sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

0059 [Perg/Resp] Apaixonei-me por ela, mas ela não esquece o ex-

No começo não me interessei por ela, pois sabia que havia saído recentemente de um relacionamento que a fez sofrer, mas ela me cativou ao afirmar que não queria mais nada com ele. Apaixonei-me e foi um namoro muito bom. Assim que o ex- soube de mim interferiu de todas as formas e ela reconheceu que ainda sentia algo por ele, mesmo sabendo que ele só queria atrapalhá-la. Estou magoado e me sentindo traído pelo comportamento dela. Estou em cacos e está difícil superar.
Luis.

Dizem que nada como um novo amor para se esquecer o outro. Não é bem assim. Você mesmo diz no início que estava reticente no envolvimento e se armou de defesas para algo que não há defesas: o amor. Ele nos assalta e nos domina como nada nesse mundo.
E por mais que quisesse se enganar, você já estava envolvido com ela. O suposto desinteresse do início sugere uma racionalização (não se interessou por saber do caso anterior), e racionalizações são muitas vezes defesas. Defesa de que? Havia ataque? É o que tudo indica! Já estava sendo ‘bombardeado’ nos sentimentos desde o começo.
Da mesma forma que você foi pego de assalto, ela provavelmente estivesse acreditando já ter elaborado o luto do rompimento com o ex-. Nessa hipótese ela não agiu de má fé nem brincou com seus sentimentos. Muito provavelmente esteja também constrangida pelo triângulo amoroso que criou e lhe envolveu.
Sem a culpa há espaço para a responsabilidade.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0058 [Artigo] Tabaco (III) Dados Curiosos

Tabaco (III) – Dados Curiosos

Dados curiosos relativos ao tabagismo:
1) Para uma pessoa consumir um maço de cigarro/dia é necessário a derrubada e queima de duas árvores por mês (300 cigarros = uma árvore);
2) Uma pessoa que trabalha o dia inteiro num escritório junto a um fumante estará passivamente fumando a metade deste.
3) Fumantes tem menor resistência física, expectativa de vida e desempenho nos esportes. Só o envelhecimento parece ser maior;
4) A nicotina, num primeiro momento é estimulante, mas após algumas tragadas causa bloqueia o stress e passa a agir de forma tranqüilizante.
5) São necessários 10 segundos para a nicotina atingir o cérebro.
6) À medida que o organismo se defende da droga incorporando-a em seu funcionamento, é necessário maior quantidade de nicotina para o mesmo prazer de antes. Isso é chamado de efeito tolerância.
Como se instala a dependência? Nosso organismo produz acetilcolina, um neurotransmissor que atua no Centro de Prazer do cérebro, região responsável por todas nossas sensações de prazer. Conforme a nicotina é introduzida ela passa a atuar no lugar da acetilcolina levando o organismo a reduzir a produção de acetilcolina até ela ser substituída pela nicotina que passa a transmitir as mensagens entre os neurônios (função da acetilcolina). Com esse atrofiamento na produção de acetilcolina o indivíduo se torna dependente da nicotina.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0058 [Perg/Resp] Ele foi estúpido comigo, mesmo assim o amo


Meu namorado terminou comigo e eu ainda gostava muito dele. Ele Era bruto comigo, só me dava patada. Quando soube que estou saindo com um garoto que ele odeia, me ofendeu com palavras que nunca imaginaria. Estou com muita vontade de chorar, mas fica engasgado na garganta e não consigo de tão triste, que estou. Estou quase morrendo.
Ana.

Mesmo assim eu o amo :(
As ciladas do amor são inexplicáveis. Com um namorado bruto e agressivo, para quem vê a situação de fora, o alívio faria mais sentido. Mas essa lógica não se aplica aos sentimentos, o que trás alguma luz ao amor implícito em seu depoimento.
Mas se fosse assim tão simples! (risos) Teria sido um acaso esse novo envolvimento ser com alguém que ele odeia? Ou, mesmo inconsciente, uma escolha para atingi-lo? É interessante que embora fique parecendo que seu choro contido seja mágoa, há muito mais do que isso em jogo como ira, tristeza, sentimento de fracasso, ego ferido, etc. Em tudo isso se constitui sua angústia, e é impossível saber o que seja mais/menos relevante.
Mas é possível se perguntar que ganho secundário você tem com uma pessoa que lhe causa dano psicológico, moral e físico. Sim, pois há uma enorme responsabilidade somente sua nisso. Seus afetos guardam uma estreita relação com tais ganhos e não se sabe até que ponto essa associação é o que lhe possibilita viver o amor, com essa ou outra pessoa qualquer.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0057 [Artigo] Tabaco (II) Toxicicidade e Efeitos

