domingo, 6 de janeiro de 2013

0124 [Perg/Resp] Terminei mas não esqueço o ex-namorado



Há dois anos terminei um relacionamento de quatro anos cheio de altos e baixos, mas não consigo tirá-lo de meus pensamentos. Terminei consciente que não daria mais certo e com a certeza que não o quero de volta; não o amo mais e ele sumiu. Mas ele está presente em meus pensamentos! Queria nem pensar nele. Como faço?
Samantha.

Ele não sai de meus pensamentos
Dois anos é um tempo razoável para a elaboração da realidade que escolheu seguir, a da separação. Diz ter terminado consciente, certa de não amá-lo mais, etc., mas isso fica facilmente questionado quando não deixa de pensar nele após esse tempo. Se essa questão estivesse mesmo resolvida, quando se recordasse dele o faria de uma outra forma menos angustiante, mas não é o que acontece.
Sua certeza e consciência de sua decisão são racionais, calculadas. Porém as razões do coração não seguem essa lógica. Escapam ao nosso saber e atingem nossa verdade, velha desconhecida nossa.
Para a superação de perdas na vida é essencial aceitar e assimilar emocionalmente essa mudança, vivendo-a, em oposição a sabê-la. Mas busca compreender o incompreensível.
Quando não incorporamos as transformações ocorridas nas emoções, a razão inevitavelmente se choca com o sentimento e disso resulta um conflito. A angústia emerge como resultado.
Repensar o que de fato ele ainda lhe representa pode lhe abrir novos horizontes para melhor elaborar esse luto.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sábado, 5 de janeiro de 2013

0123 [Artigo] Palmadas Pedagógicas (III) Dinâmica Familiar



Palmadas Pedagógicas (III)
Dinâmica Familiar 

A Constituição de 1988 estabelece como dever da família, sociedade e Estado assegurar à criança e ao adolescente os direitos básicos de cidadãos, além de salvaguardá-los de toda forma de violência, crueldade e opressão, (em síntese). Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) "nenhuma criança ou adolescente será objeto de (...) violência, crueldade e opressão (...)". No artigo 18: "É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor".
Pais podem perder o Pátrio Poder
De acordo com o Código Civil apenas os castigos “imoderados” podem levar à perda do pátrio poder dos pais. A deputada federal Maria do Rosário (PT/RS) autora do PL sugeriu a retirada desse termo alegando subjetividade, não sendo mais permitida qualquer punição física.
É exatamente nesse ponto que incidem algumas questões. Não podemos perder de vista o ano eleitoral e ao que tais PL se destinam. Outra questão crucial: Com a retirada do termo “imoderado” exclui-se a subjetividade da dinâmica em que dada família se organiza. Algumas crianças pedem de seus pais um limite maior, nem sempre possível pelo diálogo. Uma criança pequena pode não entender o mundo adulto; por outro lado, o adolescente atual é bem mais malicioso que o da época da prezada deputada. Não pretendo defender uma posição, apenas pensar a questão. 

Fonte: www.jornalopcao.com.br

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0123 [Perg/Resp] Tenho azar nos relacionamentos


Tive relacionamentos ruins

Meu namorado, 37 anos, é uma paixão da adolescência. Ele é dependente químico, depressivo, vive em função do passado e com medo, além de ser muito mentiroso. Sempre tive problemas nos relacionamentos. Com 21 anos engravidei de um homem casado de 56 anos. Depois fui casada por cinco anos, mas ele só me batia e me usava. Agora esse solteiro, sem filhos, (sonho em ter outro filho), mas talvez minha vida piore. As pessoas me acham uma rocha, mas sou muito frágil, com dificuldade em expor sentimentos. Mês que vem irei a um psiquiatra, quero mudar. Talvez seja melhor ficar só e curar minhas feridas.
Cecília, 35.

