terça-feira, 17 de junho de 2008

0011 [ARTIGO] Medicalizar, Patologizar, Excluir

MEDICALIZAR, PATOLOGIZAR, EXCLUIR


Usa-se medicamento p/ tudo
Nossa sociedade se transformou estruturalmente. Ajudada pela globalização passou a ter uma organização horizontal, tribal, por comunidades. Isso tem reflexos diretos na família e na escola, nossas primeiras experiências em sociedade.
Não podemos contestar a contribuição da neurociência para nosso bem-estar, contudo a medicalização tem tratado problemas de natureza sócio-econômico-cultural com drogas. Para Maria Salum, Doutora em Psicologia e integrante do Núcleo de Saúde do CRP/SP, antidepressivos podem ajudar as pessoas desde que não reduzam o sofrimento psíquico ao ponto de o tornarem crônico.
Para Maria Aparecida Affonso Moysés, Professora Titular da UNICAMP, “o método clínico cresce porque acalma conflitos”. Atribuir a causa de uma dificuldade escolar a uma doença isenta pais, educadores e governos de suas responsabilidades. Numa sociedade imediatista, recorrer a um comprimido é uma idéia altamente tentadora.
Pais e educadores se encontram perdidos diante de problemas dessa nova ordem social e lhes aplicam velhas fórmulas. Antes vivíamos numa sociedade vertical, hierarquizada. Agora horizontalmente organizada precisamos inventar soluções para seus problemas. Em nossa incompetência, “a biologização de questões sociais passou a ser a resposta rotineira para os conflitos sociais”, como afirma Cida Moysés. Os efeitos disso recaem sobre o aluno que acaba sendo o único responsável por toda a situação.

Fonte: Psi Jornal de Psicologia CRP/SP – nº 155 – mar/abr, 2008.
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0011 [INTERATIVO] Fiquei deprimida pela minha paixão

Apaixonei-me por um rapaz e por anos ele foi meu carma. Namorei um amigo dele durante um ano e sete meses, mas descobri que ele me afastou daquele que eu era apaixonada e sofri demais. Já estou sozinha há quase dois anos sem conseguir gostar de ninguém, sem vontade de sair. Estou sem vontade de me arrumar. Tenho medo que meus pais morram, minha irmã se mude de cidade, enfim tenho medo de ficar sozinha. O que eu poderia fazer? Sinto-me muito deprimida.
Rosy
 

Meu namorado me afastou de minha paixão
Não sei que idade tem e nem que idade tinha quando começou seu ‘carma’ com essa paixão, mas o fato é que ainda não o esqueceu. Viveu um namoro sufocando seus sentimentos e com isso negou uma verdade, dificultando atravessá-la.
A descoberta não é algo fácil mesmo, mas deprimir-se revela o quanto ele lhe representa. Mais do que isso, uma incapacidade de superar os problemas que a vida lhe apresenta.
Um dos sinais do deprimido é o sentimento de insegurança; fantasias de morte de pessoas significativas não são raras. Em seu caso específico, o sofrimento vivido a levou a uma conclusão distorcida da realidade, fazendo-a crer numa suposta incapacidade de superação do problema que lhe colocou em depressão e isolamento. Esses sentimentos criaram tais fantasias de perda, seja pela morte, seja por distância.
A solução se encontra dentro de você mesma. Mas é preciso querer encontrá-la. Mesmo que fazendo algum esforço inicial é necessário sair do casulo diversificando as atividades com exercícios físicos, baladas, e muito trabalho.
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terça-feira, 10 de junho de 2008