Tabaco (II) – Toxicidade e Efeitos

Pode-se encontrar 4.720 substâncias tóxicas na fumaça do tabaco, sendo seis cancerígenas. As principais são: Monóxido de carbono, alcatrão, arsênio, níquel, cádmio, benzopireno, polônio 210, carbono 14, DDT, acetona, terebentina, formol, amônia, naftalina, fósforo p4/p6. Mas a nicotina ainda é a principal de todas por desenvolver um grau de dependência severa, comparada à cocaína.
O tabaco provoca relaxamento, diminui o apetite, aumenta a pressão arterial e os batimentos cardíacos, estimula e na seqüência inibe a atividade cerebral. Doenças vasculares, bronquite, enfisema, câncer na boca, pulmão, faringe, esôfago, bexiga, intestinos, pâncreas são as doenças mais comuns a quem faz uso contínuo. Também diminui a produção de espermatozóides e as funções sexuais sofrem alterações.
A intoxicação com nicotina raramente ocorre e há pouca literatura sobre o assunto. Seu abuso tende a não ser observado na ausência da dependência. Apesar de 80% dos fumantes expressarem o desejo de parar e de 35% efetivamente pararem a cada ano, menos de 5% o conseguem sozinhos, sem a ajuda profissional.
Pela via medicinal faz-se uso do Bupropiona, droga com propriedades antidepressivas e que se mostrou mais eficaz que o placebo. A freqüência em grupos de apoio é um colaborador de peso na recuperação de tabagistas.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

quinta-feira, 2 de dezembro de 2010

0057 [Perg/Resp] Ele já partiu mas ainda sou apaixonada

Terminamos, pois ele gostava de outra. Por eu ainda amá-lo voltamos, mas com um pé atrás, e terminamos de novo. Mantivemos uma amizade colorida com abraços e carinhos. Um dia falou que ia embora e ficaria difícil a gente se ver. Fiquei a ver navios! Choro muito e até passo mal, pois ainda sou muito apaixonada. Não tenho palavras! Como tirá-lo da cabeça? Já tentei de tudo.
Dani.

A paixão é sempre difícil de ser manobrada e superada. O sentimento que se vive nela não passa pela palavra, por isso sua dificuldade em expressá-la. E é tão irracional que mesmo diante de elementos racionais para uma atitude numa direção (ele gostava de outra) seu coração lhe conduz para outra direção.
O desejo surge da falta. Ele lhe deixou na falta quando optou pela outra, quando lhe informou que estava partindo, quando não assumiu um compromisso além da amizade, que por mais colorida que fosse ainda é/era amizade. Você certamente se envolveu com ele em um nível diferente do dele. Foi mais fácil a ele dizer que ia partir; preparou-se para esse momento, elaborou o rompimento. O tempo decorrido a partir desse fato não parece ter muita importância. Lidar com essa ‘batata quente’ é seu desafio.
Se não aprendemos a lidar com perdas menores, as maiores ficam mais complicadas, nesse caso correndo o risco de ter sua vida afetiva congelada no tempo e no espaço dessa experiência amorosa.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com

0056 [Artigo] Tabaco (I) Histórico da Nicotina

Tabaco (I) – Histórico da Nicotina

Como a nicotina chegou ao Brasil
A nicotina, princípio ativo do tabaco, foi isolada em estado puro por Reiman e Pousselt, em 1828. Entre as diversas espécies da família das Solanáceas está a Nicotiana tabacum, cujo nome homenageia o diplomata e filólogo francês Jean Nicot (1530 – 1606) que em 1556 enviou de presente à rainha Catarina de Médicis as primeiras sementes da planta.
 Antes da descoberta da América seus nativos utilizavam a folha do tabaco para fins medicinais, rituais tribais, oferendas divinas, experiência transcendental ou para afastar o mal. O conhecido ‘cachimbo da paz’ era usado para se aspirar a fumaça pelas narinas.
 A disseminação do tabaco se deu por Portugal (1558), Espanha (1559), Inglaterra (1565), Cuba (1580), Brasil (1600), EUA (1612). Foram as primeiras grandes plantações de tabaco, e em meados do século XIX já estava difundido em mais de 90 países. Foi um produto de exportação muito valioso no Brasil colonial, escoando-se para a costa africana em troca de escravos negros com traficantes holandeses e ingleses.
Os principais produtores mundiais são EUA, Índia, China e Rússia, sendo que Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Bahia são os principais produtores nacionais.
#
P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

0056 [Perg/Resp] Meu namorado está com pouco tempo de vida!