Focarei minhas considerações no seu relacionamento atual. O dependente químico tem um perfil de uma pessoa manipuladora, insegura, instável, auto-estima baixa. Isso talvez explique seus medos. Como você bem sinalizou, desde muito cedo teve envolvimentos sem muito pensar nas conseqüências deles. E da forma colocada esse atual não trará mesmo momentos dos mais promissores, digamos, e você já percebeu por que.
Tantos desencontros amorosos fragilizam qualquer pessoa, e uma retração e dificuldade em se expor acaba acontecendo de forma meio natural, como que pra evitar mais sofrimento.
Fiquei com a impressão que está depositando uma esperança na consulta psiquiátrica. Ledo engano. Médicos vão lhe prescrever medicamentos, mas curar esse tipo de feridas só num processo de análise.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

0122 [Artigo] Palmadas Pedagógicas (II) A Favor ou Contra?



Palmadas Pedagógicas (II)
A Favor ou Contra?

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A FAVOR ou CONTRA as palmadas?
Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha revelou que 54% dos entrevistados são contra a lei que proíbe os pais de qualquer castigo físico aos filhos menores e somente 36% são a favor. Das mães entrevistadas, 69% já bateram nos filhos contra 44% dos pais.
O promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná Murillo José Digiácomo é totalmente contrário:
“As pessoas geralmente ficam indignadas e chocadas quando vêem um filho batendo em um pai idoso. Por isso, acredito que elas devem ter a mesma reação ao verem um pai batendo em uma criança indefesa”, afirma.

Na seqüência ele defende que os pais não devem ser punidos, mas sim orientados na melhor forma de educar os filhos. Fiquei me perguntando qual seria “a melhor forma”. Cada pai e mãe dão o que acreditam ser o melhor. Não há como universalizar, portanto. Estamos em uma sociedade que sofre transformações profundas e rápidas. A pluralidade de visões é imensa, gerando inúmeras posturas diferentes diante das situações.
Questões que atingem toda a sociedade são polêmicas. O problema é que uma punição física pode deixar marcas psicológicas.

Depoimento: “Fui uma criança impossível, que sempre levava a culpa e muitas vezes eu não tinha a culpa. Levei uma bela sessão de cinta por algo que não fiz. Cresci com uma marca no meu dedo. Quando suspeito de meus filhos olho a cicatriz e cuido pra JAMAIS repetir tal erro”.

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sábado, 29 de dezembro de 2012

0122 [Perg/Resp] Ele me ligou e terminou o namoro


Após 1 ano e meio ainda não o esqueci

Sou viúva e namorei por três anos o homem que mais amei na vida. Sem explicações ligou e terminou (depois soube que voltou com a ex). Após um ano e meio ainda o amo e até sonho com os dois. Saí com outros e me arrependi depois. Já tentei de tudo para esquecê-lo, engordei, perdi a auto-estima. Sei que estou encubando esse amor. Quando há uma ruptura a pessoa leva um pouco da gente, mas ele levou muito de mim. Quando um homem se aproxima acho que é por interesse. Estou levando a vida, às vezes saio com amigas, mas sou infeliz. Como quebrar esse vínculo? Não mereço sofrer por alguém que nem sabe mais que existo.
Sandra.

Quando diz que ele levou muito de você está dizendo que muito dele ainda vive em você. Fica-me a impressão de ter congelado sua vida nesse momento. Veja que se defende de novas experiências atribuindo ao coletivo dos homens algum outro interesse. Diz o dito: “Não há bem que sempre dure, nem mal que não se acabe”. Você não encuba o amor, mas sim a mágoa. Assim dura o tempo que você quiser. As perdas de um corte são de ambos e você se vitimiza fazendo parecer a única.
Cada um tem seu próprio modo de lidar com perdas. Nos recursos pessoais necessários estão a tolerância à frustração, aceitação e superação.
Por mais estranho que pareça há um gozo seu nesse sofrimento. Nossa vida inconsciente contém muitos mistérios. A situação que relata favorece o gozo pela vitimização.#

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br
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