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quarta-feira, 30 de março de 2011

0068 [Artigo] Tabaco (XIII) Tromboangeíte Obliterante

Tabaco (XIII) – 
Tromboangeíte Obliterante

Tromboangeíte Obliterante
Também conhecida como doença de Buerger, a tromboangeíte obliterante é uma doença que obstrui os vasos sangüíneos das mãos e pés. Pode provocar sua constrição ou obstrução completa, reduzindo a disponibilidade de sangue nos tecidos, causando dor, lesão ou destruição dos tecidos até chegar a infecções e gangrena.
Afeta seis em cada 10.000 pessoas, quase sempre homens na faixa de 20/40 anos, todos com histórico de tabagismo.
O Dr. Dráuzio Varella alerta que é uma doença exclusiva de fumantes. “O doente perde os dedos do pé, a perna, o pé, uma coxa, depois a outra, e fica ali na cama, aquele toco de gente, pedindo um cigarrinho pelo amor de Deus.”
Explica ainda que mais de 95% dos usuários de nicotina começam a fumar antes dos 25 anos, a idade mais vulnerável às adições, e que a imensa maioria será um consumidor compulsivo de um maço por dia para o resto de sua vida. “Atrás desse lucro cativo, os fabricantes de cigarro investem fortunas na promoção do fumo para os jovens: imagens de homens de sucesso, mulheres maravilhosas, esportes radicais e a ânsia de liberdade”.
Para ele o fumo é o mais grave problema de saúde pública no Brasil, se posicionando terminantemente contra as propagandas de cigarro tal como se faz com crack, heroína, maconha, entre outras drogas ilícitas.


Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br 

quarta-feira, 16 de março de 2011

0065 [Artigo] Tabaco (X) - Dráuzio Varella - 2


Tabaco (X) – Dráuzio Varella – 2
Depoimento de um ex-fumante
Na edição passada publicamos algumas citações do Dr. Dráuzio Varella. Seguem-se mais essas, parte de seu artigo ‘Droga Pesada’: 
“A nicotina (...) é absorvida rapidamente nos pulmões, vai para o coração e, através do sangue arterial, se espalha pelo corpo todo e atinge o cérebro. No sistema nervoso central, age em receptores ligados às sensações de prazer. (...) De todas as drogas conhecidas é a que mais dependência química provoca. Vicia mais do que álcool, cocaína, morfina e crack. E vicia depressa: de cada dez adolescentes que experimentam o cigarro quatro vezes, seis se tornam dependentes para o resto da vida.”
“A crise de abstinência é insuportável (...) com quadro de ansiedade crescente, que só passa com uma tragada. (...) Enquanto as demais drogas dão trégua de dias, ou pelo menos de muitas horas, ao usuário, as crises de abstinência da nicotina se sucedem em intervalos de minutos. Para evitá-las, o fumante precisa ter o maço ao alcance da mão; sem ele, parece que está faltando uma parte do corpo. Como o álcool dissolve a nicotina e favorece sua excreção por aumentar a diurese, quando o fumante bebe as crises de abstinência se repetem em intervalos tão curtos que ele mal acaba de fumar um, já acende outro."


Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br 

terça-feira, 15 de março de 2011

0064 [Artigo] Tabaco (IX) - Dráuzio Varella (depoimentos)


Tabaco (IX) – Dráuzio Varella

O Dr. Dráuzio Varella faz seu depoimento no artigo “Droga Pesada”:

Depoimentos de um ex-fumante
“Fui dependente de nicotina durante 20 anos. (...) Era início dos anos 60 (...). As meninas começavam a fumar em público, de minissaia, com as bocas pintadas assoprando a fumaça para o alto. O jovem que não fumasse estava por fora. (...) Um dia, na porta do colégio, um amigo me ensinou a tragar. (...) Caí na mão do fornecedor por duas décadas; vinte cigarros por dia, às vezes mais.
Fiz o curso de medicina fumando. (...) a indústria tinha equipes de médicos encarregados de contestar sistematicamente qualquer pesquisa.
Nos anos 70 fui trabalhar no Hospital do Câncer de São Paulo. Nesse tempo já se sabia até que, de cada três casos de câncer, pelo menos um era provocado pelo cigarro. Apesar disso e da convivência diária com os doentes, continuei fumando.
Na irresponsabilidade que a dependência química traz, fumei na frente dos doentes a quem recomendava abandonar o cigarro (...) em ambientes fechados diante de pessoas de idade, mulheres grávidas e crianças pequenas. Como professor de cursinho durante quase 20 anos, fumei nas salas de aula, induzindo muitos jovens a adquirir o vício. Quando me perguntavam: "Mas você é cancerologista e fuma?", eu ficava sem graça e dizia que ia parar. Só que esse dia nunca chegava. A droga quebra o caráter do dependente.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br 
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