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domingo, 6 de janeiro de 2013

0124 [Perg/Resp] Terminei mas não esqueço o ex-namorado



Há dois anos terminei um relacionamento de quatro anos cheio de altos e baixos, mas não consigo tirá-lo de meus pensamentos. Terminei consciente que não daria mais certo e com a certeza que não o quero de volta; não o amo mais e ele sumiu. Mas ele está presente em meus pensamentos! Queria nem pensar nele. Como faço?
Samantha.

Ele não sai de meus pensamentos
Dois anos é um tempo razoável para a elaboração da realidade que escolheu seguir, a da separação. Diz ter terminado consciente, certa de não amá-lo mais, etc., mas isso fica facilmente questionado quando não deixa de pensar nele após esse tempo. Se essa questão estivesse mesmo resolvida, quando se recordasse dele o faria de uma outra forma menos angustiante, mas não é o que acontece.
Sua certeza e consciência de sua decisão são racionais, calculadas. Porém as razões do coração não seguem essa lógica. Escapam ao nosso saber e atingem nossa verdade, velha desconhecida nossa.
Para a superação de perdas na vida é essencial aceitar e assimilar emocionalmente essa mudança, vivendo-a, em oposição a sabê-la. Mas busca compreender o incompreensível.
Quando não incorporamos as transformações ocorridas nas emoções, a razão inevitavelmente se choca com o sentimento e disso resulta um conflito. A angústia emerge como resultado.
Repensar o que de fato ele ainda lhe representa pode lhe abrir novos horizontes para melhor elaborar esse luto.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sábado, 8 de setembro de 2012

0111 [Perg/Resp] A fila andou pra minha ex-



Fiquei com a ex de um amigo
Após três anos eu e minha ex resolvemos romper, já não rolava mais legal. Um mês depois saímos com amigos em comum para uma casa noturna. Parecia um recomeço tranqüilo quando vi que ela já estava em outra, com um amigo da faculdade. Comecei a conversar com a ex dele (que terminaram na mesma época) e fui me interessando, gostando dela de verdade. Receio que ela pense que eu queira usá-la para me vingar. Como faço para que saiba que estou gostando mesmo dela?
André.

Sua questão parece simples: ser autêntico, agir com espontaneidade e deixar que ela mesma tire suas conclusões. Não há como fazermos alguém pensar algo de nós, as pessoas formam seus próprios conceitos, independente de nossa vontade.
Chamou-me a atenção você ter iniciado o relato com uma expectativa com sua ex, e as coisas rapidamente se voltarem para a ex do atual ‘namorado’ dela. Fica evidenciado, de certa forma, que seus afetos soltos, sem estarem fixados num objeto, encontram na ex do outro seu alvo. Todo relacionamento se inicia com certo grau de carência ou idealização e esse grau determina sobremaneira nossas projeções na pessoa amada. Isso pode se tornar um problema assim que o real se impõe.
Outro dado curioso é a “troca de casais” estabelecida na trama. Enquanto suas preocupações estiverem, de alguma forma, vinculadas à sua ex, menos a vontade se sentirá com a nova pessoa que surge em sua vida.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

quinta-feira, 6 de setembro de 2012

0110 [Perg/Resp] Ele acabou com 12a de casamento


Estou destruída, vendo meu casamento de quase 12 anos ruir. A única coisa que mais tinha certeza nessa vida era o amor do meu marido. Agora ele me disse que acabou e vai embora. Estou sem chão, aos pedaços. Nunca pensei em passar por algo assim na minha vida. Estou desesperada.
Nair, Mogi das Cruzes. 

Eu tinha certeza do amor dele!
Seria mais prudente afirmar que ‘a única coisa que mais tem certeza nessa vida (se é que ainda tem) é o seu amor por ele’. Não temos como afirmar qualquer coisa sobre o sentimento de outro, por mais evidente que ele possa nos parecer. Nosso coração pode de uma hora para outra nos surpreender com as mudanças da vida.
Em 12 anos de casamento muitos sonhos são enterrados, expectativas frustradas. A acomodação vai tomando conta, sem que isso seja claramente notado. O dia-a-dia pode cair na mesmice, na rotina e o amor outrora lindo e fantasioso fica submetido à realidade que se impõem.
Você já conversou com ele sobre seus sentimentos? Perguntou os porquês dessa decisão abrupta dele (que é como a apresenta)? O diálogo é fundamental. Com que freqüência vocês conversam sobre os problemas rotineiros? Discutem a relação? Reflita se isso tem sido raro ou freqüente. Em geral uma relação que se direciona para o fim cessa o diálogo. Outros elementos podem estar em jogo, mas não tenho como ponderá-los.
De qualquer forma, seu desespero deve ser uma responsabilidade exclusivamente sua.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br
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