Estou namorando há seis meses e há duas semanas soube que meu namorado está com um problema muito sério no coração, que não bate direito e não tem muito tempo de vida. O médico disse que ele pode não agüentar uma cirurgia de transplante. O que faço? Só esperar a hora? Estou em prantos!
Melissa.

Ele pode não suportar a cirurgia
O problema maior quem enfrenta? Você ou seu namorado? A priori seria ele, mas o que está em questão é sua angústia, e ela é sua. Um quadro como descreve, de uma doença fatal e de curta perspectiva de vida nos joga no abismo da precipitação. Receando o momento tão indesejado já começa a vivê-lo agora, e assim encurta ainda mais sua vida com ele que está condicionada a essa circunstância. Não que se deva desprezar a situação dramática dele, sua e de mais tantas pessoas, mas que ao invés disso, se valorize sua relação e não sua perda.
É óbvio que para eu dizer isso é simples. Por estar vivendo a situação fica impedida emocionalmente de enxergar coisas simples, como o tempo que ainda tem com ele, seus momentos agradáveis ainda por serem vividos.
Quem sofre por antecipação sofre pelo menos duas vezes, e criam-se mais problemas do que o já existente de fato. Considerar a situação sem negar nada é o mais importante para poder não só viver o que tem a viver com ele, mas também se preparar caso ele seja o primeiro da fila. Afinal, nessa fila ninguém sabe quem é o próximo. Então viva o que lhe cabe!

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0055 [Artigo] Esquizofrenia (III) - Diferentes Enfoques para o Tratamento

Esquizofrenia (III) – Diferença de Enfoque

Diferentes Enfoques p/ tratamento
O artigo de a revista Viver Psicologia (ano 6, nº 69) diz que apesar do enorme desenvolvimento dos tratamentos medicamentosos, o curso da doença quando em seu estado crônico permanece relativamente inevitável. O Prof. Nicholas Tarrier da Universidade de Manchester, Inglaterra, defende a terapia cognitivo-comportamental em pacientes esquizofrênicos crônicos como a que reduz os sintomas psicóticos apresentados pelos doentes.
Comparando pacientes que recebem apenas medicação (associada ou não a tratamentos auxiliares) com os que se submetem ao tratamento cognitivo-comportamental além disso, ele observou uma significativa diminuição dos sintomas.
Embora seja um dado a se considerar, a luz da Psicanálise o que ocorre é a ausência de um elemento estruturador da personalidade logo nos primeiros anos. Esse elemento foi chamado ‘significante Mestre’ por Lacan, e sua ausência abre caminhos para se construir uma personalidade psicótica. Porém, o surgimento do quadro geralmente ocorre no estabelecimento da identidade sexual, momento em que o significante Mestre se faz imprescindível. Essa divergência teórica conduz a prognósticos e intervenções clínicas diferentes. Precisamos pensar na diferença sem hierarquias, ou seja, um enfoque não invalida o outro, são apenas diferentes.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

0055 [Perg/Resp] A baixa auto-estima de minha amiga é um problemão!

-->
Tenho uma amiga com sérios problemas de auto-estima. Por mais que se levante seu astral, insiste em se por para baixo. A família se endividou e se sente culpada por não trabalhar. Nosso curso é integral, impossibilitando trabalhar e agora quer desistir da faculdade. Os pais parecem não perceber nada! Ela sai com amigas de 25 com comportamento de 15. Não sei mais como ajudá-la, parece que ela não quer ser ajudada. O que posso fazer? Você sabe se é possível conseguir terapia nas faculdades?
Rute.

É interessante notar como a angústia que descreve é sua e não dela. Não que ela não tenha que resolver os problemas que relata, mas que sua questão tem o foco central em sua angústia mais que outra coisa. A certa altura você se dá conta que não se pode ajudar quem não quer ser ajudada, e na sequencia pergunta “o que pode fazer”, compreende? Pela lógica, nada! Mas o foco é sua angústia, a que me encaminhou sua questão.
E para ‘amparar’ (no sentido de dar sustentação) a essa angústia sua, você recorre à vida familiar, companhias das amigas inadequadas. Inadequadas pra quem? Ela se queixa que precisa mudar esse quadro? Eu não percebi em sua pergunta nenhuma queixa dela. Ou percebi mal?
Ela lhe pediu informação sobre terapia em faculdade? As faculdades com curso de Psicologia devem oferecer atendimento clínico ao público, assim como na rede do SUS. Mas fica-me a pergunta: pra quem?

