terça-feira, 2 de dezembro de 2008

0034 [ARTIGO] OBESIDADE (I) - MITOS

OBESIDADE (I) - MITOS

Começaremos a discorrer sobre obesidade a partir dos mitos que pacientes cirúrgicos expressam. Como em todos nós, o obeso forma uma estrutura corporal em sua mente e suas experiências emocionais determinam e são determinadas pela imagem corporal decorrente. Tanto isso é verdade que, mesmo após um tempo relativo à redução do estômago ele continua a se perceber assim, como se seu corpo ainda fosse o mesmo.
A psicóloga Maria Salete Arenales-Loli aponta alguns mitos desses pacientes: o de que seu corpo ficará perfeito (nos padrões da mídia), que ele será emagrecido exclusivamente pela cirurgia, que o paciente não tem implicações pessoais na obesidade, que depois de eliminado o peso estará livre de novo ganho de peso. Para Arenales-Loli o mais pernicioso dos mitos está na crença que o paciente tem de que seus problemas pessoais, sociais e profissionais estarão magicamente sendo resolvidos tão logo emagreça.
Quando eles são levados a refletirem sobre esses mitos passam a ter uma visão mais realista dos ganhos com a cirurgia bariátrica. O não diagnóstico e eliminação dos mitos de cada paciente os levarão a futuros muito frustrantes com a cirurgia.

Fonte: Psi Jornal de Psicologia CRP/SP – nº 157 – set/out, 2008.

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0034 [INTERATIVO] Estou apaixonada pelo meu psicanalista

Estou loucamente apaixonada pelo meu psicanalista. Declarei-me, ele esboçou um sorriso e disse que amor é bom, que a recíproca é verdadeira, mas nunca aceitou um convite meu! E que se fosse fora do consultório teria rolado, ainda me perguntou por que eu não tentava conquistá-lo. Dei-lhe um perfume e conversávamos semanalmente do exterior por telefone. Falei que estou sofrendo e vou me entregar a outro homem para esquecê-lo, e disse que poderia indicar outro profissional se eu não puder continuar, mas diz que quem entra ali não sai mais. Estou prestes a lascá-lo um beijo na boca dentro do consultório!
Ana, 30.

Muito contundentes algumas afirmações: o desafio da conquista, os telefonemas internacionais, toda a descrição já caracteriza o romance. O que não está claro a mim é o que sua pergunta pretende. Parece que só falta chegar os finalmentes. Seria o motivo de sua angústia? Outra possibilidade é a de poder se posicionar como objeto de desejo daquele que muitas desejam (?). No final da questão você já diz que vai ‘lascá-lo’ um beijo na boca! É interessante que o beijo surge no momento em que você perde o lugar de objeto de desejo dele, indicando-lhe outro profissional.

Causa estranheza ele dizer que ‘fora do consultório teria rolado’. O risco de ele perder o lugar de psicanalista na relação é muito maior que a possibilidade de resultados eficazes.
Porém, ambos são os responsáveis pelas suas ações.
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quinta-feira, 27 de novembro de 2008

0033 [ARTIGO] DESAFIO AOS POLÍTICOS (VI)

DESAFIO AOS POLÍTICOS (VI)

Finalizando, os últimos. Será que algum político aceita o desafio?

COMPROMISSO 16 – Assegurar a participação de crianças e adolescentes nas decisões políticas do município.
Ação – Incentivar meninos e meninas a estarem presentes nos Conselhos de Direitos criando um espaço específico de escuta e participação. Promover atividades que facilitem sua participação na elaboração do Orçamento Municipal. Criar Ouvidoria na cidade, coordenada por adolescentes, cuja missão será receber as sugestões de meninos e meninas.

COMPROMISSO 17 – Assegurar a municipalização da execução das medidas sócio-educativas em meio aberto (liberdade assistida, semi-liberdade e prestação de serviços à comunidade), de acordo com as diretrizes estabelecidas pelo Sinase (Sistema Nacional de Atendimento Sócio-educativo).
Ação – Criar programa municipal, pela administração direta ou em parceria, com ações intersetoriais. Construir retaguarda de atendimento dos adolescentes em conflito com a lei e egressos da internação, visando envolver a comunidade e oferecendo-lhes alternativas concretas para a construção de um novo projeto de vida, baseado em valores como a cidadania, a ética, o respeito, a honestidade e a solidariedade.

COMPROMISSO 18 – Promover a igualdade social com ações que valorizem a diversidade de raça, etnia, gênero, orientação sexual e manifestação religiosa e estratégias de inclusão das pessoas com deficiência.
Ação – Promover atividades educacionais e culturais que valorizem a diversidade. Garantir a acessibilidade arquitetônica e preparar a rede de ensino para a inclusão das pessoas com deficiência.

Fonte:
www.cedca.rj.gov.br

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0033 [INTERATIVO] Atraio homens como o meu pai

Tomei consciência que atraio homens mulherengos e com tendência ao alcoolismo e que de certa forma lembram atitudes que eu criticava em meu pai. São homens que não querem compromisso e não me dão valor. O que faço para superar esse ciclo vicioso que se instaurou?
Mary.

Foi Freud que apontou a tendência da mulher procurar um companheiro com características de seu pai, contrariamente ao homem, por questões da constituição do masculino e do feminino.
A superação do ‘ciclo vicioso’ (como o nomeou) vincula-se ao seu desejo, sempre da ordem do inconsciente, só revelado em análise, e não pode ser confundido com o querer, da consciência. No entanto está evidente sua identificação com a figura paterna que se repete nos seus envolvimentos.
Toda a criança tem nos pais as imagos do primeiro caso amoroso, de onde surge o desejo incestuoso e sua proibição, sendo essa a que nos possibilitará o encontro com o outro sexo numa fase madura da vida.
A grande maioria das pessoas (para não dizer todos) encontra-se alienada das forças que regem tal desejo. Não é possível se desalienar totalmente, porém um pouco que revelado muda muito a vida da pessoa.
Uma coisa é certa: essa identificação paterna precisa ser rompida. Sem isso não haverá encantamento por um homem fora de seu pai.
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sábado, 15 de novembro de 2008

0032 [ARTIGO] DESAFIO AOS POLÍTICOS (V)

DESAFIO AOS POLÍTICOS (V)

A Carta Aberta lançada pelo Grupo dos 18 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) totaliza 18 compromissos:

COMPROMISSO 13 – Desenvolver políticas específicas para ampliar as oportunidades de participação e reduzir a vulnerabilidade dos adolescentes.
Ação – Implementar políticas públicas de qualificação e geração de emprego e renda, oferecendo cursos profissionalizantes articulados com a conclusão do ensino fundamental e o acesso ao ensino médio, sintonizados com o mundo de trabalho da região, preparando os adolescentes para o primeiro emprego, o empreendedorismo e a sua realização profissional.

COMPROMISSO 14 – Promover a saúde de crianças e adolescentes.
Ação – Criar ou fortalecer ações de assistência integral à saúde de meninos e meninas, garantindo a implementação efetiva de estratégias como o Programa Nacional de Vacinação Infantil e prevenindo problemas como gravidez não planejada, dependência química, depressão, doenças sexualmente transmissíveis, entre outros.

COMPROMISSO 15 – Destinar recursos e criar espaços para atividades culturais, esportivas e de lazer, voltadas para crianças e adolescentes.
Ação – Organizar atividades, programas e políticas de incentivo à valorização da cultura local, da prática de esportes e de iniciativas comunitárias de lazer e recreação, melhorando os espaços e equipamentos existentes ou criando novos.

Fonte:
www.cedca.rj.gov.br

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0032 [INTERATIVO] A Pior Crise que já Vivi!!

Com contas vencidas, dívidas e problemas de saúde penso em desistir da faculdade. Tudo isso prejudicou meus estudos. É um sonho, mas estou sem forças e tudo dá errado, estamos no "fundo do poço". Somos uma família humilde, mas essa é a pior crise de todas. Estamos vivemos com a ajuda de outros, tenho vontade de chorar, não agüento mais! Tudo que tento dá errado, ninguém consegue emprego, e a revolta vai aumentando. Às vezes fico andando sem ruma até a hora da aula, devaneando, sem ver uma saída!
José, 18.