0010 [ARTIGO] Fobia Social

FOBIA SOCIAL

Para a Associação Psiquiátrica Americana (APA) a fobia social é um medo que gera enorme tensão, medo e desprazer, reconhecidamente como despropositados pela pessoa e acarretam prejuízos à sua vida normal. O indivíduo evita situações sociais com medo da exposição, mesmo com poucas pessoas. As fobias podem ser restritas a: 
Fobia Social
# Comer;
# Falar em público;
# Encontros com o sexo oposto;
# Situações fora do seio familiar;
# Vomitar em público;
# Morte iminente;
# Confrontação olho no olho;
Pessoas com fobia social têm auto-estima baixa, medo de críticas, insegurança e são muito ansiosas. Facilmente apresentam rubor, tremor nas mãos, enjôos, urgência para urinar. Atribuem aos sintomas o valor de causa e não conseqüência do problema.
Há uma confusão entre fobia social e agorafobia. A primeira foi bem caracterizada (medo mais sintomas físicos, restritos a pequenos grupos sociais) cuja dificuldade principal é a exposição frente a outras pessoas. Na agorafobia (medo de espaços abertos, de multidões) a queixa é uma suposta dificuldade de se evadir de onde está para um local seguro. Entrar em lojas, ambientes públicos, viajar sozinho (ônibus, trem ou avião) são evitados.
Nos dois casos surge ansiedade e a busca de isolamento é freqüente, mas as causas do medo têm origens diferentes. Fobias sociais atingem entre 5 a 10% da população.
Fonte: Revista Viver Psicologia, ano 6, nº 68.
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0010 [INTERATIVO] Meu marido adora me humilhar

Meu marido é uma moça de tão educado. Tem um coração de manteiga até que chega alguém em casa e ele começa a falar alto, diz que sou dona da verdade, etc. E se tento enfrentá-lo ele vira mais macho ainda, podendo chegar à agressão física. Mas sem ninguém perto é outra pessoa. Como modificar isso?
Vera/SP, 60.
 

Ele só me humilha c/ gente perto
Na sua descrição fica-me a impressão de haver uma vaidade de seu marido na demonstração de poder sobre você e toda situação. Utiliza-se de você para dizer às pessoas o ‘quão forte’ ele é. Não precisa dizer que esse é o ponto fraco dele.
Uma coisa que você não percebeu é que ele precisa de você e não o contrário. Sem você ele não tem como exercer domínio. E uma relação de domínio depende do dominador e do dominado. Quero dizer com isso que você tem cumprido sua parte, se colocando à serviço dos caprichos dele, e nisso você tem uma enorme responsabilidade.
Vendo por esse ângulo qualquer mudança está em suas mãos. Como? Saindo desse lugar que ocupa na relação com ele quando tem ‘platéia’ (visitas). E me parece ser esse seu grande problema. Será que saberia abandonar uma posição tão cômoda, que rende tanta queixa, apesar de todo sofrimento? Porque nos identificamos com papéis na vida, e o de vítima é um dos mais freqüentes. Abandonar essa posição gera grandes sentimentos de perda, apesar dos ganhos que só avistamos após atravessarmos tais sentimentos.
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terça-feira, 3 de junho de 2008

0009 [ARTIGO] CORPO PARA EXISTIR OU CULTUAR?

CORPO PARA EXISTIR OU CULTUAR?
Ó principes, meus irmãos,
Arre, estou farto de semideuses!
Onde é que há gente no mundo?

(F. Pessoa – Poema em Linha Reta).
O culto ao corpo na sociedade
Um tema assim exige contextualização. Nem todo símbolo de poder é passível de ser oferecido ao olhar do outro: dinheiro, carro, casa; inteligência, felicidade, paz, etc. Mas podemos oferecer nosso corpo, a esse olhar. Ele representa nosso nível de poder num determinado contexto sócio-histórico e é nosso principal capital. Oferecemos o corpo ao olhar do outro na busca de reconhecimento, assim como somos solicitados pelo olhar a reconhecer o outro.
Mas nem sempre foi assim. Freud diz que o contato visual ganhou força na espécie humana no momento que passamos de quadrúpedes à bípedes, quando o olfato era o sentido predominante para o acasalamento. Com a supremacia da visão, o significado do corpo foi se modificando e sendo explorado pela Indústria Cultural – termo emprestado da Teoria Crítica. A maior prova disso na atualidade são os Reality Shows tipo BBB, em que a exposição do corpo é a própria razão de alguns participantes.
A excessiva preocupação com o corpo chega ao ponto de prejudicar a saúde, tal como a anorexia nervosa.
A mídia prega um modo de ser no mundo para o controle e manipulação das massas. O corpo, nosso primeiro universo, passa a ser um meio de manifestação narcísica do ego sob o imperativo da cultura.

