureza, a mulher tem no corpo o seu falo. Não teme a perda de um membro, mas se sabe constituída por uma falta. É a percepção da falta que faz da mulher muitas vezes um ser voraz, insaciável, nunca satisfeito.
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quarta-feira, 7 de setembro de 2011

0098 [Artigo] O Significado do Corpo (I)


O SIGNIFICADO DO CORPO (I)
A mídia associa corpos a produtos

O corpo feminino sempre foi valorizado em nossa cultura, mas nunca tão explorado como objeto de consumo. Valendo-se do apelo sexual, a mídia o associa ao produto anunciado. Para Berenice Bento, doutora em sociologia e pesquisadora da Universidade de Brasília “não há sutileza, as mulheres estão ali para serem consumidas. Os anúncios revelam que a mulher é algo para servir ao homem e mostram como estamos longe de uma sociedade com eqüidade de gêneros”.
Esse tipo de apelo na verdade acompanha uma ideologia que permeia a civilização. Os meninos desde pequenos são valorizados pela sua inteligência: ‘que garoto inteligente’ é comum de se ouvir. As meninas aprendem que é a estética física que conta: ‘que menina linda é você’ seria o correlato. Nessa esteira a mídia vai de carona e reforça essa representação em nosso universo simbólico. 
Porém o Conselho Nacional de Auto-regulamentação Publicitária (Conar) abriu três processos éticos que analisam a campanha de lançamento da cerveja ‘Devassa Bem Loura’ cuja garota propaganda é a Paris Hilton. Uma denúncia de consumidor levou à investigação de 'utilização de apelos à sexualidade e desrespeito moral às mulheres'. O segundo investiga o estimulo do abuso excessivo do álcool, mas o terceiro foi aberto pela Secretaria Nacional dos Direitos da Mulher. O site do produto não deixa dúvidas quanto aos motivos.
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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

0096 [Artigo] Sexo no Relacionamento (VI)


O SEXO NOS RELACIONAMENTOS (VI)

Capital e libido caminham juntos
Em uma sociedade que incentiva o consumo, modelos de moda nos são apresentados. Criam-se estereótipos, especialmente físicos, que servem como canais para se atingir seu objetivo: o lucro. Nesse movimento o sexo acaba muitas vezes subordinado ao capital. O fator econômico está tão intimamente ligado à sexualidade humana que se compõem em uma das principais queixas na clínica quanto a questões sexuais e amorosas.
A sexualidade é de tal forma complexa que todas as áreas de nossa vida podem atingi-la duramente, causando grande dor e sofrimento nas pessoas.
Freud dizia que o visual ganhou maior importância quando o homem se tornou bípede. Até então o olfato era predominante. Do homem das cavernas para os dias atuais a visão só ganhou força.
Na sociedade pós-industrial, tecnológica e cientificamente desenvolvida, artifícios estéticos como silicone, lipoaspiração, anabolizante, plásticas, e demais aparatos estão muitas vezes a serviço do culto ao corpo. A pergunta que surge é: o fisiculturismo tão apregoado por tantos não nos atrai pelo visual? Esse visual se presta ao amor ou ao sexo? Diz Exupèry: “O essencial é invisível aos olhos”. Se isso é verdade, buscamos o sexual através do não essencial e perdemos o melhor dele que é o amor, este sim invisível.
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terça-feira, 23 de agosto de 2011

0094 [Artigo] Sexo nos relacionamentos (IV)


O SEXO NOS RELACIONAMENTOS (IV)

Houve um tempo em que o sexo era exclusivamente para a procriação e preservação da espécie. Com tantas mudanças sociais isso se modificou, mas surge um forte apelo ao sexo nas relações, sua conseqüente banalização tendo um aumento na promiscuidade. Apesar de as novas formas de relacionamento favorecerem esse fenômeno, muitos já descobriram que a ausência de compromisso e cumplicidade podem ter desfechos indesejados. Relacionamentos baseados na ideologia do ‘eu sou de todo mundo e todo mundo é meu também’ já não dão tanto ibope como antes. A cultura que o inventou agora o desinventa. Destaco a frase:  'A sociedade é como um carro em movimento que não pode parar para trocar as rodas'.
'Ficar' já não dá mais tanto ibope
Não há um perfil possível a ser delineado no que diz respeito aos pacientes que se queixam de problemas de natureza sexual. O universo sexual engloba tantas facetas da vida humana que qualquer tentativa nesse sentido seria um reducionismo, para não dizer desastre.
Quando se tem como ferramenta a Psicanálise isso se torna ainda mais difícil. O enfoque dado pelas teorias psicanalíticas não se pauta em diagnósticos como é praxe da medicina. Sabemos de estruturas de personalidades e sabemos que elas se apresentam em nós em graus diferentes, numa direção ou noutra. A complexidade da Psicanálise é um reflexo da complexidade de nossa constituição como seres humanos.

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terça-feira, 17 de junho de 2008

0011 [ARTIGO] Medicalizar, Patologizar, Excluir

MEDICALIZAR, PATOLOGIZAR, EXCLUIR


Usa-se medicamento p/ tudo
Nossa sociedade se transformou estruturalmente. Ajudada pela globalização passou a ter uma organização horizontal, tribal, por comunidades. Isso tem reflexos diretos na família e na escola, nossas primeiras experiências em sociedade.
Não podemos contestar a contribuição da neurociência para nosso bem-estar, contudo a medicalização tem tratado problemas de natureza sócio-econômico-cultural com drogas. Para Maria Salum, Doutora em Psicologia e integrante do Núcleo de Saúde do CRP/SP, antidepressivos podem ajudar as pessoas desde que não reduzam o sofrimento psíquico ao ponto de o tornarem crônico.
Para Maria Aparecida Affonso Moysés, Professora Titular da UNICAMP, “o método clínico cresce porque acalma conflitos”. Atribuir a causa de uma dificuldade escolar a uma doença isenta pais, educadores e governos de suas responsabilidades. Numa sociedade imediatista, recorrer a um comprimido é uma idéia altamente tentadora.
Pais e educadores se encontram perdidos diante de problemas dessa nova ordem social e lhes aplicam velhas fórmulas. Antes vivíamos numa sociedade vertical, hierarquizada. Agora horizontalmente organizada precisamos inventar soluções para seus problemas. Em nossa incompetência, “a biologização de questões sociais passou a ser a resposta rotineira para os conflitos sociais”, como afirma Cida Moysés. Os efeitos disso recaem sobre o aluno que acaba sendo o único responsável por toda a situação.

Fonte: Psi Jornal de Psicologia CRP/SP – nº 155 – mar/abr, 2008.
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