É nítido em sua queixa que problemas financeiros e físicos colocaram um sonho seu em xeque. Embora coloque como primeiro plano as dificuldades decorrentes do capital, sua vida emocional aparece como pano de fundo. Vale lembrar que outras pessoas enfrentam problemas semelhantes senão piores, e suportam as dificuldades sem se afetarem tanto.
Não estou dizendo para se conformar! Em hipótese alguma seria isso, mas que nossa vida é um complexo de coisas acontecendo e temos de desenvolver a habilidade para sabermos levar todas essas questões de uma maneira menos ‘atordoante’, digamos assim.
Talvez o que esteja agora sendo visto como um sonho naufragando seja apenas uma pausa para ser retomado posteriormente. Que metas estão definidas do momento? Como planeja atingi-las? Estão ao alcance de seus recursos? Há tantos sonhos que deixamos de realizar por estarmos aquém dos recursos necessários!
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terça-feira, 4 de novembro de 2008

0031 [ARTIGO] DESAFIO AOS POLÍTICOS (IV)

DESAFIO AOS POLÍTICOS (IV)

Em continuidade aos 18 compromissos propostos na Carta Aberta:

COMPROMISSO 10 – Combater a violência doméstica caracterizada pelos maus tratos físicos e psicológicos, negligência e abuso sexual.
Ação – Realizar campanhas públicas de esclarecimento sobre a necessidade de denunciar tais situações, qualificar os profissionais das redes de saúde, educação, assistência social e os conselheiros tutelares para identificar esses casos e prestar o atendimento adequado às crianças, adolescentes e suas famílias.

COMPROMISSO 11 – Prevenir e enfrentar a violência e a exploração sexual de crianças e adolescentes em todas as suas manifestações.
Ação – Mapear a situação no município. Fortalecer os mecanismos de repressão desses crimes e responsabilização dos culpados, aprimorando também a rede de proteção social das crianças e adolescentes. Adotar políticas públicas de prevenção do problema e atendimento das vítimas e de suas famílias.

COMPROMISSO 12 – Prevenir, combater e erradicar do município o trabalho infantil em todas as suas formas.
Ação – Mapear a situação no município, identificando crianças e adolescentes explorados. Investir na criação de uma rede de Educação Integral Inclusiva, implementando, no turno complementar ao das aulas formais, atividades educacionais, esportivas e culturais. Oferecer programas de geração de emprego e renda para os adultos das famílias.

Fonte: www.cedca.rj.gov.br

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0031 [INTERATIVO] Desanimado desde criança

Tenho desânimo desde criança. Já procurei vários Psicólogos e Psiquiatras e nem antidepressivos resolvem. Sempre saio do serviço desanimado sem vontade para nada. Saio com amigos para não ficar em casa, mas não me animo. Ouvi falar de estimulantes. Aguardo ser chamado há dois anos para terapia numa clínica-universidade.
César, 25, Segurança - ES.
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É claro que sair com amigos é sempre algo positivo, mas não o suficiente. A solução para seu desânimo só se encontra em você mesmo. Mas a pergunta: se nem profissionais diversos, nem medicamentos surtiram o efeito esperado, que parceria estabelece com esse sintoma? Que ganhos secundários estão suportando-lhe nesse lugar de ‘vítima’ da vida? Há muitas coisas para serem pensadas no campo psicológico, que me fogem das possibilidades.
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Com 25, anos e desde criança se sentindo desanimado, se estruturou de forma a se relacionar com o mundo de uma maneira sempre desanimada. É talvez seu modus operandi, talvez nem saiba como viver sem sentir-se desanimado. Já pensou? Passar tantos anos vivendo desanimado o que não representaria lhe arrancar seu desânimo, a despeito de uma suposta queixa dele? Acho que enfrentaria um enorme problema!É importante lembrar que certos distúrbios apresentam comorbidades (depressão com distimia, p. ex.). As causas muitas vezes não necessitam serem conhecidas para se alcançar melhoras. Quanto ao estimulante só se prescrito por médico!
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terça-feira, 28 de outubro de 2008

0030 [ARTIGO] DESAFIO AOS POLÍTICOS (III)

DESAFIO AOS POLÍTICOS (III)

“A criança e o adolescente são prioridade absoluta para a família, a sociedade e o Estado.” (art. 227 da CF). A Carta Aberta propõe 18 compromissos:

COMPROMISSO 7 – Assegurar a ampliação da Licença-Maternidade de quatro para seis meses.
Ação – Apresentar projetos de lei à Câmara de Vereadores propondo a licença maternidade de seis meses.

COMPROMISSO 8 – Propiciar condições para que a família ofereça ambientes pacíficos, seguros e adequados ao desenvolvimento integral de seus filhos e se fortaleça como Família que Protege.
Ação – Implementar políticas públicas integradas de apoio às famílias e fortalecimento do ambiente familiar, oferecendo atividades, apoio no que for necessário e formação para que os pais e/ou responsáveis pelas crianças e adolescentes estejam melhor preparados para administrar os diferentes conflitos dentro de casa.

COMPROMISSO 9 – Assegurar a convivência familiar e comunitária de crianças e adolescentes apoiando suas famílias e suas comunidades com políticas, programas e serviços.
Ação – Viabilizar políticas públicas de planejamento familiar e assistência psicossocial aos grupos vulneráveis, como, por exemplo, pessoas com dependência química e alcoolismo. Promover a geração de emprego e renda para os adultos, oferecendo condições necessárias para evitar o afastamento de crianças e adolescentes de suas famílias.

Fonte:
www.cedca.rj.gov.br

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0030 [INTERATIVO] Pensamentos homossexuais me perseguem

Eu tinha seis anos e um cara me ofereceu um saco de bolas de gude se eu o deixasse fazer sexo anal. Sempre evitei situações coletivas de nudez temendo o desejo ser despertado, esperava para tomar banho sozinho perseguido por tais pensamentos. Tive só uma namorada, mas não transamos. Pensei em sair com uma garota de programa para ver se gosto, mas nunca fui de medo. Sonho em casar e ter um casal de filhos, mas não sei se realizarei isso.
Daniel, 21.

Esse sonho é o padrão imposto pela cultura. Fica com a sensação que não estando no padrão não pertence ao grupo. Talvez veja nele o ideal que lhe devolverá sua masculinidade. No entanto, tais ideais não respondem mais à sociedade de hoje.
O episódio da infância caracteriza-se como ato de violência psicológica e lhe cabe superar ou não. Essa superação inevitavelmente inclui o enfrentamento da situação, e pela sua descrição sempre fugiu dele. Evitou situações coletivas assim como o encontro com o outro sexo. Tem dificultado sua caminhada pelo temor de uma fantasia. São algumas hipóteses.
Há uma pressão cultural para a identificação coletiva. As ‘vantagens masculinas’ em rodinhas (quase sempre mentiras) questionam sua masculinidade. Fica-me a impressão de que as marcas do passado povoam sua mente e talvez esteja confundindo desejo homossexual com o temor de enfrentar um problema que estancou sua sexualidade. Está faltando ousadia para se enfrentar.
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terça-feira, 21 de outubro de 2008

0029 [ARTIGO] DESAFIO AOS POLÍTICOS (II)

DESAFIO AOS POLÍTICOS (II)

Um compromisso para cada ano de vida. A Carta Aberta lançada pelo Grupo dos 18 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) se propõe como desafio aos políticos. Em continuidade aos compromisso e ações propostos da semana passada.

COMPROMISSO 4 – Ampliar o acesso das crianças de zero a cinco anos à Educação Infantil de qualidade.
Ação – Construir, equipar e manter adequadamente mais creches e pré-escolas, com prioridade para as áreas mais vulneráveis, visando aumentar a oferta de vagas na rede municipal de Educação Infantil.