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br 

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

0054 [Artigo] Esquizofrenia (II) - Preconceitos

Esquizofrenia (II) - Preconceitos

"É mais difícil desintegrar um preconceito do que o átomo” (Einstein)
 
Como é comum nas psicoses, o esquizofrênico tem grande dificuldade em criar uma identidade sexual, típica da fase adulta. Por esse motivo sua vida é atravessada por preconceitos tal como enfrentam homossexuais e prostitutas, cuja sexualidade é vista com ressalvas.
Jacques Lacan, psicanalista francês, disse que ‘todos deliramos’. O que diferencia o delírio psicótico do que apresentamos na vida é a ausência de dúvida. O neurótico duvida, mas o psicótico tem certeza que é Napoleão Bonaparte, por exemplo. O delírio caracterizado pela certeza diferencia-se do fanatismo (religioso, esportivo, vício em jogos, etc.) onde surge um ‘será?’ introduzido pela dimensão do real.
Nem só de realidade vive o homem, por isso desenvolvemos mecanismos de defesa do ego, fugas. Jogos de azar, a famosa cervejinha, novelas, futebol, reality shows são algumas formas de fantasiarmos a vida para suportar o peso do real.
A falta de entendimento do problema leva as pessoas à segregarem o esquizofrênico como um peso morto, dano social, a começar pela família. Temem ser vistos como ‘loucos’, mas não poupam seu familiar. Van Gogh foi diagnosticado, entre outros quadros psiquiátricos, como esquizofrênico, chegando a cortar sua própria orelha, no entanto vemos uma sociedade em erupção de loucuras cometidas pelos ditos normais.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0054 [Perg/Resp] Minha mãe não me deixa educar minha filha!

Minha filha não me respeita, não quer ir à escola. Sou divorciada e moro com minha mãe que sempre toma a frente na hora de educá-la, não me deixa corrigi-la e diz que minha filha está assim por que estou namorando. Estou disposta a iniciar um tratamento se for o caso.
Miriam.

É verdade que nossa sociedade globalizada sofre uma profunda inversão de papéis e os filhos deixam os pais sem saber como agir, mas salta-me à vista sua relação com sua mãe.
Enquanto filha morando com sua mãe não está sabendo se posicionar frente a ela referente à educação de sua filha. Para essa, a responsabilidade de mãe é sua, então tem que resolver dois problemas básicos que parecem ser o nó da dinâmica de sua família: sua relação com sua mãe e a com sua filha.
O fato de ser filha, e mesmo sob as condições adversas em que se encontra frente sua mãe não dá a ela o direito de educar sua filha. Isso você perdeu o controle.
Provavelmente sua mãe esteja usando o seu namoro para lhe deixar com culpa, o que caracteriza uma manipulação, mas nada saudável.
É comum pais manipularem os filhos emocionalmente desde a infância, cabendo ao filho dar um basta. O adulto costuma fazer isso, mas se isso se prolonga é porque faltou maturidade ao filho.
Enquanto não sair do lugar de filha para ocupar o de mãe de sua filha, sua mãe o fará por você. Sua filha não te respeita, pois você não se respeita, não espelha isso a ela.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

0053 [Artigo] Esquizofrenia (I)

Esquizofrenia (I)

O termo ‘esquizofrenia’ é originário do grego e quer dizer ‘mente dividida’. O psicanalista francês Jacques Lacan (1901 – 1981) postulou que nossa mente tem três registros: Real, Simbólico e Imaginário e eles devem se encontrar entrelaçados de uma forma específica para podermos ter uma vida mental saudável. O esquizofrênico apresenta uma ‘falha’ num dos nós que amarram os três registros, dividindo o Real e o Imaginário.
Porque eles estão dissociados o delírio e a alucinação é produzida pelo esquizofrênico, assim como outros tipos de psicose. Além disso, ocorrem alterações no pensamento (perda do raciocínio lógico), na afetividade (choro ou riso inadequados), diminuição da motivação (perda de ânimo). O índice de suicídio varia entre 10 a 15% na esquizofrenia.
Os esquizofrênicos são facilmente confundidos com usuários de drogas, pois além de se tornarem hostis não demonstram raciocínio lógico e isolam-se socialmente. Não há cura para o mal, mas há como administrá-lo com drogas prescritas por um médico psiquiatra, porém esse tratamento não se apresenta suficiente.
Críticas e uma postura nervosa com o doente não colaboram com ele. O papel da família é fundamental, pois além do raciocínio lógico se encontrar prejudicado ele necessita de compreensão do problema. Por isso a presença do familiar na busca de ajuda profissional se faz imprescindível.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0053 [Perg/Resp] Injustamente reprovado no psicotécnico!

Meu namorado foi reprovado no exame psicotécnico. Pela redação ele foi acusado de ser drogado, meu sogro de ser dependente de álcool dentre outras coisas e ficou comprovado que a letra não era dele. A psicóloga responsável, ao perceber seu erro exigiu um atestado de sanidade mental através de um psicólogo indicado dela durante um mês. Não temos condições financeiras além de o erro ser dela. Como resolver isso?
A. e B.

