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sábado, 5 de janeiro de 2013

0123 [Artigo] Palmadas Pedagógicas (III) Dinâmica Familiar



Palmadas Pedagógicas (III)
Dinâmica Familiar 

A Constituição de 1988 estabelece como dever da família, sociedade e Estado assegurar à criança e ao adolescente os direitos básicos de cidadãos, além de salvaguardá-los de toda forma de violência, crueldade e opressão, (em síntese). Segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) "nenhuma criança ou adolescente será objeto de (...) violência, crueldade e opressão (...)". No artigo 18: "É dever de todos velar pela dignidade da criança e do adolescente, pondo-os a salvo de qualquer tratamento desumano, violento, aterrorizante, vexatório ou constrangedor".
Pais podem perder o Pátrio Poder
De acordo com o Código Civil apenas os castigos “imoderados” podem levar à perda do pátrio poder dos pais. A deputada federal Maria do Rosário (PT/RS) autora do PL sugeriu a retirada desse termo alegando subjetividade, não sendo mais permitida qualquer punição física.
É exatamente nesse ponto que incidem algumas questões. Não podemos perder de vista o ano eleitoral e ao que tais PL se destinam. Outra questão crucial: Com a retirada do termo “imoderado” exclui-se a subjetividade da dinâmica em que dada família se organiza. Algumas crianças pedem de seus pais um limite maior, nem sempre possível pelo diálogo. Uma criança pequena pode não entender o mundo adulto; por outro lado, o adolescente atual é bem mais malicioso que o da época da prezada deputada. Não pretendo defender uma posição, apenas pensar a questão. 

Fonte: www.jornalopcao.com.br

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br



quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

0122 [Artigo] Palmadas Pedagógicas (II) A Favor ou Contra?



Palmadas Pedagógicas (II)
A Favor ou Contra?

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A FAVOR ou CONTRA as palmadas?
Pesquisa realizada pelo Instituto Datafolha revelou que 54% dos entrevistados são contra a lei que proíbe os pais de qualquer castigo físico aos filhos menores e somente 36% são a favor. Das mães entrevistadas, 69% já bateram nos filhos contra 44% dos pais.
O promotor de Justiça do Ministério Público do Paraná Murillo José Digiácomo é totalmente contrário:
“As pessoas geralmente ficam indignadas e chocadas quando vêem um filho batendo em um pai idoso. Por isso, acredito que elas devem ter a mesma reação ao verem um pai batendo em uma criança indefesa”, afirma.

Na seqüência ele defende que os pais não devem ser punidos, mas sim orientados na melhor forma de educar os filhos. Fiquei me perguntando qual seria “a melhor forma”. Cada pai e mãe dão o que acreditam ser o melhor. Não há como universalizar, portanto. Estamos em uma sociedade que sofre transformações profundas e rápidas. A pluralidade de visões é imensa, gerando inúmeras posturas diferentes diante das situações.
Questões que atingem toda a sociedade são polêmicas. O problema é que uma punição física pode deixar marcas psicológicas.

Depoimento: “Fui uma criança impossível, que sempre levava a culpa e muitas vezes eu não tinha a culpa. Levei uma bela sessão de cinta por algo que não fiz. Cresci com uma marca no meu dedo. Quando suspeito de meus filhos olho a cicatriz e cuido pra JAMAIS repetir tal erro”.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sábado, 29 de dezembro de 2012

0121 [Artigo] Palmadas Pedagógicas (I)