COMPROMISSO 5 – Melhorar a qualidade do Ensino Fundamental e combater a evasão escolar.
Ação – Investir na qualificação dos profissionais de educação; na construção, reforma e ampliação das escolas; no intercâmbio direto com o MEC com vistas à atualização e melhoria do material didático, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs); criar mecanismos para envolver a família e a comunidade no enfrentamento da evasão escolar, incentivando a formação de instâncias de participação dos alunos, como os grêmios estudantis, e da família, como as Associações de Pais.

COMPROMISSO 6 – Melhorar o atendimento no pré-natal, parto e pós-parto.
Ação – Fortalecer a rede municipal de atenção básica à saúde e implementar políticas públicas capazes de oferecer assistência mais humanizada a gestantes e bebês. Incentivar a amamentação exclusiva no peito da mãe até o sexto mês de vida da criança.

Fonte: http://www.cedca.rj.gov.br/
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0029 [INTERATIVO] Separação de meus pais x meu irmão de 13 anos

Meus pais são separados há seis anos, mas minha mãe é muito insegura e reclama de tudo, inclusive falta de dinheiro. Meu pai ajuda como pode, sou casada e moro distante, mas meu irmão de 13 anos está faltando às aulas com vômitos, dor de cabeça, tontura, mas os médicos com os exames não chegam a um diagnóstico. Ele já perdeu 15 kg em um mês. Estou desesperada!
Maria.
Ao dirigir a questão a mim já pressupõe bases emocionais no problema. Mas a perda de 15 kg em um mês é um dado preocupante que merece atenção médica urgente juntamente com nutricionista até que possa se chegar às raízes do problema. De certa forma você já indica ser um reflexo da não aceitação de vida de sua mãe. Mas e daí? Saber isso ajuda em quê? Como filho e morando com ela ele está sujeito a tudo o que lá acontece.
Embora sua preocupação seja seu irmão, talvez seu desespero, apesar de bem fundamentado, esteja escamoteando suas queixas sobre sua mãe, por exemplo. Sua intolerância com ela está nitidamente retratada. Que desespero é esse? Pois seu irmão tem a mãe pra cuidar... Ou não? Não é lá que ele mora? Sim, ele pode não estar recebendo os devidos cuidados.
A situação necessita de ação! Não cabe culpar ninguém. Que atitudes seus pais estão tomando? Ou seria só você a pessoa ‘desesperada’? Está no lugar da mãe dele? Para além da questão trazida, deve refletir sobre o que isso está representando a você.
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quarta-feira, 15 de outubro de 2008

0028 [ARTIGO DESAFIO AOS POLÍTICOS (I)

DESAFIO AOS POLÍTICOS (I)

O Grupo dos 18 anos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) lançou Carta Aberta último 10 de julho durante sessão solene no Congresso Nacional aos candidatos ao pleito. Exporemos os 18 compromissos e ações na íntegra, no decorrer das próximas publicações.

COMPROMISSO 1 – Assegurar recursos no Orçamento Municipal para as políticas públicas voltadas à infância e adolescência.
Ação – Criar normativas que fixem percentuais mínimos de execução orçamentária. Definir critérios que viabilizem a transparência e a participação da sociedade civil e das próprias crianças e adolescentes na discussão, elaboração e execução do Orçamento.

COMPROMISSO 2 Garantir o pleno funcionamento do Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente (CMDCA). Se não existir o Conselho, o seu compromisso é criá-lo.
Ação – A criação do Conselho de Direitos se dá por meio de uma lei a ser encaminhada para a Câmara de Vereadores. Se o seu município já criou o CMDCA, seu compromisso será fortalecê-lo garantindo a capacitação dos conselheiros, a regulamentação e a destinação de recursos do Orçamento Municipal para o Fundo dos Direitos da Criança. Além disso, é importante assegurar a participação ativa de representantes governamentais que juntamente com os representantes da sociedade civil vão deliberar sobre as políticas municipais necessárias para garantir os direitos das crianças do município.

COMPROMISSO 3 – Garantir o pleno funcionamento dos Conselhos Tutelares ou criá-los onde não existam.
Ação – Destinar recursos específicos no Orçamento Municipal para estruturar os Conselhos Tutelares e qualificar seus conselheiros.


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0028 [INTERATIVO] Somatização x Vida Conjugal

Com fortes dores repetidas no estômago chegando a vomitar sem parar fui ao médico. Disse que estou com somatização. O que é isso? Tem cura? Por falta de grana parei o tratamento e perdi as receitas. Meu marido é impulsivo, quer pedir demissão e vive nos prejudicando. Já pensei em separação. Eu o amo, mas não consigo fazê-lo ver os problemas de outra forma! Não agüento mais, não tenho amigos nem com quem conversar.
Paula, 26, Osasco.

A psicossomática (ou somatização) é dos sintomas, o que se expressa no corpo. Empresta-se o corpo para a queixa. È muito provável que suas dores tenham origens emocionais, escapando a qualquer exame médico. Obviamente que o tratamento também deve considerar suas emoções. Atualmente o SUS está oferecendo apoio psicológico que apesar de restrito é melhor que nada.
Mas me parece haver mais coisas. Você coloca a hipótese de se separar. Muito sutilmente surge a idéia de que o mal estar de seu casamento, por uma suposta irresponsabilidade, seja a causa dessa somatização. Veja que parou o tratamento médico por falta de grana, sua queixa com seu marido e com o emprego, logo, com as contas.
Talvez esteja associando a impulsividade e demissão com repetidas dores e vômitos. Será que o ama tanto quanto ama seu sintoma?
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terça-feira, 7 de outubro de 2008

0027 [ARTIGO] ALCOOLISMO VIII - CAUSAS E CITAÇÕES

ALCOOLISMO VIII - CAUSAS E CITAÇÕES

Após discorrermos dois meses sobre o tema encerramos com algumas causas que levam ao uso do álcool, variando de indivíduo para indivíduo:

@ Conflitos emocionais ou pessoais;
@ Dificuldades escolares, sociais, profissionais;
@ Acréscimo ou perda de um dos membros da família;
@ Crises familiares;
@ Controle da ansiedade através da bebida;
@ Fuga de problemas ao beber;
@ Separações, divórcios;
@ Término de relacionamento amoroso;
@ Ausência de pais;
@ Modelos paternos inadequados aos filhos (pais adictos);
@ Pressão Social ("Quem não bebe não é macho!")

As citações a seguir embora se pretendam ingênuas e satíricas, guardam em seu bojo um forte apelo a uma verdade. Verdade essa que aplacaria nossa culpa.

@ “24 horas no dia, 24 cervejas em uma caixa. Coincidência?” (Stephen Wright)
@ “Cerveja é a prova de que Deus nos ama e quer que sejamos felizes!” (Benjamin Franklin)
@ “Quando bebemos, ficamos bêbados. Quando estamos bêbados, dormimos. Quando dormimos, não cometemos pecados. Quando não cometemos pecados, vamos para o Céu. Então, vamos beber para ir pro Céu.” (Brian O'Rourke)

A espirituosidade das citações reside justamente no fato de dizer algo de nossa verdade, nossa atitude com a droga. Com nomes de calibre estão a serviço de nossa irresponsabilidade supostamente justificando tal atitude. Definitivamente não há ingenuidade aí.

Fonte: http://br.geocities.com/bebedeira2000/index1.html

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0027 [INTERATIVO] Agitada demais - estou com depressão?

Estou muito agitada e ansiosa ultimamente e está difícil de controlar. Acho que estou com depressão. Sinto um desânimo e um tédio insuportáveis em tudo, sem quaisquer perspectivas para o futuro. Quando durmo parece que meus problemas somem. Penso nisso ao menos uma vez por semana e choro desesperadamente, sem saber a quem recorrer, pois ninguém compreenderia. Isso é algum distúrbio, ou apenas uma fase difícil?
Cleide, 20.