Bem, não sei se a pergunta seria para um psicólogo ou advogado! Parece-me mais o segundo caso. Se você tiver como fundamentar com provas tudo o que descreve, pode procurar o Conselho Regional de Psicologia (CRP) para abrir processo administrativo contra a psicóloga em questão. Como sua pergunta me chegou por email não identificando localidade, o site do Conselho Federal de Psicologia (CFP - http://www.pol.org.br/pol/cms/pol/ ) tem todos os CRPs do Brasil, com seus respectivos fones, endereços e emails em que pode entrar em contato para dar encaminhamento ao caso.
Quanto ao tratamento exigido eles são obrigados a aceitarem o laudo de qualquer profissional devidamente habilitado para isso, não podendo em hipótese alguma ser privilégio de um só profissional. Devido à urgência de seu caso, sugiro procurar as autoridades o mais rápido possível, com abertura de B. O. para que seja apurado o caso e as medidas cabíveis sejam tomadas.
  
Para enviar perguntas: gobett@tribuntp.com.br

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

0052 [ARTIGO] Medula Óssea (IV) - Formas de Transplante

Medula Óssea (IV) - Formas de Transplante

No cadastro para doação de medula é exigido que:  
  •    Você tenha entre 18 a 55 anos de idade e esteja em bom estado de saúde.
  •    Seja colhido um exame de sangue (5 ml) para o teste de compatibilidade (HLA).
  •    Forneça sua identificação e endereço para serem colocados no banco de dados com o resultado de seu HLA.
  •    Seja verificada sua compatibilidade quando surgir um paciente. Se confirmada outros exames sanguíneos serão feitos e só então decidirá se ainda deseja doar sua medula.
  •    Você será avaliado por um médico que lhe fornecerá mais informações.
Corte na Medula Óssea

Só não pode doar as pessoas quem já teve hepatite B, C, HIV, sífilis, Chagas, leucemia ou quaisquer tipos de câncer no sangue.
Há quatro tipos de transplantes:
  1. Alogênico: é quando as células progenitoras provém de um doador previamente selecionado por testes de compatibilidade como HLA e/ou outro;
  2. Autólogo: as células progenitoras provêm do próprio paciente;
  3. Singênico: as células progenitoras provêm de gêmeos univitelinos;
  4. Haploidêntico: se dá através da manipulação das células de um doador parcialmente compatível, de tal forma que o organismo do receptor tolere as mudanças da transfusão.

A compatibilidade entre as medulas pode chegar a 1:1 milhão. Por isso o REDOME (Registro Brasileiro de Doadores de Medula Óssea) mantém um banco de doadores disponível. Cadastre-se no hemocentro mais próximo!
Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0052 [PERG/RESP] Minha Mente é Acelerada e Minha Atenção Difusa!

Não consigo prestar atenção na aula da faculdade. Minha mente está sempre acelerada pensando em milhares de coisas sem me focar numa só. Isso já faz tempo, não sei se tem a ver com a separação dos meus pais quando eu tinha quatro anos, ou se algo me bloqueia e não consigo controlar meu cérebro, e ele que me controla. Estou sendo muito prejudicada com isso.
Melissa.

Do jeito que sua queixa foi formulada há uma demanda de diagnóstico. No entanto isso não é possível numa publicação desse formato. Mas os elementos que trás sugerem um quadro de TDAH que deveria ser confirmado por um médico psiquiatra.
Chama a atenção o fato de supor que pode ter o controle de seu cérebro (será que não seria mente?), pois os processos cerebrais são controlados por nossos Sistemas Nervosos, não cabendo-nos qualquer controle voluntário sobre processos como o que descreve. Os dois principais sintomas de pessoas com TDAH são desatenção e hiperatividade. Todos têm algum grau de ambos, mas no portador de TDAH isso ocorre o tempo todo, e em sua colocação isso aparece. O rendimento escolar e profissional fica bastante prejudicado.
Não se pode ignorar, no entanto, o episódio ocorrido com quatro anos. Nós somos a fusão de corpo e mente que são indissociáveis. Desprezar qualquer um nos leva inevitavelmente ao erro. A ajuda profissional é indispensável para o diagnóstico preciso.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