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0009 [INTERATIVO] Desânimo e Depressão desde a Infância

Desde criança sinto desânimo. Já procurei psicólogos e psiquiatras, mas os antidepressivos não resolvem. Sempre que saio do serviço fico muito desanimado sem vontade de nada. Às vezes saio com amigos para não ficar em casa, mas não adianta. Ouvi falar em estimulantes para isso. Estou a dois anos na fila para terapia numa faculdade do ES.
Lucas, 25, segurança.

Salta aos olhos esse sentimento lhe acompanhar desde a infância. Há 30 anos a depressão (se é esse o caso) não era tão freqüente como hoje, e em crianças menos ainda. Mas na sociedade globalizada, pós-moderna, ela aparece com muita força e freqüência.
Quanto à sua busca por ajuda profissional, sabemos que a depressão é para a medicina uma doença, mas para a psicanálise um sintoma (exceto raros casos como falta de lítio no organismo). Assim sendo trata-se a doença atacando o sintoma com antidepressivos e estimulantes (neurotransmissores químicos).

Claro que eles ajudam, assim como exercícios físicos freqüentes, caminhadas, etc., estimulam a produção de determinadas substâncias em seu corpo. Mas ainda resta a pergunta: quais são as reais origens desse desânimo? Como ele foi adquirido? O que o manteve até hoje em você?
Para a psicanálise a depressão seria uma covardia moral, uma covardia frente ao desejo tão caro e singular a cada um, muito diferente do que se entende como covardia no senso comum.

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terça-feira, 27 de maio de 2008

0008 [ARTIGO] DIFICULDADES NA PATERNIDADE

DIFICULDADES NA PATERNIDADE

A paternidade é uma das 4 maiores
dificuldades ao homem, segundo Freud
Foi Freud quem já havia alertado para algumas dificuldades humanas, entre elas a sexualidade, a morte e a paternidade.
Até muito recentemente acreditava-se que a mãe era a única indispensável na educação do filho. Estudos mais atuais revelam que o pai é tão importante quanto a mãe nessa tarefa, sobretudo no primeiro ano de vida e no término da adolescência, quando o sujeito se formará adulto.
Mas as dificuldades paternas vão muito além. De forma velada, o homem logo entende que os brinquedos femininos ameaçam sua masculinidade e se afasta da paternidade; teme perder seu lugar pela ameaça edípica; pais submissos à própria mãe delegam a criação do filho para a mãe de seu filho. Algumas dificuldades:
# dos pais que duvidam da veracidade da paternidade, 11% estão certos;
# os conflitos com os pais tendem a se reproduzir nos filhos.
# pai ausente não se ocupa da paternidade;
# pai jovem tem necessidades semelhantes à do filho (dificuldade em deixar a identidade de filho para assumir a de pai);
# pai maduro idealiza o filho (prolongamento da vida);
# pai de filho único deve prover rivalidade e competição ao filho (socialização);
# pai de família grande tem de estar atento às mudanças de cada filho e buscar o equilíbrio permitir/proibir;

Essas são apenas algumas das inúmeras dificuldades do homem enfrentar a paternidade com maturidade.