Acho muito questionável sua suspeita de depressão. Ela retira da pessoa toda libido, sem apresentar agitação e ansiedade. Seria paradoxal, a priori. Não ver perspectivas na vida tem sido mais comum nos dias de hoje. Já causou estranheza, mas a sociedade está desnorteada; facilmente nos vemos perdidos, sem saber qual direção tomar.
Desânimo e tédio podem ter diversas origens, sem ser exclusividade da depressão. A desesperança facilmente nos conduz à ‘tudo está perdido’. Não causa estranheza que você chore, mas de onde viria tal desespero? Há mais coisa nisso. A suposta falta de compreensão de alguém reflete o seu eu esfacelado. Dito de outra forma, não seria você quem não se compreende?
Quanto ao distúrbio, é um pedido de diagnóstico, impossível numa publicação. Ajuda profissional é desejável, porém diagnósticos pertencem à medicina, e sua queixa é nitidamente emocional. A psiquiatria trabalha com o cérebro, mas a mente é outro departamento.
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terça-feira, 30 de setembro de 2008

0026 [ARTIGO] ALCOOLISMO (VII) - ESTATÍSTICAS

ALCOOLISMO (VII) – ESTATÍSTICAS

O GREA (Grupo Interdisciplinar de Estudo contra Álcool e Outras Drogas) tem seu foco no álcool pelas estatísticas assustadoras que do mesmo resultam. Vejamos algumas delas.
Enquanto que 15% da população brasileira são afetados pela droga, em outros países são de 12% a 13%. No Brasil 7,3% do PIB anual é aplicado para problemas decorrentes do álcool (internações, tratamentos, medicamentos, etc.). O movimento gerado pela indústria do álcool no país é de 3,5%. Isso quer dizer que gastamos mais que o dobro para sanar seus problemas do que a indústria dele é capaz de faturar.
O Brasil é o 5º maior produtor de cerveja, porém a AmBev está como a 3ª maior no mundo, com um total de 35 milhões de cervejas engarrafadas ao dia, repito, ao dia! 45% dos jovens (13 a 19 anos) se envolvem em acidentes como decorrência do álcool, e 65% dos acidentes fatais em São Paulo têm o motorista embriagado.
Para o especialista Arthur Guerra de Andrade, o coma alcoólico é a ante-sala da morte. O que favorece o alcoolismo no Brasil, em sua opinião, é a cultura nacional, em que a cerveja é aceita como bebida tradicional. “Você bebe no frio para esquentar e no calor para esfriar”, diz ele. O brasileiro sai para beber, é uma característica nossa. A idade para iniciação está cada vez menor, atualmente perto dos 13 anos. Fatores genéticos devem ser considerados para a instalação da dependência.

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0026 [INTERATIVO] Ela me rejeitou então criei um personagem virtual

Estou envolvida com uma colega, mas não consigo aceitar a sua rejeição. Criei uma personagem virtual e já recebi fotos, arquivos lindos, mas não sabe que sou eu. Às vezes acho que sabe e mantém a comunicação. Se não me comunico, ela envia email. Tenho evitado me comunicar com ela. Sei que preciso terminar com esta situação, esse tipo de contato é falso, não é real, não satisfaz.
Célia, 45.

O fato de ela manter a comunicação com você não representa um interesse da parte dela na sua pessoa tal como você é, que como bem disse, ela desconhece. Fica fácil para ela criar uma personagem também, assim como fez. Ao assim proceder não percebe que tanto você quanto ela estão vivendo um faz-de-conta, onde cada uma fantasia a outra. Ainda que já tenha tido algum contato com ela, mesmo significativo – não engole a rejeição – isso não quer dizer que a conheça. Não houve tempo suficiente para essa possibilidade. É baseada nisso que nossas fantasias ganham todo vigor que o virtual proporciona. Nessa idealização foge de olhar pra si, e esconde você mesma dela. Pergunta: onde há lucro nisso? Sua dificuldade em aceitar a rejeição dela é que dá origem tanto a seus questionamentos quanto às suas fantasias. E apesar de saber do mundo de mentira que criou, fica auto-induzida a crer numa esperança, já que ela lhe procura. Ela está à procura da fantasia criada. Mas você é essa fantasia? Esconde-se de quem?
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quarta-feira, 24 de setembro de 2008

0025 [ARTIGO] ALCOOLISMO (VI) - SÍND. DE ABSTINÊNCIA

ALCOOLISMO (VI) - SÍNDROME DE ABSTINÊNCIA

Para a OMS a dependência é uma decorrência do uso e abuso de substâncias psicoativas. Na luta contra a droga o sujeito passa pela ‘síndrome de abstinência’ que surge na sua supressão através de um conjunto de sintomas.
Após o organismo se defender da droga, criando mecanismos considerando-a no seu funcionamento, não é difícil imaginar que alguns desconfortos surjam com sua supressão.
O sujeito enfrenta mal-estar, sofrimento mental e físico que varia de acordo com cada tipo de droga (com peculiaridades próprias). O metabolismo fica desajustado e clinicamente revela-se a ausência da substância. A abstinência de álcool e de heroína deixa o sujeito em maior situação de risco se comparado com outras drogas.
No caso de recaída há a reinstalação da síndrome de dependência. Da mesma forma que álcool, solventes e maconha demoram mais tempo para que haja a dependência, libertar-se do uso também é mais difícil. Para o tabaco o tempo é considerado intermediário, enquanto que para o crack e opiáceos em geral o tempo é relativamente curto.
Mesmo quando há longo tempo sem o uso do álcool a reinstalação da dependência é rápida na recaída. Por ser droga lícita é encontrada em todo lugar dificultando a superação da síndrome de abstinência ou controle sobre seu uso, para não falar da estimulação social.
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P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

0025 [INTERATIVO] Ele é dependente químico com 40 anos!

Namoro um dependente químico há cinco anos. Aos 40 anos ainda não se assumiu adulto. Nas três separações voltei com esperanças e amor. Sou co-dependente e me trato quanto a isso. Na última separação tive depressão grave com prejuízos financeiros e profissionais. Ele agora quis ser internado, mas não vejo uma implicação real dele. Dói mais uma separação seguida de promessas e juras de amor, mas que amor é esse?
Rose, 31, SP.

Sabe-se que o dependente químico não é responsável para com a vida. Apesar de ter ciência e cuidar de sua co-dependência vive um amor permeado pela dependência dele. É bom ressaltar que seu namorado pode de fato lhe amar, mas não consegue abandonar a droga. O dependente é prisioneiro de suas emoções. Para que a droga se instale é necessário um terreno fértil, onde os afetos sejam dominados pelo vício.
Acredito que ele tenha propósitos verdadeiros de mudança, mas de força inferior à adicção impedindo-o de se livrar da droga. Mais do que isso, seu namorado vive de forma a sempre buscar meios para satisfazer sua necessidade química, motivo de muito mal-estar na relação.
Infelizmente o histórico de um dependente é um histórico de perdas. Perde dinheiro, saúde, tempo, vida social e até mesmo família ou namorada. Enquanto ele não chegar ao fundo do poço não mudará seus hábitos, e mesmo sem perceber você pode estar dificultando-o chegar nesse ponto.
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terça-feira, 16 de setembro de 2008

0024 [ARTIGO] ALCOOLISMO (V) - SINTOMAS

ALCOOLISMO (V) - SINTOMAS

Ao se falar em alcoolismo devem-se considerar alguns dados recorrentes na personalidade do alcoolista: auto-estima baixa, insegurança, danos psicológicos sérios (modelos paternos inadequados – pais alcoolistas, drogaditos, ausentes, etc.). Alguns sintomas recorrentes. O alcoolista bebe:
@ Para poder dormir;
@ Para aliviar tensão, desconforto físico ou psicológico;
@ Antes de um evento social para se sentir a vontade;
@ Freqüentemente;
@ Deseja sentir-se alto e assim ficar;
@ Necessita de bebida a certas horas do dia;
@ Sente vontade de beber a noite antecipadamente;
@ Ingere além do razoável socialmente;
@ Desaponta-se se não há bebidas numa festa, restaurante;
@ Indigna-se com críticas sobre seu hábito de beber;
@ Exibe comportamento paranóico --> “conspiração”;
@ Não nota a dependência (familiares notam antes);
@ Culpa-se pelo vício --> irritação e agressividade;
@ Defende-se por beber em excesso;
@ Não se recorda de nada no dia seguinte --> blackouts;
@ Repete que está abandonando o álcool;
@ Esconde sua dependência do álcool;
@ Não admite sua dependência do álcool;
@ Depressão, ciúmes, mágoas;

Apesar de todas as evidências contrárias o alcoolista nega sua dependência e ainda reforça que só bebe quando quer e detém controle sobre a droga, sem nunca admitir sua impotência perante o álcool, o que é um dos principais sintomas.