terça-feira, 2 de novembro de 2010

0051 [ARTIGO] Medula Óssea (III) - Formas de Doação

Medula Óssea (III) – Formas de doação

O médico informa ao doador qual a melhor forma de coleta celular que dependerá do receptor, o grau e fase em que se encontra sua doença para então decidirem juntos sobre como doar.
Punção direta e punção da veia são as duas formas de coleta. Na punção direta retira-se com agulha na nádega o equivalente a uma bolsa de sangue, procedimento que dura aproximadamente 40 minutos, utilizando-se anestesia. Tem-se a sensação de ter recebido uma injeção oleosa. Não ficam cicatrizes, apenas pequenas mínimas marcas da agulha. Na punção da veia o doador recebe um medicamento por cinco dias que estimula a proliferação das células-mãe a migrarem da medula para as veias, onde são filtradas. Esse processo dura aproximadamente 4 horas. O medicamento tem como efeito colateral dores no corpo semelhantes às de uma gripe. Os riscos são mínimos.
Para receber a transfusão de medula, o receptor precisa primeiro passar por um tratamento de destruição da própria medula. Em duas semanas ela estará transplantada e já produzirá novas células. O doador poderá doar mais de uma vez, já que a incompatibilidade é o grande problema e a regeneração muito rápida, como acontece com o sangue. Não é necessário ter o mesmo tipo sangüíneo sendo o teste HLA o que determina a compatibilidade.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0051 [PERG/RESP] Minhas Fotos expostas sem Permissão!

Depois de um período de festas me surpreendi com inúmeras fotos minhas (bem despreparadas, diga-se de passagem) colocadas em um site de relacionamentos por familiares. É justo que se apropriem de minhas imagens e as disponibilizem na internet sem meu consentimento? Fujo dos flashes, mas nem sempre consigo. Como proceder sem ser chata?

Sem privacidade no Orkut!
Está claro que sua questão expressa muito mais uma indignação que algo da ordem da justiça, embora essa também se presentifique. Obviamente que o familiar em questão deveria lhe consultar, até mesmo pela consideração. No entanto muitos são os motivadores para que isso ocorra podendo até não ter seu familiar entendido isso como algo ofensivo.
Aqui cabe uma rápida consideração. A sociedade globalizada em que vivemos é a sociedade da exposição, em que mesmo com todos os cuidados acabamos expostos, seja por familiares, seja por organizações estabelecidas. A exibição do corpo ou de informações pessoais se dá em excesso. É só pensar no que a Globo exibe com alta audiência no famoso BBB, induzindo nossas mentes a acreditar na exposição da intimidade como algo da ordem do público, ‘natural’.
Mas se houver uma recusa de seu familiar em retirar suas imagens do ar pode encaminhar denúncia ao provedor. Ou prefere continuar exposta para não ser “chata”? Exercer um direito é ser chato? Talvez tenha que refletir sobre isso.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

José (Drummond) - por Paulo Autran

segunda-feira, 20 de setembro de 2010

0050 [ARTIGO] MEDULA ÓSSEA (II) - COMPATIBILIDADE


Medula Óssea (II) 
Compatibilidade entre Doador e Receptor

A doação de medula óssea deve ser feita por pessoas entre 18 e 55 anos com saúde em bom estado. Podem doar pessoas diabéticas, grávidas, em amamentação, com pressão alta, com tatuagem. Não há peso mínimo e também não restrições quanto a histórico de meningite, anemia ou hepatite ‘a’.
A compatibilidade entre doador e receptor talvez seja um dos maiores problemas que se enfrenta, cujas chances de se encontrar um doador pode chegar a uma em 1.000.000 (um milhão). Entre irmãos há 25% de chances de se encontrar um doador. Como a maior parte não encontra um doador na família, recorre-se ao registro nacional de doadores. Por essa razão o REDOME (Registro de Doadores de Medula Óssea) mantém um banco de dados de doadores inscritos com seu HLA (teste de compatibilidade). A importância de todos serem doadores é encontrar um doador compatível. Seu gesto pode representar a única possibilidade de cura ao paciente que aguarda um doador.
No ato do registro você não doa nada além de 10 ml de sangue para o teste HLA, e só quando houver a necessidade de um transplante que você é chamado para confirmar se ainda tem intenção de doar sua medula. Ela se regenera em 15 dias e você salva uma vida.
Tome uma atitude e procure o hemocentro mais próximo. Sua inscrição inicialmente doa esperança. Só depois doará vida!

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0050 [PERG/RESP] Minha filha de 15 anos pega dinheiro. O que faço?

Dou de tudo para minha filha de 15 anos, mas ultimamente ela parece ter ódio de mim e de seu pai, além de mentir muito. O pai é mais rígido e as crises são mais recentes com ele. Agora está pegando dinheiro sem falar, e aparecem objetos novos (brincos, lingerie, etc.). Num teste o pai deixou dinheiro em cima do móvel e ela pegou R$ 2,00. É pouco, mas não está certo. Não sei o que faço, ela nega tudo! 
Cristiane, 37.