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0008 [PERG/RESP] Descobri um filho dele de 12 anos com outra

Ele me trai e me humilha
Sou casada há 24 anos, tenho 3 filhas. Desde solteiro ele me traía. Teve casos com várias alunas e com a babá das meninas. Mudei-me para o Rio (há 16 anos). Prometendo mudar viemos todos, mas em fev/06 descobri que ele é pai de um menino de 12 anos. Ele parou de pagar pensão ao menino e a intimação veio parar em minhas mãos. Ele não conversa e só me humilha, pois paga as contas. Vivo um sentimento de invalidez e não consigo mais sonhar ou sorrir. Sinto-me destruída e usada por um homem que só queria sexo e nunca me amou. Estou sem vontade de viver.
Miriam, 44, RJ.

Pelas contas casou-se aos 20 anos e logo teve a primeira filha, acreditando numa mudança por ele já tê-la traído ainda no namoro. Perdoar é algo de foro estritamente pessoal. Mas ele não parou mesmo com as filhas ainda pequenas.
Que ganhos está tendo, afinal, pois certamente está tendo. Não é surpreendente que tenha engolido tanto? Medo de ficar sozinha com as filhas?
Numa relação de dependência não soube ponderar o custo/benefício da relação.
O filho de 12 anos foi o que você testemunhou. Dá pra fazer idéia do que não sabe? A julgar pelo que coloca, ele fez muito mais do que pensa. Fica-me a pergunta: qual seria o motivo? Pois até o amor uma hora dá um grito. Mas você passivamente aceitou tudo. As conseqüências chegam, às vezes, quando nada mais se pode fazer.
Somos responsáveis pelo que nos acontece. Podemos mudar o rumo de nossas vidas. O que não dá é tomar uma decisão e nos queixarmos de suas conseqüências.
Desculpe-me a dureza das palavras, mas “a cada ação corresponde uma reação”. Olhe para frente, recomece a cada dia. O sol não cansa de raiar toda manhã!
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terça-feira, 20 de maio de 2008

0007 [ARTIGO] PUBERDADE E ADOLESCÊNCIA

PUBERDADE E ADOLESCÊNCIA

A puberdade é caracterizada pelo aparecimento dos caracteres sexuais secundários (pêlos, mamilos, mudanças na voz, etc.) como resultado da ação hormonal. É durante esse período que o indivíduo se torna sexualmente reprodutor.
Puberdade x Adolescência
Uma confusão se faz com relação a esses dois processos. Embora puberdade e adolescência andem juntas, nem sempre um e outro coincidem. As evidências descritas não caracterizam a adolescência, por exemplo.
Segundo Luiz Carlos Osório, em seu livro “Adolescente Hoje”, (...) a PUBERDADE é universal e seu início cronológico, (...) coincide em todos os povos e latitudes (salvo raras exceções como os pigmeus, púberes aos oito anos), enquanto a ADOLESCÊNCIA, embora igualmente universal, é um fenômeno biopsicossocial sujeito às variações culturais, dificultando a distinção de seu início.
O adolescente enfrenta muitos desafios: redefinição de sua identidade e de sua imagem corporal, perda de seu corpo infantil para adquirir um corpo adulto, criação de uma identidade sexual.
Enquanto o final da puberdade está referenciado na maturação das gônadas (função reprodutora), a adolescência tem seu término bem mais complexo. O jovem precisa ser capaz de assumir compromissos profissionais e financeiros, adquirir um sistema de valores pessoais e estabelecer uma relação de reciprocidade com a geração precedente (dos pais). Assim constrói sua identidade sexual.
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0007 [INTERATIVO] Não sei se quero esse relacionamento pra mim

Meu namorado tem 13 anos a mais, é separado e tem uma filha. No início da relação ele não nos reservava tempo por causa dela, mas ‘parece’ que tem se esforçado. Não sei se quero esse relacionamento. Seria porque nunca namorei alguém separado e com filha, ou estou boicotando a relação? Sabe quando você parece ter certeza que vai acabar? Mas gosto muito dele. Quero namorar, viajar, casar, ter filhos.
Lia, 30.