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0024 [INTERATIVO] Vida profissional ou amorosa?

Sempre pedi a Deus um ótimo emprego e um amor verdadeiro. Fui contratada na minha área na empresa que todos querem trabalhar. Meu amor fala que pra onde a gente for eu vou concluir a formação, mas ele saiu do emprego pelas oportunidades em outras cidades (sempre disse que isso um dia aconteceria). Será nosso segundo casamento e queremos construir uma família de verdade com nossos filhos. Agora não sei se vou com ele ou sigo minha carreira profissional. Estou com medo!
Silvia.

Se ainda nem concluiu seu curso, como está com tantos planos de mudança? A graduação é essencial e acima de tudo racional. Dois fatos de naturezas diferentes (racional x emocional), mas você está cruzando as linhas. É necessário dar conta da vida, mesmo que isso custe algum sacrifício ainda que parcial. No seu caso isso deveria nortear suas ações. Mas como o coração está falando muito forte, fica contaminada com a idéia. Veja que seu marido não está deixando o real da vida de lado, não é?
O emprego promissor deixa uma questão a ser resolvida em outro momento. Quando já estiver formada as coisas estarão de outra maneira e só então poderá decidir com os dados do momento. Quem sofre por antecipação sofre pelo menos duas vezes, e pior ainda, a sob a imaginação. Ter conseguido o que tanto desejou gera mesmo muito medo. Tudo que se deseja muito assusta quando prestes a ocorrer.
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quarta-feira, 10 de setembro de 2008

0023 [ARTIGO] ALCOOLISMO (IV) - SINAIS DE DEPENDÊNCIA

ALCOOLISMO (IV) - SINAIS DE DEPENDÊNCIA DO ÁLCOOL


Já falamos sobre alguns sinais de dependência. Mas é necessário que a manifestação de pelo menos três dos sintomas abaixo ocorra dentro de 12 meses para se falar em dependência:
· O individuo persiste, apesar dos danos;
· O consumo se dá em locais não propícios, a qualquer hora, sem motivo especial, etc.;
· Negligência progressiva de outros prazeres e interesses;
· Reinstala-se o quadro rapidamente com o retorno de seu uso;
· Estreita-se o repertório pessoal de consumo;
· Há compulsão no consumo;
· O sujeito tem consciência da dificuldade de seu controle;
· O álcool é usado para se evitar a síndrome de abstinência;
· Ele tem consciência da estratégia;
· Aparecem estados fisiológicos de abstinência;
· Efeito tolerância (mais álcool = mesmo efeito);
O beber pode também se caracterizar como social, abusivo ou dependente, ocorrendo no último a perda da capacidade de controle sobre a bebida, incapacidade de manter o consumo planejado, excesso na frequência e quantidade de uso, além dos conhecidos problemas profissionais, familiares, sociais, etc.
Três elementos interagem favorecendo a dependência: a substância psicoativa (química), a personalidade do sujeito e o contexto em que este se encontra (de natureza sócio-cultural, dinâmica e polimorfa). A força da intensidade da interação entre esses três elementos (produto x indivíduo x meio) determinará a força da dependência.


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0023 [INTERATIVO] Ele tinha outra família - Coração Partido!

Meu ex-marido começou a me tratar muito mal e logo descobri que ele tinha outra família. Quando confirmei isso ele disse ‘estou indo morar com o amor da minha vida’. Fiquei péssima. Apesar de estar separada há três anos, bem profissionalmente, afetivamente, etc., sempre que preciso falar com ele fico mal. Se eu preciso discutir pontos de vista com alguém me sinto bloqueada e mal por horas.
Marisa.

Que ele tenha escolhido a outra até se compreende, mas porque feri-la com ‘estou indo morar com o amor da minha vida’? O que o levou a falar assim agressivamente? Ou sua intenção era magoá-la ou você está se identificando com o papel de vítima. Ou ambos, sei lá!
Não é possível dizer o que a leva a esse bloqueio sem estar em tratamento. Tudo indica uma associação com o episódio, mas há mais coisas a serem reveladas. Mesmo porque ainda fica incomodada ao falar com ele. Você associa sua dificuldade em discutir pontos de vista a esse episódio? Parece-me que sim, pois essa queixa aparece na sequencia, percebe? Você estaria vivendo uma reprodução das diferenças entre você e seu marido? Diferenças que apareceram na infidelidade dele? A dificuldade de expor seus pontos de vista surgiu após esse fato ou não? Pode ser que esteja revivendo os sentimentos ocorridos na traição. Facilmente misturamos emoção e razão. Mesmo que racionalmente saiba que são apenas idéias divergentes, o bloqueio surge!
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terça-feira, 2 de setembro de 2008

0022 [ARTIGO] ALCOOLISMO (III) - COMO SE FICA DEPENDENTE?

ALCOOLISMO (III) - COMO SE FICA DEPENDENTE?

Como sabemos quando o sujeito é dependente? Para responder essa pergunta são necessários alguns parâmetros. Só podemos falar em dependência química se considerarmos que antes do físico do indivíduo necessitar da química, houve uma fase de aproximação – dependência psicológica – sem a qual não há qualquer tipo de adicção. Ela prepara o terreno para a dependência propriamente dita.
Alguns indicadores nos dizem se o sujeito chegou nesse ponto: o organismo necessita do álcool, funcionando mal sem ele. É uma defesa física chamada ‘efeito tolerância’. Outro indicador é quando há a remoção do álcool, e o surgimento de sintomas caracterizando a síndrome de
abstinência. A ausência da química pode provocar tremores, alucinações, ataques epilépticos da abstinência alcoólica chegando até ocorrências de delirium tremens. Quaisquer dos sintomas citados surgem no prazo máximo de 24h de abstinência. Não há como negar a dependência, e mesmo assim ele nega.
O efeito tolerância mencionado caracteriza-se por uma reação do organismo à droga. Na medida em que a dependência é maior, o organismo necessita de mais álcool também para produzir o mesmo prazer num efeito ‘bola de neve’. O risco de overdose aumenta com a possibilidade de se ingerir drogas menos adulteradas na mesma proporção das já habituais. E o sujeito ainda se acha controlando a situação!

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0022 [INTERATIVO] Curso de Psicologia on-line é uma boa?

A modernidade e a tecnologia despertaram-me a vontade de estudar Psicologia, talvez a profissão mais atual. Quando a cabeça entra em colapso recorre-se aos profissionais, assim como ao técnico de informática para problemas do computador. Uma sociedade complexa necessita de adaptações. Com a facilidade de cursos universitários on-line resolvi tentar. Estou certa ou apenas impressionada pela mídia?
Dóris.