É sabido que há o conflito entre pais e filhos. Isso sempre houve, mas parece que na era globalizada ele tem se tornado mais freqüente e corriqueiro e com elementos novos. Havia episódios assim também há 30 anos ou mais, mas a função paterna era muito clara e definida tanto aos pais quanto aos filhos e bastava uma vez para o problema ser resolvido. Hoje há uma inversão dentro de casa, muitas vezes ajudada pelos pais que não falam a mesma linguagem entre si.
Você diz que “dá de tudo”. Você dá o não, o limite necessário para a vida? Essa é a tarefa de educar no sentido da cidadania, que implica num pacto onde o seu não cumprimento tenha consequências.
O trabalho com usuário de drogas mostra bem o seu problema. Nesse grupo o sumiço de dinheiro é causado por problemas decorrentes do abuso de drogas. Não posso lhe afirmar que seja o caso, mas a hipótese é muito plausível e deve ser checada.
A dificuldade em lidarmos com a paternidade nos remete aos problemas vividos enquanto filhos.

 Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

sexta-feira, 10 de setembro de 2010

0049 [ART.] Medula Óssea (I) – O que é, quem precisa?

Medula Óssea (I) – O que é, quem precisa?

De caráter explicitamente médico, esse tema carece ser divulgado para sua conscientização e desmistificação.
A medula óssea é a matriz do sangue localizada na parte interna dos ossos onde se encontram as células-mãe, glóbulos vermelhos e brancos e plaquetas.
O Transplante de Medula Óssea (TMO) é indicado a pessoas com doenças hematológicas, onco-hematológicas, imunodeficiências, doenças genéticas hereditárias, alguns tumores sólidos e doenças auto-imunes.
Doenças Onco- hematológicas
• Leucemias Agudas e Crônicas
• Linfomas de Hodgkin e não Hodgkin
• Mieloma Múltiplo
• Síndrome Mielodisplásica (SMD)
Doenças Hematológicas
• Aplasia Medular ou Anemia Aplástica Severa
• Anemia de Fanconi
• Hemoglobinapatias: Anemia Falciforme e Talassemia
• Hemoglobinúria Paroxística Noturna
Imunodeficiências
• A indicação do transplante depende, em geral, da doença e fase em que os pacientes se encontram. Para muitos casos, não há como controlá-la somente com a quimioterapia e radioterapia convencional, sendo o transplante o melhor recurso terapêutico para alcançar a cura.
O maior problema, entretanto é encontrar um doador compatível com o receptor. Por essa razão os hemocentros cadastram doadores para no caso de ser necessário o TMO poderem encontrar aquele que salvará uma vida, inicialmente com 10 ml de sangue.
Fica o apelo ao cidadão.
video

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

0049 [PERG/RESP] Perdi o sono com a violência e temo adoecer


A violência tirou meu sono
Tenho meu negócio no bairro que moro, e por aqui costumava ser seguro. Tomo medidas de prevenção como chegar em casa com a rua iluminada. Mas no ano passado um rapaz foi assaltado e morto, e minha empresa sofreu uma tentativa de arrombamento. Meus pais viajaram e com muito medo cuidei da casa e da empresa. Tive problema para dormir por dois dias. Temo adoecer por conta disso, pois não sei como controlar.
Beto, 33.

É interessante como assistimos cenas de violência cotidianamente nos noticiários de TV, mas nada como o real para dar vida aos fatos. A suposta ameaça imediatamente se torna fato e reagimos como tal. Não há o que se discutir quanto à segurança social nos dias atuais. A questão é que situações semelhantes ou até mais graves não afetam outras pessoas como a você.
Podem tais situações gerar um trauma, mas há a possibilidade de já haver certa predisposição para que isso ocorra. É muito comum que circunstâncias como as descritas sirvam como justificativa racional para algo que já se encontrava de forma latente, esperando uma oportunidade, se manifestar.
Há mesmo as chances de adoecer. Se você acredita, mesmo que sem notar tomará posturas com tais situações para que estas sejam justificáveis, inclusive justificando o adoecimento para o qual já se prepara para enfrentar. Por mais paradoxal que pareça assim é o ser humano. 99% dos nossos problemas imaginários não vão acontecer.

Para enviar peguntas: gobett@tribunatp.com.br

0048 [ART.] O que há no Insulto e no Elogio?


O Que há no Insulto e no Elogio?

