sexta-feira, 10 de setembro de 2010

0048 [ART.] O que há no Insulto e no Elogio?


O Que há no Insulto e no Elogio?

Sempre questionamos um elogio – ‘são seus olhos’, ‘tive sorte’ – mas não duvidamos do insulto, ao qual sempre revidamos. Se se suspeita do elogio, não paira qualquer dúvida quanto ao insulto, sempre certeiro. Mas por quê?
Ao se por a serviço de alguém, o que elogia é alvo de críticas – ‘o que você viu nele?’ – Mas o que insulta toca a verdade do ser e é visto tendo razão: ‘Ele merecia ouvir umas mesmo!’
O insulto necessita da cumplicidade do insultado, de seu revide, sem o que ele perde seu efeito de verdade. Lembremos dos apelidos, insultos com roupa de brincadeira. Sabemos que ele só emplaca se o seu alvo for cúmplice se irritando.
Interessante notar que o insultante é tido como honesto o que falou a verdade que ninguém tinha coragem de dizer. Mas o que elogia ganha a pecha de demagogo ou bajulador.
‘Falem mal, mas falem de mim’ está na base de pessoas que preferem ser lembradas negativamente a não ser lembradas de forma alguma. Freud dizia que o obsessivo tem certo prazer em ser insultado, que isso o defende da paranóia de ser algo pior. Ao receber o insulto ele pode pensar que está protegido de seu superego que o persegue.
Entre membros de comunidades com identificação pouco clara é fácil haver insultos. Cem anos de psicanálise, cem anos de insultos. Talvez, o psicanalista seja aquele que tenha outra maneira de responder a tal nomeação. 
Fonte: www.jorgeforbes.com.br


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