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segunda-feira, 5 de novembro de 2012

0115 [Artigo] Momento da Copa (I) - Lideranças



MOMENTO DA COPA (I) – LIDERANÇAS

Dunga representou
uma liderança ditatorial
Mais de três bilhões de pessoas (3.000.000.000) estão assistindo à copa esses dias. Nações dos quatro cantos do globo se encontram representadas por suas seleções e delegações, mas essa copa parece estar sendo a copa da soberba e arrogância.
Getúlio Vargas foi considerado o ditador mais popular do Brasil. Conheço algumas pessoas que viveram nessa época e o defendem por seus pensamentos voltados à classe trabalhadora. Era aclamado pelo povo, um líder. Os ditadores que tomaram o poder em 1964 não gozaram do mesmo prestígio de Getúlio. Ao contrário, enfrentaram constantes confrontos.
O que vejo nessa copa me fez pensar nisso. Temos um técnico soberbo, com grande demanda de se sentir o centro das atenções. No entanto, para sua nação e sua seleção ele é reconhecido como líder, independente do que outros pensem a seu respeito. Por outro lado, outro técnico que em dado momento não é reconhecido como líder e provoca protestos, colocando sua nação no foco das atenções de forma nada diplomática. Deixa com isso um traço do perfil de seu povo, gerando uma crise interna.
Um líder deve demonstrar humildade e contar com a aprovação dos demais. Não considerar isso produz não só uma péssima impressão ao mundo, mas também indignação e revolta dos liderados. O fim dessa pessoa é o ostracismo alimentado pelo narcisismo de seu ego.

Publicado no jornal A Tribuna Piracicabana, edição 115 - 30 de junho de 2010.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

0114 [Artigo] Sexualidade e Consumo na TV (X)



SEXUALIDADE E CONSUMO NA TV (X)
Erotismo na infância

Por Paulo Roberto Ceccarelli*
Por possuir um tempo e um ritmo próprios, e uma vez que o curso definitivo das disposições pulsionais é determinado pelas experiências da primeira infância, o excesso (prematuro) de estímulos pode ser um problema à sexualidade do sujeito em constituição. Uma das fontes desse excesso é a TV. Alguns programas despertam a sexualidade de maneira a comprometer a sexualidade futuramente. Meninas de três, quatro anos, ou menos, dançando a famosa "dança da garrafa" em emissões televisivas. A satisfação que o reconhecimento narcísico do olhar do outro produz na criança é, sem dúvida, muito grande. Devido às diferenças de leitura, o olhar adulto a esta cena pode constituir um “fator patogênico” quando erotiza a criança pelo apelo sexual, distante de sua condição infantil.
As questões que a mídia traz ao erotismo, pornografia e outras tantas ofertas ilusórias reascende uma velha questão colocada por Freud: a de saber “se, e até que ponto, é possível diminuir o ônus dos sacrifícios pulsionais impostos ao homem, reconciliá-los com aqueles que necessariamente devem permanecer e fornecer-lhes uma compensação”. É uma questão de ética e responsabilidade civil da TV. 
Fonte: http://www.ceccarelli.psc.br/

* Paulo Roberto Ceccarelli é Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII, entre outros títulos de peso.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br
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