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quinta-feira, 23 de junho de 2011

0087 [Perg/Resp] Ele me traiu e não aceita o fim


Ele me traiu com a ex-
Com dez meses de namoro ele beijou outra e dois meses depois me traiu com a ex-, então terminamos. Passou mal e dei a ‘nova chance’ pedida, mas já não era a mesma coisa. Ainda era amigo da ex alegando que devia uma grana alta a ela e que seis anos de namoro pelo menos amigos podiam ser. Não aceitei e sumi, mas ele me procura e não aceita o fim, isso já faz quatro meses. Estou investindo em outra pessoa, mas como não dei satisfações ele me cobra dizendo “como você pode fazer isso comigo”. Afinal não temos mais nada, errei? Já tentei conversar, mas não funcionou. Estou mal. 
Kate, 22.

Fica-me a impressão que não dar satisfações foi estratégico. Não que o tenha feito conscientemente, mas que assim fazendo provocou nele a falta e com isso o desejo. Se visto por um lado foi inteligente, de outro tem as conseqüências que agora surgem. Também deixa margens para que ele, com seu ego ferido lhe atinja moralmente, embora essa seja de nossa exclusiva competência.
Sua consciência lhe diz que errou? É sua a resposta a essa pergunta. Mas se a questão surge há algo aí, da mesma forma que há a dificuldade em contornar o problema. Todos esses elementos reforçam a idéia de que seu sentimento por ele ainda é forte, e luta para se desvencilhar, até lançando-se num novo relacionamento. Quatro meses é tempo suficiente para deixar claro que acabou. Mas acabou mesmo? Não seria essa a razão de ‘estar mal’?

“Quando o amor nos visita, a amizade se despede.” (Marquês de Marica)
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P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

quarta-feira, 22 de junho de 2011

0086 [Perg/Resp] Problemas pessoais que somatizaram


Tantos problemas que somatizei tudo
De tantos problemas ano passado me falaram até que estou com espírito ou praga. Sem conseguir emprego parei a faculdade, com sério problema de saúde sem cobertura do SUS (só particular), contas, SPC, etc. Estou com tonturas, sem conseguir dormir, acordo de madrugada, com ânsia parece que vou cair. Pesquisando na internet me pareceu relacionado a estresse. Se eu precisar de tratamento quanto custa? Não agüento mais esse abismo! (Josué, Piracicaba)

Não haveria qualquer problema em buscar uma resposta à sua angústia se seus achados já estivessem sendo confirmados por um profissional. Digo isso pois sua pesquisa lhe indica um suposto diagnóstico e imediatamente reflete sobre os custos para tratar-se sem antes confirmar isso. Percebe que está dando pulos? Ao considerar a possibilidade de um tratamento porque já não delega ao profissional o diagnóstico? Veja que não questiono qual seja seu problema clínico, mas sim seu procedimento, se pensa em procura profissional.
Minha hipótese é a de que, muito embora considere a possibilidade do tratamento e seus custos, eles estão longe de se realizarem efetivamente e não apenas pelo fator financeiro, mas principalmente por sua implicação subjetiva está ausente na queixa. Ao relatar seus problemas se exclui deles fundamentando seus argumentos em fatores externos, excluindo sua subjetividade, tão preciosa na melhora mental. Se implicar é o melhor começo. 

"Nada é tão contagioso quanto o entusiasmo.” 
(Edward George Bulwer Lytton, 1803-1873, escritor britânico)
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P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sexta-feira, 26 de novembro de 2010

0055 [Perg/Resp] A baixa auto-estima de minha amiga é um problemão!

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Tenho uma amiga com sérios problemas de auto-estima. Por mais que se levante seu astral, insiste em se por para baixo. A família se endividou e se sente culpada por não trabalhar. Nosso curso é integral, impossibilitando trabalhar e agora quer desistir da faculdade. Os pais parecem não perceber nada! Ela sai com amigas de 25 com comportamento de 15. Não sei mais como ajudá-la, parece que ela não quer ser ajudada. O que posso fazer? Você sabe se é possível conseguir terapia nas faculdades?
Rute.

É interessante notar como a angústia que descreve é sua e não dela. Não que ela não tenha que resolver os problemas que relata, mas que sua questão tem o foco central em sua angústia mais que outra coisa. A certa altura você se dá conta que não se pode ajudar quem não quer ser ajudada, e na sequencia pergunta “o que pode fazer”, compreende? Pela lógica, nada! Mas o foco é sua angústia, a que me encaminhou sua questão.
E para ‘amparar’ (no sentido de dar sustentação) a essa angústia sua, você recorre à vida familiar, companhias das amigas inadequadas. Inadequadas pra quem? Ela se queixa que precisa mudar esse quadro? Eu não percebi em sua pergunta nenhuma queixa dela. Ou percebi mal?
Ela lhe pediu informação sobre terapia em faculdade? As faculdades com curso de Psicologia devem oferecer atendimento clínico ao público, assim como na rede do SUS. Mas fica-me a pergunta: pra quem?

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br 
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