terça-feira, 5 de agosto de 2008

0018 [ARTIGO] DEPENDÊNCIA QUÍMICA E CO-DEPENDÊNCIA

DEPENDÊNCIA QUÍMICA E CO-DEPENDÊNCIA

Quando tratamos desse assunto sempre nos focamos no dependente. Mas é importante falarmos daquele que vive na dependência dos fatos que se sucedem ao dependente propriamente dito. Em geral são pais e familiares mais diretamente.
Até que o sujeito se torne um dependente químico ocorre um processo de enamoramento. Uma curiosidade, aproximação de usuários, e enfim o uso e abuso. A indução por seu grupo também pode levá-lo às drogas lícitas (álcool e tabaco) ou ilícitas.
Quero falar do co-dependente, pois na batalha contra as drogas (com internação, grupos de apoio, ou ajuda profissional), os familiares, também adoecidos carecem de tratamento, pois o ambiente é peça chave na recuperação. Se após sua internação ele voltar para seu lar adoecido, recairá rapidamente com poucas chances de se recuperar. As relações familiares estarão inconscientemente estacionadas naquele nível patológico, co-dependente, todos sem noção de como agirem.
A cumplicidade necessária para a co-dependência necessita sofrer urgente revisão para acolher aquela pessoa renovada na internação, e muitos lares não buscam ajuda a si mesmos. A isso se deve grande responsabilidade das baixas estatísticas de recuperação de adictos.
A dependência é uma doença progressiva, incurável e fatal. Atinge o físico, o emocional e o espiritual. E a família não escapa disso.

Para enviar perguntas: gobett@tribunatp.com.br

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