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sexta-feira, 2 de novembro de 2012

0114 [Artigo] Sexualidade e Consumo na TV (X)



SEXUALIDADE E CONSUMO NA TV (X)
Erotismo na infância

Por Paulo Roberto Ceccarelli*
Por possuir um tempo e um ritmo próprios, e uma vez que o curso definitivo das disposições pulsionais é determinado pelas experiências da primeira infância, o excesso (prematuro) de estímulos pode ser um problema à sexualidade do sujeito em constituição. Uma das fontes desse excesso é a TV. Alguns programas despertam a sexualidade de maneira a comprometer a sexualidade futuramente. Meninas de três, quatro anos, ou menos, dançando a famosa "dança da garrafa" em emissões televisivas. A satisfação que o reconhecimento narcísico do olhar do outro produz na criança é, sem dúvida, muito grande. Devido às diferenças de leitura, o olhar adulto a esta cena pode constituir um “fator patogênico” quando erotiza a criança pelo apelo sexual, distante de sua condição infantil.
As questões que a mídia traz ao erotismo, pornografia e outras tantas ofertas ilusórias reascende uma velha questão colocada por Freud: a de saber “se, e até que ponto, é possível diminuir o ônus dos sacrifícios pulsionais impostos ao homem, reconciliá-los com aqueles que necessariamente devem permanecer e fornecer-lhes uma compensação”. É uma questão de ética e responsabilidade civil da TV. 
Fonte: http://www.ceccarelli.psc.br/

* Paulo Roberto Ceccarelli é Doutor em Psicopatologia Fundamental e Psicanálise pela Universidade de Paris VII, entre outros títulos de peso.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sábado, 14 de abril de 2012

0102 [Artigo] O Significado do Corpo (V)

O SIGNIFICADO DO CORPO (V)

As crianças elaboram teorias sexuais
Diversos fenômenos psíquicos atuam em ambos os sexos determinando essa valorização do corpo feminino como seu falo, e o pênis como seu correlato no homem. Foi o que Freud chamou de inveja do pênis.
Desde quando pequenos as crianças elaboram teorias acerca da sexualidade. É comum que crianças pequenas brinquem nuas umas com as outras, e mesmo sem o discernimento adulto existe um saber nelas. Ao ver a menina sem o pênis o menino toma como certo que algo ela fez para ser castrada, pois supõe que os caracteres sexuais primários sejam iguais nas pessoas, o que o leva a desenvolver vários cálculos e previsões com o objetivo de evitar que o mesmo lhe ocorra. Observem como os meninos obedecem mais às normas que as meninas e quando as infringem seu temor é muito maior. Nelas a infração da norma é bem mais possível. Por estruturar nossa personalidade isso também define nossa relação com o corpo.
Antes de Freud, falar em sexualidade infantil seria quase uma heresia. Não há qualquer registro médico ou outros falando cientificamente do assunto. Por ser o maior tabu da humanidade, e considerando-se os mais de 100 de Psicanálise, a sexualidade infantil era um assunto ignorado e até mesmo desprezado pelo meio científico. Entretanto, despojado da moral de sua época, Freud diz que há sexualidade na infância. Isso chocou a classe médica de seu tempo.
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P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

sexta-feira, 25 de abril de 2008

0004 [INTERATIVO] Como sei se tenho distimia ou depressão?

Quais são os sintomas da depressão e da Distimia? Como sei se tenho ou não? 
Como sei se é distimia ou depressão?

A distimia é um estado crônico depressivo e geralmente aparece na infância ou adolescência. A pessoa distímica apresenta melancolia, depressão, baixo astral, pessimista, ‘encanada’, sempre reclamando da vida. Podem se apresentar perfeccionistas e são pouco tolerantes às imperfeições dos outros, tem baixa auto-estima e elevada autocrítica. Evitam vida social (festas e encontros familiares), pois não encontram prazer na confraternização. A vida profissional também fica prejudicada por todos esses motivos.
Algumas comorbidades são comuns. Essas pessoas apresentam quadros depressivos mais intensos e profundos que os da distimia em si, e o tratamento da depressão melhora o humor se comparado ao humor distímico crônico. Também podem aparecer síndrome do pânico, TPM, cefaleias e enxaquecas, prisão de ventre, etc.
A mudança no tempo para mais chuvoso, cinzento, sem sol, tende a realçar o mau-humor distímico. O fato desse tipo de clima ter o peso de ‘tempo ruim’ na nossa cultura dá sentido aos sintomas distímicos já existentes.
O Tratamento medicamentoso pode ser indispensável, já que uma das causas é a genética, mas o ambiente familiar é decisivo. Pais austeros, pessoas depressivas, com síndrome do pânico, distímicos na família são potenciais causadores do problema.

P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br
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