Palmadas Pedagógicas (I)
Lei proíbe castigos físicos

A lei que proíbe palmadas beliscões e outros castigos físicos a crianças está dando o que falar. Ela me faz lembrar a obrigatoriedade de leis como a do cinto de segurança, capacetes para motociclistas.
Lei proíbe castigos físicos aos filhos
Não quero entrar no mérito do certo ou errado. Educação de filhos é uma responsabilidade dos pais que devem assegurar seu bem-estar, independente de leis.
O perigo é supor que ao se tomar essa medida como universal estaremos salvaguardando nossas crianças da violência. 
Em minha educação, e acredito que na de muitos internautas, por muitas vezes ouvi palavras tão duras que poderiam ter marcado minha formação e personalidade de forma prejudicial e definitiva.
Ainda, se considerarmos que nossa organização social de hoje é horizontal, em tribos, as hierarquias perdem muito de seu efeito. A ordem da família nuclear não responde aos paradigmas da globalização. Dialogar e aprender com os filhos se faz mais urgente do que nunca. Na sociedade pré-globalização tínhamos o certo e o errado. Aprendíamos isso pela função paterna, os papéis eram claros no seio familiar. Pais e educadores aplicam a régua moral de sua própria educação nas crianças, e claro, não funciona.
A palmada funcionava bem na organização do certo e do errado. Os efeitos positivos dela estão no sentido subjetivo que adquire à criança e como essa o entende. Mais que colocar limites é saber como fazê-lo em nosso contexto atual. #

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

terça-feira, 17 de junho de 2008

0011 [ARTIGO] Medicalizar, Patologizar, Excluir

MEDICALIZAR, PATOLOGIZAR, EXCLUIR


Usa-se medicamento p/ tudo
Nossa sociedade se transformou estruturalmente. Ajudada pela globalização passou a ter uma organização horizontal, tribal, por comunidades. Isso tem reflexos diretos na família e na escola, nossas primeiras experiências em sociedade.
Não podemos contestar a contribuição da neurociência para nosso bem-estar, contudo a medicalização tem tratado problemas de natureza sócio-econômico-cultural com drogas. Para Maria Salum, Doutora em Psicologia e integrante do Núcleo de Saúde do CRP/SP, antidepressivos podem ajudar as pessoas desde que não reduzam o sofrimento psíquico ao ponto de o tornarem crônico.
Para Maria Aparecida Affonso Moysés, Professora Titular da UNICAMP, “o método clínico cresce porque acalma conflitos”. Atribuir a causa de uma dificuldade escolar a uma doença isenta pais, educadores e governos de suas responsabilidades. Numa sociedade imediatista, recorrer a um comprimido é uma idéia altamente tentadora.
Pais e educadores se encontram perdidos diante de problemas dessa nova ordem social e lhes aplicam velhas fórmulas. Antes vivíamos numa sociedade vertical, hierarquizada. Agora horizontalmente organizada precisamos inventar soluções para seus problemas. Em nossa incompetência, “a biologização de questões sociais passou a ser a resposta rotineira para os conflitos sociais”, como afirma Cida Moysés. Os efeitos disso recaem sobre o aluno que acaba sendo o único responsável por toda a situação.

Fonte: Psi Jornal de Psicologia CRP/SP – nº 155 – mar/abr, 2008.
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terça-feira, 15 de abril de 2008

0002 [PERG/RESP] Mãe me culpa, pai me protege

Minha família é muito complicada!
Pela minha psicóloga percebi que minha mãe tem complexo de inferioridade e me culpa por tudo, fazendo-me sentir uma incapaz. Exceto meu pai, ninguém me apoia em casa, embora sempre me critique, mas com a psicóloga só me elogiou. Porque ele também não falou os defeitos que sempre me aponta, fazendo parecer que as erradas são sempre minha mãe e minha irmã? Perguntei a ele e me disse que não quis me queimar. Estou sem entender nada!

O cerne de sua queixa é queixar-se. Sua mãe pelo complexo de inferioridade, seu pai pela ‘inconsistência’. Você mesma reconhece que é uma protegida dele. E como pai tem o dever de educar, o que implica em eventuais correções.
Temos facilidade de apontar as falhas e dificuldade em reconhecer os méritos. E quando o assunto é educação de filhos isso fica mais evidente ainda. Mas basta que um estranho apareça que defenderemos nossos familiares. Por isso lhe protegeu diante da psicóloga.
É quase certo também que sua mãe e irmã tenham se rivalizado com você justamente por esse lugar privilegiado concedido por seu pai. Isso pode lhe prejudicar, pois viverá menos situações de frustração que sua irmã, frustrações necessárias para o desenvolvimento de uma mente adulta e madura.
Talvez, a própria situação de competição esteja preparando sua irmã melhor que você para a vida que não lhe poupará decepções, assim como sua irmã não está sendo poupada no afeto diferenciado. Espero estar enganado!

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br
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