A filha dele está pagando o preço de você não assumir seu desejo. Está bem claro que está em busca de um relacionamento que possa realizar alguns sonhos básicos como mulher de um homem. No começo da relação você sabia das limitações e mesmo assim resolveu enfrentar a parada. No entanto, as coisas não estão saindo como esperava. Ele não é esse homem totalmente livre, tem compromissos de pai e os assume, o que é raro atualmente. Visto por esse ângulo é até uma virtude dele se comparado a muitos pais.
Será que estou boicotando meu relacionamento?
Mas nada disso importa a você agora. Fico com uma pergunta: você “gosta” dele como amigo, homem, ou está carente e ele está suprindo-a de afetos? Até uma certeza de que é uma questão de tempo pra acabar você coloca! E a coitada da filha que paga o pato?
Você tem de assumir uma posição: Ou aceita com o kit completo, ou revê seus sentimentos, ou cai fora. Se a menina continuar nesse lugar, mais uma vez as madrastas terão motivos para serem odiadas. E entre as duas a adulta é você. Ou não?
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terça-feira, 13 de maio de 2008

0006 [ARTIGO] MACACOS ME MORDAM!

MACACOS ME MORDAM!


Os biólogos Jonathan Flombaum e Laurice Santos (Universidade Yale) testaram grupos de macacos na ilha porto-riquenha de Cayo Santiago. Eles incitaram os animais a roubar oferecendo suculentas uvas próximas dos pés de vigias a fim de descobrirem que sinais os conduziam ao ato.
Primeiramente os macacos se aproximavam silenciosamente, por trás, e surrupiavam as uvas às costas dos vigias. Somente em situações simuladas de distração eles atacavam frontalmente as uvas. Mas quando os vigias mantinham os olhos fixos nas frutas e nos animais, eles abandonavam sua idéia.
Posteriormente os pesquisadores usaram pedaços de papelão para tapar os olhos dos vigias, o que foi o suficiente para que os ataques ousados retornassem. A mesma proteção sobre a boca constrangia a ação dos macacos que aguardavam uma melhor ocasião. Macacos rhesus observam o olhar de seu oponente como variável relevante de sua estratégia. Para os pesquisadores, o comportamento permite refletir sobre a capacidade de ver o mundo com outros olhos.
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0006 [INTERATIVO] Fui expulsa por meus pais adotivos

Fui adotada e no ano seguinte nasceu a filha de sangue; ela sempre me magoou com isso, mas meus pais nunca fizeram nada. Com 11 anos começou usar drogas, tornou-se agressiva e me magoava cada vez mais. Casei-me com 18 anos e meu marido sempre foi tudo pra mim, apesar da intromissão da sogra, até me trair. Meu chão sumiu! Sumi e até fome passei. Voltei para casa, mas minha irmã chegava drogada com homens que nem ela mesma conhecia. Contei a eles e ela mandou me matar. Dei parte na Polícia e fui colocada pra fora de casa.
Estou morando com meu namorado que não gosta de mim; sou tratada como escrava pela mãe dele. Não tenho emprego, nem onde morar; estou entrando em depressão e quero conhecer minha mãe biológica.
Luiza, 22.

Minha irmã de sangue usa drogas!