A tendência da sociedade realmente é para um incremento na demanda de saúde mental pelos motivos já expostos. Há novos paradigmas sociais abrindo espaços para novos sintomas. Urge um novo olhar. Uma grande responsável por essa mudança é a globalização, outra é a entrada da mulher no mercado. Refiro-me às suas consequências (perda na relação mãe-filho que agora é educado pelas escolas infantis). Os jovens de 20 e poucos de hoje foram educados assim.
Surgem a depressão, síndromes diversas, distúrbios alimentares, etc. O uso e abuso de drogas é qualitativamente diferente de quando tínhamos ideais que nos norteavam na vida. A sociedade perdeu a referência paterna, perdeu o norte.
Cursos online não se comparam aos tradicionais, mas é uma alternativa para algumas situações, mas em seu caso acho muito interessante. Mantém-se ativa, atualiza-se e realiza um sonho, já que mantém um ‘namoro’ com a Psicologia há algum tempo. O que será que se esconde nesse desejo? Já se perguntou isso?
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segunda-feira, 25 de agosto de 2008

0021 [ARTIGO] ALCOOLISMO (II) - EFEITOS E FASES

ALCOOLISMO (II) – EFEITOS E FASES

Com a categorização do alcoolismo como doença pela OMS (Organização Mundial de Saúde) alguns dados são relevantes. Embora variem com a massa corpórea são estatisticamente válidos como parâmetro.
Duas latas de cerveja ou duas doses de destilados deixam aproximadamente 0,6g de álcool por litro de sangue, aumentando em 50% o risco de acidentes de trânsito. Como seu efeito é exponencial, com menos de três latas (0,8g de álcool/litro de sangue) o risco aumenta quatro vezes (400%). Para que seu organismo contenha 1,5g de álcool por litro de sangue bastam cinco latas, ou cinco doses destiladas. Isso o deixará 25 vezes mais vulnerável aos acidentes.
Com bem retratadas em seus nomes, há três fases conhecidas no alcoolista: fase do macaco, do leão e do porco. A primeira fase caracteriza-se por uma desinibição. O sujeito fica o tipo alegre, fanfarrão, não sendo isso uma marca de sua personalidade e tal como um macaco provoca risos. A fase leão se caracteriza pela agressividade. Ele se torna valentão, agride as pessoas, pois perde boa noção de seus valores morais, chegando a se surpreender pelo que fez, no dia seguinte. E por fim a pior: a fase porco. Há perda das funções fisiológicas, e o indivíduo não toma qualquer medida higiênica como ir ao banheiro. Borra-se todo onde quer que esteja. Denota a degradação a que o álcool conduz.
Fonte:
http://www.alcoolismo.com.br/

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0021 [INTERATIVO] Fui traída agora tenho medo de chegar junto!

Fiquei casada cinco anos. Ele que era um ano mais novo e muito amável mudou repentinamente. Chegou com batom na blusa e eu saí de casa. Depois disso sempre ficava mal após conversar no MSN. Fiquei sabendo que me traía muito e fazia questão de contar a todos. Casou no civil e no religioso dois meses depois. Após um ano emagreci 25 kg, melhorei minha auto-estima, mas mesmo interessada em uma pessoa tenho medo de chegar junto. Seria trauma?
Célia – Cristalina/GO, 25.

Você deveria ter uns 18 anos, não? E ele mais novo! O que se sabe da vida nessa idade? Bem, casaram-se. Mas um casamento necessita de um projeto de vida juntos, de mentes maduras, preparadas para as tempestades que dele advém.
A passionalidade que caracteriza essa fase não nos permite uma avaliação precisa da realidade e as coisas aconteceram imatura e prematuramente tendo como decorrência sucessivas traições. O sonho do casamento dourado naufragou e se você permitir, novas possibilidades também. Se a cada nova tentativa de envolvimento suas experiências de traições se aflorarem terá sua vida afetiva congelada nessa história. Percebe-se em sua descrição que acompanha a vida dele meio a distância, denotando a não ruptura de seus afetos.
Mas não se pode associar esse medo de chegar junto a essa experiência ruim. Todos, de alguma forma temos esse medo, o de sermos rejeitados, reprovados por quem desejamos. Talvez tenha algo com sua obesidade.
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segunda-feira, 18 de agosto de 2008

0020 [ARTIGO] ALCOOLISMO (I) - HISTÓRIA

ALCOOLISMO (I) - HISTÓRIA

Registros arqueológicos indicam o consumo de álcool pelo ser humano há aproximadamente 8.000 anos. A cerveja e o vinho, como sabemos, passam pela fermentação. Foi só na Idade Média que os árabes desenvolveram o processo de destilação, e esses passaram a ser usados para alívio de dor. A palavra Whisky (do gálico ‘usquebaugh’) significa ‘água da vida’.
Com o advento da Revolução Industrial o álcool passa a ser produzido em larga escala, e começam a surgir problemas de trabalho decorrentes de seu uso e abuso chamando a atenção de estudiosos. Em 1953 o Expert Comittee on Alcohol categoriza o álcool como droga intermediária (entre as causadoras de dependência e as formadoras de hábito), mas é em 1967 que a OMS incorpora o alcoolismo ao CID-8 (Classificação Estatística Internacional de Doenças na 8ª Conferência Mundial de Saúde).
Com esse rápido histórico temos o pano de fundo para se pensar o álcool como droga potencialmente destrutiva. As datas e decisões demonstram sua gradual categorização como droga pelo surgimento dos problemas no trabalho.
Hoje ele é veiculado na mídia sem grandes problemas. Ironicamente, eventos esportivos são patrocinados por empresas de bebidas alcoólicas (patrocínios só permitidos às grandes corporações). Sendo uma droga lícita a dificuldade em se combatê-la é maior e a recuperação do dependente também fica dificultada.
Fonte: www.alcoolismo.com.br
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0020 [INTERATIVO] Milha filha adotiva me dá um trabalhão!

Tenho uma filha adotiva que sempre me deu muito trabalho. Roubou um cartão de um parente pra gastar com roupas e presentes caros e quando perguntei se não tinha vergonha disse: “e eu com isso?” Quando bati nela meu marido me agrediu em sua frente, mas bateu no menino quando era pequeno. Ele a superprotege. Em duas situações me agrediu compensando-a com bens materiais, liberdade, levando-a para casa de parentes ricos. Depois voltou arrependido, pedindo pra perdoar e esquecer.

Está clara sua competição com sua filha, mas é aliada de seu filho muito embora argumente racionalmente os dois pesos e duas medidas das palmadas do pai. Ao contrário do que possa parecer, seu problema não é com ela. Há uma fissura em seu casamento: Pai e mãe não falam a mesma língua, e isso é uma enorme brecha para os filhos inverterem os papéis. Você é o escudo de seu filho contra o pai e seu marido é para sua filha. Até aí nada de surpreendente.Mas ao contrário do que parece, sua raiva é um deslocamento da raiva por seu marido, vendo-o como aliado dela. É claro que ele está errando na superproteção. Mais do que isso, vocês precisam rever juntos o rompimento provocado pelas brigas que cada um comprou em nome dos filhos. A consciência do erro é um bom começo, mas não é suficiente. Será necessário muito esforço, tolerância e paciência de ambos para vencerem a manipulação dos filhos.
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terça-feira, 12 de agosto de 2008

0019 [ARTIGO] UM FRACASSO CULTURAL

UM FRACASSO CULTURAL

No último dia 06 entrou no ar pelo site www.saocarlosagora.com.br o assassinato de um gerente financeiro. A descrição da notícia impressiona pela frieza da ação dos marginais. Motivo: ele havia sacado $ 6 mil de um banco. Com uma moto abordaram-no e fugiram com parte do dinheiro.
Mas meu foco não é o ato imoral e/ou criminal. Procuro em Freud uma análise das raízes da violência. Ele dizia que quando uma cultura só sobrevive quando uma parte de seus integrantes depende da opressão da outra parte impedindo-a de participar efetivamente de seus bens de consumo, ela “não tem nem mesmo a perspectiva de uma existência duradoura (...) as pessoas assim oprimidas desenvolvem uma íntima hostilidade para com sua cultura (...)” (1927).
De um crime hediondo a um ato aparentemente irrelevante há inúmeros graus de infração dos quais todos participamos. A lei é a fronteira para os limites penais, não reduzindo nossa responsabilidade moral. E tal como na passagem citada, aquele que se sente excluído, não pertencente à sua comunidade, vai procurar meios ilícitos de se satisfazer.
As desigualdades sociais se apresentando a todo instante ao sujeito, diferentes oportunidades de ascensão, diferentes esferas de poder são elementos que uma hora o levará à infração.
Como bem nos ensina Pitágoras: “Educai as crianças e não será preciso punir os homens.”

