terça-feira, 6 de maio de 2008

0005 [ARTIGO] PROFECIA AUTO-REALIZADORA

PROFECIA AUTO-REALIZADORA
Os pesquisadores Rosenthal e Jacobson (1968) dividiram dois grupos de professores dizendo ao primeiro grupo que seus alunos tinham sido previamente selecionados como intelectualmente superiores. Ao segundo grupo de professores foi informado o contrário, que os alunos não haviam conseguido bom rendimento nos testes.
No decorrer das aulas, o primeiro grupo atingiu seus objetivos com facilidade enquanto o segundo não foi tão bem sucedido. Como não havia ocorrido qualquer seleção prévia a pesquisa revelou que a expectativa gerada nos professores se realizava nos alunos de forma que eles (professores) modelavam inconscientemente seu comportamento para que o ‘supostamente esperado’ como rendimento dos alunos se realizasse, o que foi então denominado profecia auto-realizadora.
A pesquisa conseguiu provar que o comportamento do aluno é modelado pela expectativa do professor, e este, por sua vez responde de acordo com o que ele supõe ser possível ao seu aluno. Esse trabalho foi de importância fundamental para motivar pesquisas sobre os estereótipos (expectativas automáticas e sem reflexão) que resultam no fenômeno produzido.
P a r a   e n v i a r   p e r g u n t a s : gobett@tribunatp.com.br

2 comentários:

  1. Olá Pedro.
    Meu nome é Lucas, sou estudante de Letras e li seu artigo a respeito da profecia auto-realizadora e me surgiu um questionamento.
    Você, como psicólogo, aborda esse tema de que forma? E como você orienta pais e professores a lidarem com seus respectivos filhos e alunos.

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  2. Deve ter uns 15 anos que li um artigo na revista escola sobre Profecias auto realizadoras,abordando esse mesmo enredo com alunos americanos.Achei super interessante,pois na escola onde atuava como supervisora pedagógica,vivia o problema gravíssimo q era a rotulação ,as tais profecias.Resolvi trabalhar esse tema da seguinte forma:Numa reunião dividi os professores em 2 grupos-GV (grupo de verbalzação) e o GO (grupo de observação)A priori não coloquei o objetivo da dinâmica,orientando apenas os grupos.Fiz pequenas faixas ,onde escrevi agumas frases tais como: SOU INTELIGENTE,SOU BURRA,SOU BONITA,SOU FEIA,SEI TUDO,NÃO SEI NADA,SOU POBRE,SOU RICA,MORO EM BAIRRO NOBRE,MORO NA FAVELA,etc.Colei na testa de cada professora do GV uma faixa daquelas,pedindo que ninguém comentasse o que estava lendo na testa da colega.Orientei q conversassem por 10 min sobre qualquer tema(elas falaram sobre TV,política,educação-foi um papo bem informal),enqto o GO so observaria o que elas falavam,o comportamento.Após o tempo estipulado,pedi que cada uma retirasse a faixa da testa e que poderiam ler.Todas se surpreenderam,acharam engraçado.Porém,ainda não estavam entendendo o pq daquilo. Perguntei ao GO o que observaram.Pra nossa surpressa ,o GO percebeu que aquelas pessoas q usavam um rótulo com adjetivo que a "desfavorecia",tipo,POBRE,FEIA,FAVELA,participaram pouco ou nada da conversa,pois ,a maioria das perguntas,comentários eram direcionados p as pessoas q usavam rótulos "interessantes",BONITA,INTELIGENTE,BAIRRO NOBRE,etc.E que a professora que mais se manifestou porque foi a mais solicitada foi a que usava "SOU INTELIGENTE".Em seguida li o texto similar a esse seu e fizemos os devidos comentários sobre o que é e como se processa a profecia auto realizadora.Foi uma reunião extremamente proveitosa,onde todas passaram a se policiar mais com relação a essas rotulações q ainda infelizmente vivenciamos nas escolas,nas famílias,em todos os lugares.
    Abraço.

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