Não há o que se questionar quanto às dificuldades que tem enfrentado, mas fico me perguntando: no meio de tantos tropeços o que pode ter feito para contribuir com isso? Pois resisto em aceitar a idéia de que foi escolhida por seus pais para lhe prejudicarem tanto! Repito: não retiro sua razão, mas há que se pensar onde tem participado para que chegasse nesse ponto.
Ao mesmo tempo, ao se casar com 18 anos, pensou que se libertaria de tanta desgraça junta. Ledo engano. Buscando sempre em outros cantos sua felicidade, negou a família como primeira referência, construindo um abismo para um pouco de paz. Em seu caso sua família adotiva é essa referência, chegando mesmo a voltar pra casa em dado momento, legitimando-a nesse lugar.
Você poderia pedir orientação no Conselho Tutelar de sua cidade para saber como proceder, já que é maior de idade. Juridicamente a expulsão de casa só pode ocorrer nesses casos se seus pais adotivos não tiverem o pátrio poder. Como o processo de adoção é muito rigoroso na exigência de documentação dos pais adotivos, não acredito que estejam isentos da responsabilidade de pais.
A busca de sua mãe biológica reforça a tese de negar sua família adotiva, achando que após 22 anos a primeira irá lhe receber de braços abertos. As coisas não são tão simples assim.
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terça-feira, 6 de maio de 2008

0005 [ARTIGO] PROFECIA AUTO-REALIZADORA

PROFECIA AUTO-REALIZADORA
Os pesquisadores Rosenthal e Jacobson (1968) dividiram dois grupos de professores dizendo ao primeiro grupo que seus alunos tinham sido previamente selecionados como intelectualmente superiores. Ao segundo grupo de professores foi informado o contrário, que os alunos não haviam conseguido bom rendimento nos testes.
No decorrer das aulas, o primeiro grupo atingiu seus objetivos com facilidade enquanto o segundo não foi tão bem sucedido. Como não havia ocorrido qualquer seleção prévia a pesquisa revelou que a expectativa gerada nos professores se realizava nos alunos de forma que eles (professores) modelavam inconscientemente seu comportamento para que o ‘supostamente esperado’ como rendimento dos alunos se realizasse, o que foi então denominado profecia auto-realizadora.
A pesquisa conseguiu provar que o comportamento do aluno é modelado pela expectativa do professor, e este, por sua vez responde de acordo com o que ele supõe ser possível ao seu aluno. Esse trabalho foi de importância fundamental para motivar pesquisas sobre os estereótipos (expectativas automáticas e sem reflexão) que resultam no fenômeno produzido.
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0005 [PERG/RESP] Ele gasta tudo em bingos - não temos diálogo


Fiquei separada por 3 anos pois jurou parar de gastar fortunas com bingos. Até me ajudou com problemas de saúde quando reatamos. Cuido da casa, filhos e faço um bico para ajudá-lo na renda. Depois de 10 meses bem tudo voltou como antes, me manda ligar pra polícia e "tentar" tirá-lo de casa, não dialoga e se pergunto onde esteve quando chega de madrugada fica agressivo ou foge. Faço tudo que ele pede, mas nunca está bom. Só sinto vontade de chorar... Não agüento mais!
Gabi, 34, RS.
Faço tudo pra ele, mas gasta tudo com bingos
Qualquer adicção é mais forte que o adicto o que explica a dificuldade em se livrar dela. Só quando ele a perdeu que se preocupou em reconquistá-la. Conseguido isso tudo volta como antes. A despeito da intenção em parar há a recaída e a velha forma de se relacionar.
Buscamos uma relativa garantia em atingirmos nossos objetivos sem medir esforços em alcançá-lo. O problema está sendo em manter uma estabilidade, agravado pelo vício.
Mas você já sabe do temperamento agressivo e covarde/inseguro (?) dele para dialogar e todas as coisas que envolvem um casamento. E um casamento sem diálogo fracassa, perde seu sentido maior que é a cumplicidade. A impressão que me passa é que a questão financeira a mantém no casamento, mesmo estando sacrificada com o vício dele. O que realmente lhe prende a ele?
Ao demandar seu amor fazendo “tudo o que ele pede”, se anula e não se respeita, logo não tem como exigir o respeito do outro; o externo é reflexo do interno.
Uma revisão nesses pontos pode retirá-la desse lugar de vítima. Afinal você é responsável por tudo que lhe sucede embora as aparências demonstrem o contrário.
Repostagem: original de 20 de novembro de 2007 

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