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0019 [INTERATIVO] Louco de Paixão, mas ela brincou com meus sentimentos

Por que amamos algumas pessoas mais que a nós mesmos? Fazem da nossa vida a coisa mais extraordinária de Deus, não sabemos se um esplendoroso nascer do sol é mais belo que seu sono encolhido como que protegida no ventre por estar ali com você? E só depois percebemos que aquele ser brincou de lhe amar e nos vemos iludidos pelos sentimentos. Como fugir da dor da cama vazia sentindo que o sol agora é o único que brilha no amanhecer?
Júnior.

A beleza bem retratada de sua paixão é a expressão projetiva de sua mente. Todo apaixonado idealiza tanto o outro que não se dá conta da enorme responsabilidade que joga nas suas costas por seu infortúnio. A paixão, caracterizada pela falta de razão, é exclusiva do apaixonado não necessitando ser correspondido para existir.
Qual representação tem essa pessoa que ama para ir além do amor ao seu próprio eu? Quem é mais importante a você senão você mesmo? A paixão facilmente nos subordina aos desejos do outro. E seus próprios desejos onde ficam? De que forma eles ficam marcados senão inferiormente, de menor importância, o que é um grave erro?
A pessoa apaixonada recusa a verdade, nega o real. Mas uma hora a ficha cai. E ainda assim não percebe que o único responsável por seus sentimentos é ela (a pessoa), patrocinado pela típica irracionalidade.
A mudança de percepção do brilho do sol já representa um enfrentamento de sua dor, diferente de fugir dela.
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terça-feira, 5 de agosto de 2008

0018 [ARTIGO] DEPENDÊNCIA QUÍMICA E CO-DEPENDÊNCIA

DEPENDÊNCIA QUÍMICA E CO-DEPENDÊNCIA

Quando tratamos desse assunto sempre nos focamos no dependente. Mas é importante falarmos daquele que vive na dependência dos fatos que se sucedem ao dependente propriamente dito. Em geral são pais e familiares mais diretamente.
Até que o sujeito se torne um dependente químico ocorre um processo de enamoramento. Uma curiosidade, aproximação de usuários, e enfim o uso e abuso. A indução por seu grupo também pode levá-lo às drogas lícitas (álcool e tabaco) ou ilícitas.
Quero falar do co-dependente, pois na batalha contra as drogas (com internação, grupos de apoio, ou ajuda profissional), os familiares, também adoecidos carecem de tratamento, pois o ambiente é peça chave na recuperação. Se após sua internação ele voltar para seu lar adoecido, recairá rapidamente com poucas chances de se recuperar. As relações familiares estarão inconscientemente estacionadas naquele nível patológico, co-dependente, todos sem noção de como agirem.
A cumplicidade necessária para a co-dependência necessita sofrer urgente revisão para acolher aquela pessoa renovada na internação, e muitos lares não buscam ajuda a si mesmos. A isso se deve grande responsabilidade das baixas estatísticas de recuperação de adictos.
A dependência é uma doença progressiva, incurável e fatal. Atinge o físico, o emocional e o espiritual. E a família não escapa disso.

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0018 [INTERATIVO] Não sei qual era a dela!!

Comecei uma amizade pelo Orkut com uma mulher seis anos mais velha. Depois de alguns encontros me vi apaixonado. Apesar de meu empenho para dar certo ela não se separou do marido, dizendo não ter o apoio da família. Me fez crer que realizaríamos nossos sonhos, que me amava, mas depois mudou muito. Não sei se me amava ou apenas queria vingar-se do marido que havia lhe traído. Seria curtição do momento? Porque não deixou claro desde o começo? Estou confuso, sem saber qual era a dela.
Guto, Curitiba/PR

Parece-me que desde o início você sabia que ela era casada, e mesmo na alegação de uma separação você assumiu os riscos. Na sociedade em que vivemos relacionamentos sem grandes compromissos são muito freqüentes, assim como suas conseqüências. A situação em si já é bastante delicada. Mas há algo também relevante que talvez tenha desconsiderado: o relacionamento iniciou-se virtualmente.
Os inícios tendem a ser carregados de idealizações, mas quando virtuais as idealizações não enfrentam o real do corpo, pelo menos não nas expectativas. Essa ausência do real dá asas à imaginação. Além do mais, mal conhecia a pessoa, e sem muito saber de suas intenções ou caráter você se atirou com tudo. Veja quanta coisa você não considerou como possibilidades de riscos!
Assim como você, também fico sem saber qual era a dela. Mais me inquieta saber qual é a sua. Enquanto o real se enfrenta, o virtual se fantasia.
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terça-feira, 29 de julho de 2008

0017 [ARTIGO] O QUE É TRANSTORNO BIPOLAR?

O QUE É TRANSTORNO BIPOLAR?

O transtorno bipolar antes denominado psicose maníaco-depressiva (PMD) mudou sua denominação, pois nem sempre o quadro vem associado à psicose em si. Sua característica principal é a alternância de humor repentina, com fases eufóricas e depressivas, e seu portador não nota a oscilação como as outras pessoas.
Na fase maníaca o sujeito apresenta elevação da energia e disposição, humor eufórico, irritabilidade, distração, raciocínio acelerado, tagarelice, insônia, otimismo exagerado, pouco senso crítico. Em contraposição, a fase depressiva apresenta um quadro oposto: desânimo, cansaço mental, isolamento social, apatia, medo, insegurança, vazio, pessimismo, culpa, redução auto-estima e da libido, alteração no apetite e no sono (dorme mais).
A combinação de medicamento e psicoterapia tem se mostrado mais indicado.
A psiquiatra Ana Taveira conduziu uma pesquisa em que 820 psiquiatras do Brasil revelaram o lítio como primeira opção para o tratamento, mesmo faltando informação a mais de 70% deles. “A desinformação é um obstáculo para o uso do lítio”, revela. O medicamento é prescrito por 56,1% na fase maníaca, 43,6% na depressiva e 75,2% na manutenção.
Diagnóstico precoce e participação da família favorecem muito na qualidade de vida do portador. Se até os médicos estão desinformados, imagine a família! Talvez haja alguém perto de você e você nem imagine!

Fonte: http://www.portaldomarketing.com.br/Artigos_Psicologia/Transtorno_Bipolar.htm
(sites visitados em 24/07/08 às 4h30)

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0017 [INTERATIVO] Ele não sabe o que faz com as duas filhas!

Meu marido, mesmo longe, manteve contato por dois anos e meio com as filhas (6 e 10 anos): passeios, mesadas, visitas, viagem à Disney, etc. Com má alimentação e queixas escolares por relaxo da mãe ele pediu a guarda delas. Depois disso não ligaram mais. A mais velha fala mal do pai quando estou perto. Diz que está no céu sem ele, que ele é tirano, etc. Ele não sabe o que faz! Pede a guarda? Deixa de visitar tanto? Corta a mesada? Conversa?

Chama-me a atenção sua preocupação com o que seria uma preocupação de seu marido. Em seu relato deixa escapar uma possibilidade: talvez esteja rivalizando-se com a ex-mulher dele, e as meninas se tornam uma arma para isso. Veja que você menciona o relaxo da mãe como o motivo de se pedir a guarda das meninas.
Outra coisa importante: é natural esse confronto das duas crianças com você. Não se pode esquecer que no lugar da mãe está você agora, e o ciúme é inevitável. Cabe-lhe suportar o ódio que elas depositam em você ao dizerem o que dizem do pai, não tanto por representar um sentimento para com ele, mas para atingir-lhe como conseguem. A solução desse problema é de exclusiva competência de seu marido resolvê-lo.
Parece estar claro que sua queixa não se refere aos problemas apresentados em primeiro plano, mas em sua dificuldade em ocupar o lugar da mãe delas sem culpas nem constrangimentos. Não fosse assim, a questão não existiria.