Sempre questionamos um elogio – ‘são seus olhos’, ‘tive sorte’ – mas não duvidamos do insulto, ao qual sempre revidamos. Se se suspeita do elogio, não paira qualquer dúvida quanto ao insulto, sempre certeiro. Mas por quê?
Ao se por a serviço de alguém, o que elogia é alvo de críticas – ‘o que você viu nele?’ – Mas o que insulta toca a verdade do ser e é visto tendo razão: ‘Ele merecia ouvir umas mesmo!’
O insulto necessita da cumplicidade do insultado, de seu revide, sem o que ele perde seu efeito de verdade. Lembremos dos apelidos, insultos com roupa de brincadeira. Sabemos que ele só emplaca se o seu alvo for cúmplice se irritando.
Interessante notar que o insultante é tido como honesto o que falou a verdade que ninguém tinha coragem de dizer. Mas o que elogia ganha a pecha de demagogo ou bajulador.
‘Falem mal, mas falem de mim’ está na base de pessoas que preferem ser lembradas negativamente a não ser lembradas de forma alguma. Freud dizia que o obsessivo tem certo prazer em ser insultado, que isso o defende da paranóia de ser algo pior. Ao receber o insulto ele pode pensar que está protegido de seu superego que o persegue.
Entre membros de comunidades com identificação pouco clara é fácil haver insultos. Cem anos de psicanálise, cem anos de insultos. Talvez, o psicanalista seja aquele que tenha outra maneira de responder a tal nomeação. 
Fonte: www.jorgeforbes.com.br


Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

quinta-feira, 9 de setembro de 2010

0048 [PERG/RESP] Estou inseguro com emprego fora da cidade

Estou passando privações (desemprego, parei os estudos, família com necessidades). Por não poder fazer força nem todo emprego posso pegar. Surgiu uma oportunidade para comerciais de TV, coisa que sempre desejei. O cara gostou de meu perfil e me pediu $ 500,00 para o ensaio fotográfico em São Paulo. Sem grana pensei até fazer um empréstimo, pois sei o valor do cachê. Apesar de tudo (meu desejo de aparecer na TV, desempregado, situação difícil, etc.) o medo povoa minha mente. Não sei o que faço!
Henrique, 19, Piracicaba.

Não entendi uma coisa: você confia no profissional que lhe pediu os R$ 500,00? Ou acha que seja uma ‘arapuca’? Porque exceto essa possibilidade onde se localizam seus medos? Tudo que desejamos muito na vida, quando acontece nos apavora. Nossos maiores desejos são os que nos provocam mais medo na eminência de ocorrerem.
Você narra tantos tropeços na sua vida e na de sua família que uma oportunidade dessas só poderia ser bem-vinda à luz da lógica racional. Mas o ser humano é singular. Desconhecemo-nos e situações como essa nos mostram que as coisas não são tão simples, que a vida não é uma conta matemática que em qualquer lugar do planeta obtêm-se o mesmo resultado sempre.
Comece se perguntando medo de quê? De se realizar? Do afastamento familiar? De não ter mais do que se queixar? O medo é um inimigo fatal das oportunidades da vida. Ou você as agarra, ou as perde. Só não vale chorar depois.

Para enviar perguntas: gobett@ tribunatp.com.br

sábado, 4 de setembro de 2010

0047 [ARTIGO] DEPRESSÃO NA ADOLESCÊNCIA (VI) - Medicamentos

Depressão Na Adolescência (VI) 
Medicamentos

Para a medicina depressão é doença
A medicina vê a depressão como uma doença. Mas à luz da psicanálise a depressão tem raízes mais profundas que investigadas e atingidas, o sujeito se liberta dela.
No entanto, a neurociência tem desenvolvido um papel que apesar de muito bom em alguns casos, causa profundos danos em outros. Na França chegou-se a cogitar colocar uma leve dose de antidepressivo na água que abastece a população, tal como se faz com o flúor. Toda população francesa estaria sendo tratada uniformemente. (?)
O que se percebe com clareza são os diferentes graus de depressão nos indivíduos. Logo a ação também deve ser diferente, sob o risco de excluirmos a singularidade de cada paciente.
Esse é um dos males da prescrição em massa. O outro, pior ainda, é que o medicamento retira do sujeito sua responsabilidade. A psicanálise faz o trabalho contrário. Entendemos ser possível uma melhora no momento em que o sujeito se implica em sua queixa, sem se vitimizar, se colocar como ingênuo ou inocente. E isso é um dos maiores problemas no trabalho de análise, pois o sujeito se nega a enxergar isso.
Muitos, nessa hora de dor e sofrimento a se enfrentar, optam pelo tratamento medicamentoso, e tem sua irresponsabilidade avalizada por um médico que lhe prescreve sua “solução”. Uma “solução que se removida tudo retorna como antes. A proposta da psicanálise é ir às causas, não às consequências.
.
Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br 
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...