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terça-feira, 22 de julho de 2008

0016 [ARTIGO] ADOLESCÊNCIA, SEXO E AIDS

ADOLESCÊNCIA, SEXO E AIDS

O Ministério da Saúde encomendou uma pesquisa entre 1986 e 1996 que acusou: o número de garotas entre 15 e 19 anos iniciando a vida sexual saltou de 14% para 30% nesses anos. Em 1996 1% dessas meninas ficava grávida, passando a 2% em 1997 e 5% em 1999. Meninas entre 10 e 14 anos correm pelo menos cinco vezes mais risco de problemas na gestação e parto que as de 20 a 24 anos. Disso deduz-se que a Aids tende a aumentar nessa idade.
O psiquiatra Jairo Bouer declara: “A descoberta da Aids nos anos 80 acabou forçando famílias, escola e governo a falar sobre sexo com mais abertura”. Com a globalização iniciada na década passada o acesso a essas informações ficou facilitado ao jovem.
Outros fatores que contribuíram:

  • Mudanças sociais e culturais;
  • Avanços na medicina;
  • Aparecimento da pílula (1960);
  • Revolução sexual;
  • Fim da censura;
  • Mulher no mercado de trabalho.
Paradoxalmente até a Aids proporcionou um ambiente para se repensar a sexualidade humana. No embalo apareceram programas de TV para jovens.
Jovens até 25 anos são responsáveis por 40% das infecções do HIV, e estima-se que um terço deles não usem preservativos, alertou a Unicef em 2006. Na América Latina são 420 mil jovens infectados de um total de 6,4 milhões no mundo todo.
E nem tocamos na questão da gravidez!


Fontes: Revista Época, 12/04/99.
Site Observatório Jovem:

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0016 [INTERATIVO] Não sei porque ele sumiu de repente!

Tive um relacionamento curto com um rapaz que depois me ignorou. Apesar de fazer o mesmo com outra (até ficamos amigas) sempre me tratou muito bem. Só acho que mereço os que me fazem sofrer como se tivesse que pagar por não ter dado certo. Nunca entendi porque sumiu assim, pois nem brigamos! Faz quase um ano e não consigo esquecê-lo (nem sei se quero), e isso está me atrapalhando profissionalmente.
Anita.

Por trás da assertiva “nunca entendi porque sumiu assim” há uma pergunta: ‘Quem sou eu que me desconheço?’ Essa falta de compreensão é de si mesma e não dele. Não estaria se culpando por considerar que ele lhe tratava bem? O desinteresse dele não está alimentando um suposto sentimento de fracasso?
Ao indicar que ele já repetiu o feito com mais alguém você desfaz dele, mas depois nem deseja esquecê-lo. A quem não quer esquecer? Você não apenas carrega essa pessoa de idealizações; se reveste de tal onipotência que o fracasso/sucesso da relação se torna sua total responsabilidade.
Quando se nega a olhar a realidade que se lhe apresenta, as perguntas ‘Quem sou?’ ‘O que quero?’ ‘O que espero de um homem?’ lhe apertam ainda mais. A punição que se submete está ligada à cobrança que faz de você a você mesma. Está tentando reproduzir nas relações atuais algo da ordem dessa relação mal resolvida, mas de modo inverso.
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terça-feira, 15 de julho de 2008

0015 [ARTIGO] Qual o Futuro do Brasil?

QUAL O FUTURO DO BRASIL?

Até agosto de 2004 havia 190 abrigos para crianças e adolescentes na cidade de São Paulo. A Fundação Orsa coordenou uma pesquisa que avaliou 185 deles, num total de 4.847 crianças e adolescentes.
67% dos abrigados tinham família sendo a situação socioeconômica, violência doméstica, problemas de saúde mental ou dependência de drogas com os responsáveis os principais motivos para a institucionalização. Desse total, 55,6% estavam juntos de seus irmãos, na maioria com dois (57%) ou três (26%) irmãos.
A coisa é mais preocupante do que se imagina. Dentre os pesquisados apenas 10% podiam ser adotados, sendo 84% entre 8 e 19 anos. A faixa etária visada para adoção é de 0 a 11 meses (2,2%).
Elizabete Rosa, coordenadora da área de promoção social da Fundação Orsa, explica que os dados serviram para o desenvolvimento de políticas voltadas a esses abrigos, e reflete: “Mas a gente pode pensar que o que falta fazer aqui falta no Brasil como um todo”.
Esses números não são nem de longe representativos do número de crianças e adolescentes carentes de cuidados e atenção, uma realidade social gravíssima. São excluídos e muito dificilmente escaparão de viver à margem da cultura, tendo sido privados de seus direitos mais sagrados como cidadãos.
Entender esse processo de exclusão é entender o início das raízes da violência social.
 

Fonte: Revista Viver Psicologia, agosto de 2004.

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0015 [INTERATIVO] Sou gay ciumento e apaixonado

Às vezes passo do limite com meu ciúme
Sou muito ciumento e possessivo com meu namorado (faço ele se sentir acuado, preso e o obrigo a me ver). Ele já me deixou por um relacionamento heterossexual. Estudamos na mesma faculdade e ele teme ser descoberto, o que nos impede de namorar e fico arrasado. Eu o amo, mas ele "ainda não" (palavras dele). Nessa insegurança às vezes passo dos limites e ele pediu um tempo. Como fazê-lo entender que sofro com meu ciúme e me sinto o pior ser humano do mundo?
Diogo.
Você mesmo confessa o ciúme além da medida. Sabe que não só você sofre, mas seu namorado que nada tem a ver com seu sentimento. Por outro lado paga o preço dos receios dele. Não deixa de ser uma troca!

Mas algo me incomodou mais: seu investimento afetivo é bastante maior que o dele. Será que, ao se exceder por alguma razão, ele não aproveitou para pedir um tempo já que ainda parece não saber o que quer ou quem quer? Você diz que o ama, e ele, o que sente?
Como fazê-lo entender que sofre? A questão principal, talvez, seja você precisar entender mais de você mesmo, porque se dispõe a pagar preços tão caros. Exceto os ciúmes, está feliz com ele assim? Sua demanda de amor se apresenta muito díspare da dele. Isso é possível quando nos apaixonamos, mas até um relacionamento heterossexual ele já tentou. A mim parece que tanto ele quanto você, cada um à sua moda, primeiro precisam se encontrar para depois encontrarem-se um ao outro.

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terça-feira, 8 de julho de 2008

0014 [ARTIGO] O Poder da Música

O PODER DA MÚSICA

Numa época em que doenças são fartamente tratadas com medicamentos cresce o número de pessoas que busca uma outra solução.
O Centro de Pesquisa em Musicoterapia (Heidelberg) utiliza a musicoterapia para recuperar a saúde física, mental e social de uma criança com enxaqueca através da música, já que medicamentos não surtem bons efeitos nelas. O paciente usa a voz ou instrumentos para produzir sons, mesmo sem formação musical.
Tendemos a supervalorizar a dor e desvalorizar o prazer. A música pode proporcionar prazer semelhante ao de uma boa comida, drogas ou sexo, desde que seja adequada ao paciente.
Musicoterapia - a serviço da saúde
Robert Lueger (Universidade Marquette/Milwaukee, EUA) e pesquisadores de Heidelberg observam três fases da evolução do tratamento:

1. Melhora no bem estar subjetivo;
2. Desaparecimento gradual dos sintomas;
3. Melhora do nível funcional geral.

A capacidade de sonhar é fundamental. Com um fundo musical um menino se imagina no lombo de uma baleia mergulhando até sua ilha onde um urso o embala com o balanço de seus passos, por exemplo.
No entanto é preciso cuidado. CDs contra dores, insônia, etc. são ‘preparados musicais’ e nada tem a ver com a musicoterapia receptiva. “Sua eficiência nunca foi comprovada”, alerta Hans Volker Bolay, do Centro de Musicoterapia de Heidelberg.
Uma conseqüência importante do processo: sentimentos podem ser expressos de forma audível e compreensível.
Fonte: Revista Viver Mente&Cérebro, julho 2005.

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